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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Crises e mais crises

Hoje, o Rapha teve consulta na pediatra. Falei sobre a minha vontade de tirar as mamadas noturnas. Ela concordou, disse que eu não posso esperar que o Rapha largue o seio naturalmente, que eu preciso ir substituindo aos poucos. Mas, sinceramente, apesar de eu estar bem cansada, com vontade de dormir a noite toda, a ideia de negar o peito ao meu filho não me agrada. Já ouvi falar muito em desmame natural, onde o bebê entende, por ele mesmo, que é tempo de parar, mas, na prática, não lembro de ter visto isso acontecer, porém, ja li depoimentos na internet de que isso acontece, mas são de pessoas que eu não conheço. Tenho medo de tirar, negar, deixar chorar no colo do pai, enquanto meu seio jorra leite, e não está agindo certo nem comigo e nem com meu filho. Ao mesmo tempo, a pressão da sociedade é tão grande com idade avançada para mamar, fazer vontades, colocar limites, que eu fico confusa. Muito confusa. Hoje eu ouvi uma frase: "Esse menino parece ser cheio de vontades" Fiquei com aquilo na cabeça... Meu filho cheio de vontades? Será? Eu procuro dizer não sempre que ele faz algo que, na minha concepção, está errado. Mas, mamar de madrugada está errado? Mamar de dia está errado? Ele só tem 9 meses. Ao mesmo tempo que eu quero educar o meu bebê, eu quero que ele saiba que é muito amado, que o colo da mamãe está disponível, mesmo que seja só pra ele deitar, sem motivo algum.

Não quero criar um filho mimado, de forma alguma. Quero criar meu filho com limites certos, mas naquilo que realmente é preciso de limites, como horário pra brincar, estudar, respeitar a mamãe e os mais velhos, saber que quando não pode mexer, não pode, dividir e emprestar brinquedos, não bater... Isso pra mim é impor limites...

Eu nunca forcei  meu filho a comer. E ele nunca comeu nada. Nas ultimas consultas, ele engordou algumas gramas, 200 no mês. Isso me preocupou, mas ainda assim, nunca briguei para ele comer. E não precisou. Faz três dias que ele vem comendo super bem o que tem me deixado feliz.

Mas voltando ao assunto... pois bem.. Será que esse desmame natural existe? Será que eu to fazendo errado em deixá-lo mamar de madrugada? Quando me falaram que meu filho era cheio de vontades, eu fiquei pensando... O Raphael é um doce de bebê. Quase não chora, ri pra todo mundo, vai no colo de todo mundo, fica em qualquer lugar, brinca sozinho. Todo mundo diz... já ouvi diversas vezes: "Nossa, esse bebê não chora." "Nem parece que tem bebê aqui, ele não dá trabalho nenhum." "Que bebê tranquilo." Mas... quando ele dá os gritos dele, sai debaixo... Revela a personalidade que tem.

Tudo tem seu tempo e, no meu entendimento, ainda é tempo de mamar. Aconteceu a mesma crise quando ele começou a chupar dedo. Fiquei desesperada. A toa. Com 4 meses e meio, ele largou.

Esse medo de errar mata qualquer mãe. O pior de tudo é que a gente erra pensando que tá acertando.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Seguindo, mas quase desistindo...

Ontem foi uma das piores noites do Raphael. Dei prosseguimento ao método exposto no post anterior. Foi mais difícil para mim do que para ele, ou não. Ele chorou a mesma coisa que na primeira vez. Foi doloroso. Depois que ele dormiu, eu ainda fiquei mais de uma hora com pena, com culpa. Minha vontade era acordá-lo, pegá-lo no colo e encher de beijos. Talvez, por isso, não tenha dado muito certo, porque na primeira vez que ele acordou, cerca de duas horas depois, eu peguei-o, dei mama e ele dormiu mamando. Depois, passou praticamente a noite toda pendurado no meu peito.

No meio da madrugada, não queria mais dormir, coisa que nunca aconteceu desde que ele nasceu. Cismou de ficar levantando e sentando, puxando meu cabelo, subindo em cima do Renard, batendo nas paredes e eu morrendo de sono.

Eu acordei sem coragem de prosseguir com o método. Alguma coisa me diz que isso não tá certo. Às maes que fizeram isso e deu certo, parabéns, mas eu não estou conseguindo. Meu coração está partido. Muito difícil ver um filho berrar, chorar porque quer colo e carinho e você ignorar. Nossa, não sei se eu nasci pra ser esse tipo de mãe.

