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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Crises e mais crises

Hoje, o Rapha teve consulta na pediatra. Falei sobre a minha vontade de tirar as mamadas noturnas. Ela concordou, disse que eu não posso esperar que o Rapha largue o seio naturalmente, que eu preciso ir substituindo aos poucos. Mas, sinceramente, apesar de eu estar bem cansada, com vontade de dormir a noite toda, a ideia de negar o peito ao meu filho não me agrada. Já ouvi falar muito em desmame natural, onde o bebê entende, por ele mesmo, que é tempo de parar, mas, na prática, não lembro de ter visto isso acontecer, porém, ja li depoimentos na internet de que isso acontece, mas são de pessoas que eu não conheço. Tenho medo de tirar, negar, deixar chorar no colo do pai, enquanto meu seio jorra leite, e não está agindo certo nem comigo e nem com meu filho. Ao mesmo tempo, a pressão da sociedade é tão grande com idade avançada para mamar, fazer vontades, colocar limites, que eu fico confusa. Muito confusa. Hoje eu ouvi uma frase: "Esse menino parece ser cheio de vontades" Fiquei com aquilo na cabeça... Meu filho cheio de vontades? Será? Eu procuro dizer não sempre que ele faz algo que, na minha concepção, está errado. Mas, mamar de madrugada está errado? Mamar de dia está errado? Ele só tem 9 meses. Ao mesmo tempo que eu quero educar o meu bebê, eu quero que ele saiba que é muito amado, que o colo da mamãe está disponível, mesmo que seja só pra ele deitar, sem motivo algum.

Não quero criar um filho mimado, de forma alguma. Quero criar meu filho com limites certos, mas naquilo que realmente é preciso de limites, como horário pra brincar, estudar, respeitar a mamãe e os mais velhos, saber que quando não pode mexer, não pode, dividir e emprestar brinquedos, não bater... Isso pra mim é impor limites...

Eu nunca forcei  meu filho a comer. E ele nunca comeu nada. Nas ultimas consultas, ele engordou algumas gramas, 200 no mês. Isso me preocupou, mas ainda assim, nunca briguei para ele comer. E não precisou. Faz três dias que ele vem comendo super bem o que tem me deixado feliz.

Mas voltando ao assunto... pois bem.. Será que esse desmame natural existe? Será que eu to fazendo errado em deixá-lo mamar de madrugada? Quando me falaram que meu filho era cheio de vontades, eu fiquei pensando... O Raphael é um doce de bebê. Quase não chora, ri pra todo mundo, vai no colo de todo mundo, fica em qualquer lugar, brinca sozinho. Todo mundo diz... já ouvi diversas vezes: "Nossa, esse bebê não chora." "Nem parece que tem bebê aqui, ele não dá trabalho nenhum." "Que bebê tranquilo." Mas... quando ele dá os gritos dele, sai debaixo... Revela a personalidade que tem.

Tudo tem seu tempo e, no meu entendimento, ainda é tempo de mamar. Aconteceu a mesma crise quando ele começou a chupar dedo. Fiquei desesperada. A toa. Com 4 meses e meio, ele largou.

Esse medo de errar mata qualquer mãe. O pior de tudo é que a gente erra pensando que tá acertando.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O primeiro machucado e a primeira malcriação!

Engraçado o título, né? O que uma coisa tem a ver com a outra? NADA, tirando o fato que aconteceram no mesmo lugar e no mesmo dia.

Segunda -feira, dia 27 de dezembro, teve uma confraternização de natal na casa da "chefa" rs. Eu tinha acabado de chegar e tava tirando a roupa do Rapha porque estava calor. Coloquei-o no braço do sofá (olha que imbecil, só eu mesma. ANTA!) e comecei a tirar o sapato. Nesse momento, a Mema (uma amiga) chegou e falou alguma coisa comigo que, a essa altura, não faço a menor ideia do que era. Quando eu fui responder, me distrai e soltei o Raphael e ele PIMBA no chão. Caiu de boca. Chorou até perder o choro. Peguei ele no colo e entrei em desespero quando vi sangue na boca e sem saber da onde tava vindo, onde tinha machucado. A Fernanda (dona da casa) pegou gelo e foi dando, aos poucos, pra ele chupar, fazendo-o rir, até a gente conseguir descobrir onde tinha cortado. Quando o ssangue estancou, identificamos o corte na parte de dentro do lábio superior. Não foi um corte pequeno, mas também não foi um corte enorme. Tudo resolvido (mais ou menos), voltamos para o nosso divertimento.