Hoje, no horário dele dormir, não deixei ele chorando. Voltei à maneira antiga, com UMA diferença. Dei mamá, tentei fazê-lo dormir com musiquinha, muito dengo e carinho. Não deu certo, claro. Ele mamou e quando estava quase dormindo, sonolento eu o peguei e pus no berço. Ele abriu o berreiro, mas, no momento em que eu fechei a porta, ele parou e dormiu. Sensacional. Não chorou nem 30 segundos. Fiquei bem feliz.  Vamos ver como vai ser essa noite.

Eu estive pensando nos últimos dias e ja descobri o que está me deixando insatisfeita na educação do meu filho, mas isso é assunto para outro post.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O arrependimento

Nunca imaginei que eu fosse dizer isso um dia, mas eu me arrependi de ter amamentado exclusivamente o meu filho. Eu, que sempre fui mega chata com isso, caxias no último, lutei até o último instante para não dar mamadeira e nem nenhum outro tipo de leite pro meu filho, além do LM, me arrependi. A irmã ou o irmão do Raphael vai tomar UMA mamadeira de NAN na hora de dormir. Eu explico o motivo...

Não estou pregando contra a amamentação e tenho plena consciência que a mamadeira atrapalha a amamentação no início. Amo amamentar o meu filho e pretendo continuar amamentando até quando eu achar que devo, pois não há nada mais saudavel e melhor pro meu filho do que o LM. Já me disseram que quando meu filho crescer e eu perceber que ele fica menos doente do que as outras crianças, por causa dos anticorpos passados a ele pelo LM, eu vou ver a recompensa de ter amamentando meu filho exclusivamente e continuar amamentando até a hora que eu achar que devo.

O grande problema é que estou muito preocupada com o fato do Raphael, agora com 8 meses, não aceitar nenhum outro tipo de leite. Por enquanto, não há problema, pois ele ainda tem o meu, mas e depois? Já tentei NAN, NINHO, LEITE DE VACA E ATÉ NESCAU PRONTO. Ele não aceita. Já ofereci DANONINHO, mas ele tb não é muito fã, come meio potinho. Espero que quando ele crescer, essa realidade mude. O outro grande problema, é que, enquanto o Raphael era menor, o LM sustentava praticamente a noite toda. Ele sempre dormiu bem acordando uma vez. Agora, isso não acontece mais e ele chega a acordar três vezes de madrugada pra mamar, o que tem me deixado bem cansada. tudo bem que de dia, ele mama pouco... Três vez por dia, somente quando vai tirar as sonecas, mas, mesmo assim... Ah, ele também não bebe nada diferente de água. Nem suco, nem água de coco... Já isso não me preocupa. A pediatra disse que não tem problema ele não tomar suco, desde que coma a fruta e isso ele faz muito bem. Adora qualquer fruta. Já a comida, não come quase nada. Só gosta de arroz, macarrão e frango. Eu dou outras coisas e sempre coloco legumes e verduras na comida e ele come, 4 colheres no máximo.

A parte boa é que mesmo assim ele é super saudável e continua crescendo e ganhando peso dentro da normalidade, o que me tranquiliza.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

LINDA E COMOVENTE HISTÓRIA

Sem palavras!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A lactante e o caixa preferencial


Desde a minha gestação, eu tenho problemas com o tal caixa preferencial. E, como não poderia ser diferente, durante as eleições também tive problemas, por causa de pessoas despreparadas e desinformadas. A desinformação é um grande obstáculo para conseguirmos usufruir dos nossos direitos.
Você pode se surpreender com o que eu vou dizer, mas o caixa preferencial pode ser usado por mães que amamentam seus bebês INDEPENDENTE de estarem ou não com seus filhos no colo.

O artigo 9º da RESOLUÇÃO Nº 2.878 CMN/BANCO CENTRAL, DE 26 DE JULHO DE 2001, afirma "atendimento prioritário para pessoas portadoras de deficiência física ou com mobilidade reduzida, temporária  ou  definitiva, idosos, com idade igual ou superior a sessenta e cinco  anos, gestantes, lactantes e pessoas acompanhadas por criança de colo ..." Observe que lactantes e pessoas com crianças de colo estão escritas separadamente. O que, por uma questão de interpretação, já explica o que eu afirmei acima. A lactante tem prioridade e PONTO. Da mesma que a forma que a gestante também tem prioridade, estando com 2 meses de gestação ou com 9 meses. O tamanho da barriga não está especificado na lei.

As pessoas acham isso um ABSURDO, porque no Brasil é muito mais comum bebês que mamam mamadeira ou mamam peito + mamadeira, do que bebês que mamam exclusivamente no seio. Ora, se o bebê mama mamadeira, não tem porque a lactante ter prioridade, já que outra pessoa pode oferecer o alimento para o seu bebê. Mas, no meu caso, só EU poderia alimentar meu filho e, logo, não poderia perder horas em filas. Fato. Para isso que serve a lei. Não há necessidade de levar um RN para o mercado, por exemplo, mas há a necessidade de ser atendida PREFERENCIALMENTE, já que o RN está em casa e pode chorar de fome.

Pois bem. Domingo, dia de eleição, chovendo, a escola onde eu votava não tinha estacionamento. Renard ficou no carro com o Raphael, que estava estacionado longe da escola por falta de vagas, e eu fui votar. Chegando na minha seção, uma fila enorme. Pedi licença delicadamente e expliquei aos mesários que meu filho de 5 meses estava no carro e eu era lactante, portanto tinha direito ao caixa preferencial.

- Desculpe, mas a senhora não está com seu filho no colo e terá que enfrentar a fila, pois não tem como provar que amamenta.

- Não seja por isso. Posso tirar o meu seio e espirrar o leite. Dessa forma, eu consigo te provar que sou lactante. (Baixei o nível) Saí reclamando e fui para a fila, claro.

Depois de uns 15 minutos, uma menina, de uns 24 anos, perguntou se alguém se incomodava se ela me deixasse passar a frente. Ninguém se incomodou e eu votei. Ainda tinham umas 10 pessoas antes de mim. Enfim, fui embora. Quando eu cheguei no carro, o Rapha estava chorando querendo mamar. E ai? Meu filho chorou, porque aqueles mesários despreparados não tinham o conhecimento correto da lei. Mas não os culpo. Ninguém tem o conhecimento, nem mesmo as pessoas que teriam o direito.

Ai você me pergunta: como você vai provar que é lactante? Pois é, não vou provar. Outro problema cultural num país onde a corrupção, a mentira e a esperteza prevalecem. Já pensou um monte de mulher passando no caixa preferencial se dizendo lactante? Não é de espantar se isso acontecer. Um monte de gente espertinha querendo passar na frente para não perder horas na fila. E por causa de comportamentos mal educados como esse, eu, que, realmente, tenho direito, vou pagar por causa dos outros? Não. Não vou. Eu exijo meu direito em qualquer lugar que eu vou, estando ou não com o meu filho no colo.

Assim que eu descobri que estava grávida, eu usava o caixa preferencial. Recebi vários olhares tortos, e muitos caixas me repreendiam: "Senhora, esse caixa é preferencial". "Eu sei, mas eu estou grávida." Foi uma luta, porque minha barriga só foi aparecer com mais de 7 meses de gravidez, então eu sempre tive problemas com isso. No ônibus, já pedi, educadamente, que pessoas que estavam sentadas em assentos preferenciais se levantassem para que eu pudesse me sentar. E já me estressei algumas vezes com adolescentes e jovens usando o caixa sem ter esse direito. Eu falava: "Dá licença, por favor? Esse caixa é preferencial. Obrigada!" E passava na frente.

Portanto, fica a dica. Se você não sabia dessa lei, com relação a lactante, usufrua do seu direito. Se você não tem direito, então não utilize-o. Se está sentado no ônibus em assentos reservados, levante. Se não quiser levantar para ceder o lugar, sente em outro assento. SIMPLES.

Um beijo e vamos conhecer e exigir nossos direitos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O vilão da amamentação




A Organização Mundial da Saúde - OMS – recomenda: 6 meses de amamentação exclusiva. Até os 6 meses de idade, o bebê não precisa de nada, nem de água. Mas por que será que a maioria das mulheres não conseguem amamentar exclusivamente nem por uma semana? Na minha humilde opinião, o maior vilão da amamentação é o famoso COMPLEMENTO. Explico...