O problema todo dessa queda foi o dente. Na terça feira, levei ele ao pediatra. A consulta foi boa. Ele está com 9,5 kg e medindo 71 cm. Tudo ok com meu bebê. Mas a pedi disse pra eu observar o crescimento do dente pois pode ter machucado e eu só vou ver na medida em que o dente for aparecendo. A principio, ela não observou nada de anormal (os dentes ja cresceram quase a metade). Entretanto, hoje, quando ele sorriu, eu vi uma pontinha preta no dente. Fiquei apavorada, porque a pediatra disse que se tiver machucado, ele pode precisar de canal. Imagina? Tadinho do meu filho. E isso por causa de uma irresponsabilidade minha. Não preciso dizer que toda hora levanto o lábio dele para olhar o dente. Ora eu vejo o treco preto, ora não vejo. Vamos aguardar...

Bom, continuando o relato...

Coloquei o Rapha no chão, lá fora no quintal, e sentei ao lado dele. Ele arrancou um pedaço da grama e colocou na boca. O menino é rápido, você pisca e ele apronta. E, nessa fase, ele coloca TUDO na boca e o pior mastiga, seja lá o que for. O rapazinho é levadinho. Come todas as frutas sem ser amassada, com excessão de maça que eu raspo. O resto... morde e mastiga. Eita, como eu dou volta pra contar uma história. Rs Ai... Voltando... Ele colocou a grama na boca e eu, obviamente, abri a boca dele pra tirar a grama lá de dentro. O menino se enfezou. Parecia até gente grande. Gritou e me deu vários tapas. Acredite se quiser. E gritou como se tivesse brigando, reclamando. Uma figura. Eu, claro, deu uma bela de uma bronca que eu acho que ele entendeu o recado direitinho. Olhou pra mim, calou a boca e saiu engatinhando pra outro lado.

Ah esse menino...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

8 meses

Só pra deixar registrado que mwu bebê faz oito meses hoje... Não estou bem pra escrever muito coisa.

PARABÉNS, MEU FILHO!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Oficialmente "mamãe"

Acho que o som mais delicioso de se ouvir, depois daquele primeiro chorinho, tão emocionante, é o "mama". Eu confesso que não estava muito ansiosa para isso acontecer, mas toda mãe se emociona ao ouvir pela primeira vez "mama".

Hoje, eu não me emocionei tanto quanto da primeira vez. É, essa não foi a primeira vez, mas eu considero como.  Vou explicar...

A primeira vez que o Rapha falou "mama", ele ainda não tinha feito seis meses. Foi de madrugada, quando ele acordou pra mamar. Eu tirei ele do berço, ele olhou pra mim e disse "mama". Eu não divulguei porque não queria ser tachada de doida, pois era cedo. Mas para um bebe que senta com 4 meses, engatinha com 6, com 7 já  se levanta sozinho em todos os moveis da sala, falar mamãe cedo não seria muito dificil. Sabe quando estamos grávidas e neném mexe a primeira vez e depois demora dias para mexer de novo? Ai depois começa a mexer só a noite ou só pela manhã? Em seguida, conforme as semanas vão passando, essas mexidas são cada vez mais frequentes? É mais ou menos assim que acontece com o "mama".  Enfim, ele falou essa vez e não falou mais por alguns dias, não sei precisar quantos. Depois, começou a falar "mama" somente quando chorava.

No dia 12 de dezembro, ele falou "MAMÃE", certinho. Foi lindo. Mas, eu considero HOJE, como o dia oficial do "mama", porque ele me chamou sem chorar. Ficou o dia todo indo atrás de mim e me chamando. Saiu do colo da minha avó, estendendo os braços para mim e falando a palavra mais deliciosa de se ouvir. Tão lindo, tão gostoso, tão suave, tão emocionante...

Só pra constar: 7 meses e 23 dias.

Três de uma vez? Tadinho...

Tadinho do meu pequeno... Depois do sofrimento com os dois dentinhos inferiores, agora surgem três dentes superiores de uma única vez.

Eu ja tinha visto uma pontinha branca no lugar do incisivo lateral superior, mas fiquei pensando: o lateral vai nascer primeiro que o central (dentes do meio)? Meu filho vai ficar igual um vampirinho. Mas não é que eu enxerguei certo? Realmente estão nascendo os dois laterais, um de cada lado e UM central. Ou seja, vai ficar um buraco no lugar do outro incisivo... hahahaha Deve ficar engraçado.

Vou esperar crescer para bater fotos. Por enquanto, só o direito rasgou a gengiva, os outros estão rompendo ainda. E pra variar, nessa fase, eu não durmo. Ela acorda quase que de duas em duas horas chorando. Deve doer, tadinho.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Curva

Como é de praxe, desde que criei o blog, todos os meses, depois da consulta com a pediatra, eu coloco a curva de crescimento do meu bebê aqui.

Rapha está pesando 9,230 kg. Ele engordou bem pouco esse mes. Só 230 gramas. Fiquei preocupada, mas a pediatra disse que ele está ótimo, super saudável e que o pouco ganho de peso é devido a adaptação à alimentação. Não sei mais o que eu faço para esse menino comer. Ele come tão pouco. Só aceita bem as frutas. Nem a farinha láctea, que toda criança gosta, ele quis comer.

Ontem ele almoçou e jantou sopa de ervilha. Hoje eu vou fazer uma macarrão com feijão e gema de ovo. Vamos ver se ele gosta.

Curva da altura
Curva do peso

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Acho que eu me enganei


Eu sempre estranhei o fato do meu filho ser calmo. Afinal de contas, filho da Débora Branquinho não pode ser calmo. (Quem me conheceu há um tempo sabe, exatamente, o que eu estou dizendo. Quem me conheceu agora, nem tanto.) Enfim, o Raphael nunca me deu trabalho. Dá trabalho como toda criança, mas nunca me AQUELE trabalho. Nunca foi chorão. Só chora quando está com sono. Sempre ficou no berço, no carrinho, na cadeirinha do carro, sempre foi risonho, simpático, nunca estranhou ninguém. Era quase um anjo. Rsrs O que é muito curioso simplesmente pelo fato de ser MEU filho. Não tão curioso por ser filho do meu marido. Já que ele é o meu aposto. Logo, por esse motivo, eu achei que ele tivesse saído com a personalidade do Renard. Acho que eu me enganei. Tenho a leve sensação de que ele não vai ser fácil.

A primeira manifestação de que ele não era tão calmo assim foi a intensidade do seu choro. Ele demora a chorar, mas quando chora parece que o mundo está acabando. Muitas pessoas já ficaram assustadas com a altura e a força da sua voz quando quer alguma coisa. Eu ficava nervosa no primeiro mês. O menino chorava tão alto que eu achei que ele tivesse com cólica. Tentava de TUDO, mas nada adiantava. Como já mencionei no post "A saga do conhecimento", o Rapha chorava de sono. Nunca imaginei que uma criança fizesse um escândalo daquele tamanho para dormir.

Depois, o Rapha começou a se mostrar bem pirracento. Você pode achar que ele é muito novo para isso, mas não é. Eu demorei para perceber que era pirraça. Nunca deixei meu filho chorando, não acho certo e é a minha forma de educa-lo, sim educa-lo. Para mim, educar é dar carinho e conforto quando o bebê pede e, apesar de suas crises de birra, ele é só um bebê e não sabe se comunicar de outra forma que não o choro. Depois que ele começar a entender, conversar é outra história. Por enquanto, ele é só um bebê. Já falei sobre isso em "Pego no colo ou deixo chorar?". Mas, voltando ao assunto da birra, eu demorei a perceber que aquele choro era birra. Pois bem, certo dia, ele estava me pedindo colo e eu estava terminando de pentear o cabelo. Ele estava no colo da minha mãe. Fui conversando, aos poucos, com ele. Expliquei que eu estava penteando o cabelo e que a mamãe já ia pega-lo. Quando eu terminei de falar e virei as costas pra ir ao espelho, o menino começou a berrar, berrar, bater as pernas, os braços... Não saia uma lágrima. Mas berrava demais. Quando eu terminei de me arrumar e pentear o cabelo, o peguei. No mesmo instante, ele calou a boca e começou a rir. Foi ai que eu vi o quanto ele era birrento e pirracento e comecei a identificar essas crises e a tentar controla-las. Por exemplo: hoje, indo para o pediatra, ele começou a fazer exatamente a mesma coisa na cadeirinha do carro, eu esperei para ver se ele ia parar de chorar. Não parou. Eu o peguei, beijei, acalmei e coloquei-o novamente na cadeirinha. E ele foi, tranquilo.

Por último (que eu tenha percebido), ele é muito ativo, muito esperto e bem atento, além disso, quer participar de tudo e observa todo mundo. A pediatra disse que é bem incomum uma criança na idade dele já engatinhar. Acontece de o bebê sair do lugar, se arrastar, barrigar e tal, mas engatinhar é bem difícil. E o meu Rapha já engatinha faz mais de 20 dias. Isso também lembra a mãe. Ele também não para um minuto. Seja tomando banho, trocando fralda, comendo, dormindo, até dormindo ele se mexe o tempo inteiro. Enfim,
quase uma mini Branquinho
. Claro que sem características que foram muito prejudiciais, mas meu temperamento extrovertido poderia ser uma qualidade desde o início se não fossem muitos fatos que prejudicaram meu desenvolvimento psicologicamente saudável. Mas, isso não vem ao caso.