Amamentação é fazer conta: quanto mais o bebê suga, mais leite produz. Essa é a regra. A quantidade de leite que o meu seio produz está de acordo com a quantidade de leite que o meu bebê mama. Logo, se o meu bebê mama 30 minutos e depois eu ofereço a mamadeira com um complemento achando que o meu leite não foi suficiente, realmente ele não será. Pois aqueles 30 minutos não são suficientes para saciar a fome do bebê, entretanto, meu seio só vai produzir aqueles 30 minutos, já que o restante que saciaria o neném foi oferecido na mamadeira – o LA (Leite artificial). E esse ciclo vai "piorando" com o tempo, pois a medida que o bebê cresce, a mãe aumenta a quantidade de LA o que faz com que a produção de LM (Leite Materno) diminua. Ou seja, a cada mês, ele vai mamar menos LM e mais LA, causando o desmame precoce.

Temos outra questão: por que será que as mães que desejam amamentar oferecem o complemento? Respondo: por medo, insegurança e, o principal, desinformação. O psicológico afeta diretamente no sucesso da amamentação exclusiva. A maioria das mães acreditam que o LM sozinho não alimenta o bebê. Isso é uma tremenda MENTIRA. Toda mãe tem leite SUFICIENTE E DE QUALIDADE para alimentar o seu filho. O problema é que, na maioria das vezes, o leite demora a descer, até 72 horas. E durante esses 3, ou até 4 dias, o bebê mama em intervalos bem pequenos, porque o colostro, aquele leite ralo, sustenta por pouco tempo. Muitas mães apertam o peito desesperadamente e acham que não está saindo nada E SE DESESPERAM oferecendo a mamadeira. Mas acredite: se o bebê sugar, vai sair. Experiência própria. O problema é que aquele leite ralo não vai sustentar o seu filho por três horas. Até o meu leite descer, meu filho mamou com intervalos de 50 minutos, inclusive de madrugada. Mas, eu não ofereci complemento nenhum, salvo na maternidade, na primeira noite. Em casa, só peito. E isso estimulou a descida do leite em quantidade suficiente para alimentar o Raphael. Os intervalos das mamadas foram aumentando e, hoje, o Raphael fica, algumas vezes, de dia, até 4 horas sem mamar. De noite, já dormiu 10 horas seguidas, só com LM.

Existem algumas questões onde o LM parece não ser suficiente. A primeira delas é a sucção errada do neném. Se a sucção não estiver boa e a boca dele não pegar toda a aureola, ou a maior parte dela, ele não vai conseguir sugar LM suficiente. Isso vai acarretar horas a fio no peito sem saciá-lo completamente, causando a impressão de que o LM não sustenta. A solução para esse caso é só o ajuste da pega do bebê no seio e tudo se resolve. Amamentar não dói. Eu NUNCA senti dor. Quando o seio racha, fere, machuca, muito provavelmente, o neném está mamando errado.

A outra questão pode ser uma anemia severa na mãe. O corpo pega o que há de melhor do organismo da mãe para a produção do LM. Se a mãe não come ferro suficiente, por exemplo, o organismo tira da reserva para a produção do leite. Se a mulher está com anemia e não tem reservas, o leite materno vai secando aos poucos, não tendo quantidade suficiente para saciar o bebê.

A única questão física que PODE prejudicar de fato a amamentação é a cirurgia da redução de mamas, pois durante o procedimento alguma glândula pode ser afetada prejudicando a produção do leite. Mas, veja bem: PODE. Poder não significa que VAI. Algumas mulheres conseguem amamentar mesmo tendo feito a mamoplastia.  Repito: Essa é  ÚNICA questão fisica que pode prejudicar a amamentação. Bico pequeno, bico invetido, nada disso compromete... Experiência pessoal: meu bico é invetido num seio e pequeno no outro e meu filho mama exclusivamente há 4 meses e 14 dias.

A quarta e, na minha opinião, a principal questão é o COMPLEMENTO, A INSEGURANÇA E A DESINFORMAÇÃO. A produção do leite acontece primeiro na mente da mulher.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A amamentação




Quando a gente lê, parece tudo muito fácil. O difícil foi conseguir colocar em prática tudo o que eu li e aprendi.
Meu filho nasceu e junto com ele veio a ansiedade de amamentar a primeira vez. Levaram-no para o berçário logo após o nascimento. Assim que eu comi e tomei banho, corri para lá. Queria ver meu bebê, nem que fosse pelo vidro. Fiquei lá, namorando o Raphael até que desse a hora de pega-lo novamente em meus meus braços.
Fomos para o quarto e junto com a gente uma penca de visitas. Avó, avô, tio, primos, enfim, umas dez pessoas. Eu, que nunca soube dizer não, e sempre fiquei sem graça em pedir coisas que me constrangesse, pedi, delicadamente, que todos saíssem do quarto para que a enfermeira me ensinasse a amamentar e o meu filho pudesse ser alimentado de forma tranquila. Pensei que seria fácil...
Eu não tinha bico, o Raphael não sabia sugar e nem pegar o meu peito, eu não sabia colocar ele no seio, meu colostro era bem pouquinho, apertava e não saia praticamente nada... Ficamos lá quase 40 minutos e eu não consegui amamentar. Foi bem difícil. Mas, eu não me entristeci, não me abati. Decidi que ia perseverar...
Chegou o horário da próxima mamada e foi tudo igual... A noite, antes de ele dormir, veio o primeiro baque. A enfermeira me pediu autorização para dar NAN pro meu filho para que ele pudesse dormir, já que ele não tinha conseguido mamar e meu colostro tava bem pouquinho. Quase infartei. Neguei! Disse que passaria a madrugada com ele no peito, mas não daria NAN. Veio outra enfermeira... Me explicou que eu precisava descansar, porque os primeiros dias em casa seriam muito difíceis e eram as últimas noites dos próximos meses que eu ia dormir tranquila. Autorizei o complemento, com muita tristeza, e pedi que desse no copinho da mamadeira. Eu acreditei que, no dia seguinte, tudo seria diferente.
Melhoramos 5%. Rsrsrs Toda vez que era hora de mamar, eu chamava a enfermeira. Eu não sabia colocar ele no peito, o bico escorregava, ele gritava, ele não sugava... Quando foi a tarde, eu chorei. Achei que não fosse conseguir. No dia seguinte, eu estaria indo embora para casa e não teria nenhuma enfermeira para eu chamar para me ajudar. Foi desesperador isso, na minha cabeça, no meu coração. Eu passei o tempo que me restava tentando colocar ele no peito... Em vão. Sempre existia a necessidade de chamar a enfermeira para me ajudar. A noite chegou... Eu não autorizei o complemento. Disse para enfermeira que no dia seguinte eu ia pra casa e lá não ia ter ninguém para me ajudar, que ela podia ir embora e deixar o meu filho que ia me virar sozinha. Não consegui. Raphael acordou quase que de meia em meia hora. As 3 da manhã, chamei a enfermeira, ela deu o NAN e levou ele para eu poder dormir.
Apesar do sufoco, fui para casa no domingo pela manhã confiante que Deus era comigo e eu ia conseguir dar o melhor para o meu bebê. Consegui no conforto do meu lar fazer com que ele pegasse o seio corretamente e sugasse o meu leite com delicadeza e suavidade. Por eu ter só o colostro ainda, Raphael mamou de 50 em 50 minutos durante o dia e, a noite, de 50 em 50 em minutos tb. Rsrsrs Lá pelas tantas, fiquei muito nervosa, sem chão, pensando se seria sempre assim. Eu estava morrendo de sono, não me aguentando em pé, caindo pelas tabelas e tinha um bebê que dependia de mim para se alimentar. O primeiro pensamento foi: "Meu Deus! Eu não tenho como devolver. E agora? Vai ser sempre assim?" Chorei, pensei em desistir da amamentação, juro. A primeira coisa que eu pensei foi que o NAN seria mais fácil. Foi assim durante os dois dias que se seguiram. Depois de uns três ou quatro dias em casa, de manhã, eu falei pro Renard: "Fica com ele, por favor, não me acorda para nada! Nem se ele chorar! Faz uma mamadeira e dá". Eu estava muito cansada, muito... Meu marido até fez a mamadeira, mas ele não quis tomar e ele me acordou. Eu dei mama e voltei a dormir até o horário da próxima mamada. Foi um bom descanso.
Com o passar dos dias, as mamadas ficaram mais espaçadas. 1 hora e meia, duas horas, duas horas e meia... dependia... mas ficava sempre nesse intervalo. A noite variava muito. Tinha dias que ele dormia, tinha dias que não. O dia que ele não dormia, depois que o Renard acordava, ele ficava com o Raphael para eu poder descansar.
Depois da primeira semana, tudo se acertou. Eu me acostumei a não dormir, ou, acordar várias vezes e depois dormir. No primeiro mês, foi bem tranquilo a amamentação. Meus seios nunca feriram, nunca racharam, nunca doeram. Eu pude, enfim, colocar em prática tudo o que eu tinha lido. Foi e está sendo muito gratificante amamentar meu filho. O principal disso tudo está cabeça. A mulher precisa acreditar que tem leite, que pode amamentar e que vai conseguir amamentar. Isso é o mais importante.
Eu adoro trazer meu filho ao meu peito quando ele ta com fome. Eu adoro quando ele pede conforto nos meus seios. Quando meus seios são instrumentos para acalma-lo para que ele durma tranquilo. Eu amo saber que tudo o que meu filho precisa, sai de mim. Ele não precisa de mais nada a não ser de mim. É bom demais. Eu passaria o dia com ele com ele no seio se precisasse... Parece que foi ontem que eu tava parindo e semana que vem ele já faz 4 meses. Daqui a pouco está falando, andando, namorando, casando... quero muito aproveitar essa fase, quando ele é só meu, só eu posso alimentá-lo... não é egoísmo, é amor. Quando ele começar a comer, aos poucos, ele vai largando, largando, conhecendo o mundo... E essa fase é muito importante para ele se sentir seguro, confortável e saber que aconteça o que acontecer, ele sempre vai ter o "peito" da sua mãe para se confortar, para acalentar, mesmo depois que for um homem. Não quero o meu filho só pra mim, eu crio meu filho para ser benção no mundo, para ser voz de Deus no mundo... mas, nessa etapa, do que ele precisa, eu estou dando...
Não quero atingir aqui as mães que não conseguiram, não puderam ou não quiseram amamentar. Cada um tem uma visão. Isso é muito pessoal. Se você não pode e não conseguiu amamentar, não se sinta culpada. Há outras formas de você confortar e acalentar o seu bebê! Isso foi uma determinação MINHA e eu não me arrependo, pois tem sido uma experiência muito deliciosa. Mas, há muitas formas de você curtir o seu filho ou filha com experiências deliciosas, calorosas, amorosas. Mãe é mãe e sabe amar como mãe, independente de qualquer coisa.
Beijos
Branquinho

A incansável busca pela informação




Tem séculos que eu não escrevo aqui. Confesso, não é falta de tempo. É preguiça mesmo. Mas hoje, depois de saber de uma colega que está com dificuldade de amamentar, resolvi voltar a escrever. Vamos ver se dessa vez eu engreno no blog do meu pimpolho.
Assim que eu fiquei grávida, eu tive duas preocupações grandes: o parto e amamentação. O parto, como já disse, sonhava que fosse normal. Consegui. O meu outro grande sonho era amamentar meu pequeno. Eu não sabia nada de aleitamento. Só sabia o que as pessoas diziam: que doía, o peito rachava, sangrava, era difícil, o leite empedrava, não era suficiente... Ouvindo tudo isso, fiquei com muito medo de não conseguir dar o que eu mais desejava para o meu bebê: o leite materno.
Mas eu nunca fui, não sou e não serei daquelas que se conformam e que desistem. Passei a gravidez inteira na frente do computador me informando sobre parto e sobre amamentação. Fui em sites confiáveis, li depoimentos de pessoas que tiveram sucesso, li depoimento de pessoas que não conseguiram amamentar e se arrependeram, tirei dúvidas, vi ilustrações, enfim, fiz de tudo o que estava ao meu alcance para que meu filho recebesse o que era melhor para ele.
Descobri que não existe leite fraco. Quanto mais o bebê mama, mais leite produz. O que faz com que a mulher não tenha leite suficiente é o famoso complemento que atrapalha na sucção do bebe e, consequentemente, na produção ideal que o seu filho precisa. Descobri que nos primeiros dias, aquele leite ralo e pouco, o famoso colostro, é o suficiente para saciar o seu bebê ,e mais, ele é de fundamental para a saúde do recém-nascido. Também fiquei sabendo que o leite nem sempre desce logo após o parto e que pode levar até três dias para que a mãe tenha o leite rico em gordura e proteínas. Descobri que muitos bebês choram de fome, porque a mãe, por falta de informação, fica alternando os dois peitos na mesma mamada, fazendo com que o neném mame somente o primeiro leite, que é rico em água e sais minerais, deixando-o com fome. Descobri que amamentar não dói. O que causa a dor e rachadura no seio é a pega errada do bebê. Por fim, durante a minha insaciável busca pela informação em relação à amamentação, descobri que o principal problema que as mulheres encontram para amamentar está na sua cabeça. O psicológico é o principal vilão do aleitamento materno exclusivo.
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