Mas fico feliz que meu filho seja ativo e tenha muito vigor. Sabendo educar, amar e colocar limites, não tem problema.

Olha que cara de quietinho. rs

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Meu menino prodígio

Terça feira meu bebê faz sete meses, mas já faz coisas que, normalmente, as crianças começam a aprender com 8. Lindo, muito esperto, simpático, calmo, o  Rapha é meu orgulho, meu tesouro, minha vida.

Meu filho já engatinha desde os 6 meses e 5 dias, aproximadamente. Já fica em pé segurando nas coisas e consegue levantar sozinho na grade do berço. É uma graça. Só não falou papai ainda e mamãe ele começou a falar, mas já tem um tempo que eu não ouço. Acho que esqueceu. rsrsrs
Hoje, eu consegui fazer um vídeo dele engatinhando. Ele não é irresistível?

domingo, 7 de novembro de 2010

Mais um passo

Olá, pessoal!

Quem é mãe sabe o quanto nos alegra cada coisa nova que o nosso bebê consegue fazer. Acompanhar o desenvolvimentó é algo fantástico e sem preço.
Hoje, com 6 meses e 15 dias, o Rapha aprendeu a se levantar sozinho e ficar em pé. Lindo.  Cada dia mais esperto, mais levado, mais ativo e mais delicioso.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O primeiro dentinho e ... a primeira mordida




Não é brinquedo não. A parada doi de verdade. Como toda mãe, pensei que meu filho fosse ser um anjinho e não me morderia. rs Doce ilusão.. Ele não só morde como puxa. Acho que pensa que o bico do meu peito é chiclete.

Quando eu vi o primeiro dentinho apontar, ele não mordeu. Mas com menos de 10 dias, eu visualizei o segundo, um ao lado do outro. Ai que a brincadeira começou. Uma brincadeira muito sem graça, diga-se de passagem. rs

Estava deitada, tranquilamente, amamentando, quando, de repente... "aiiiiiiiiiii" e ... PUM, minha mão foi automatica, dei um tapa nele. Morri de culpa. Foi um tapa leve, ele nem chorou,pelo contrário, riu. Foi tão instintivo que eu pedi desculpas umas 30 vezes.

Passado o susto, no dia seguinte, outro susto. Me mordeu de novo. Que dor!!! Eu falei bem sério: "Não pode". Ele fez beicinho e chorou, tadinho. Dei um beijo e "fechei o mamá". Só dei novamente mais de uma hora depois.

Achei que ele tivesse aprendido, mas criança... sabe como é, né? Esquece logo. Dois ou três dias depois, não lembro, ele me mordeu de novo. Fiz igual, briguei, disse que não podia e "fechei o mamá". Dessa vez, ele não chorou, deu uma risada sem vergonha. Eu permaneci séria.

Uma hora ele vai ter que aprender... eu espero.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Evolução

Em 4 dias, olha como meu pequeno evoluiu.

Agora:

Antes: http://pequenoraphael.blogspot.com/2010/10/rapha-quase-engatinhando-com-6-meses.html

sábado, 23 de outubro de 2010

Rapha quase engatinhando com 6 meses

Meio ano!


Faz meio ano que eu tenho meu filhos nos braços. Faz meio ano que eu não sei o que é dormir 5 horas seguidas. Faz meio ano que eu descobri o que é o amor de mãe. Faz meio ano que eu deixei de viver pra mim mesma. Faz meio ano que eu não como na hora que eu tenho vontade. Faz meio ano que tudo na minha vida tem que ser devidamente planejado, inclusive, uma ida ao salão, ao mercado, ao shopping, ao cinema... Faz meio ano que eu ouço o choro mais delicioso e, muitas vezes, mais doloroso. Faz meio ano que eu não tenho horário pra arrumar a casa. Faz meio ano que eu só posso tomar banho quando a pessoinha dorme. Faz meio ano que eu tropeço em brinquedos no meio da sala. Faz meio ano que minha casa tem o cheirinho de bebê. Faz meio ano que eu senti a dor mais deliciosa. Faz meio ano que eu me tornei a mulher mais feliz e mais realizada.

Parabéns, meu bebê, pelos seus seis meses de vida! MAMÃE te ama!

Quero compartilhar um texto que eu encontrei no blog bbpontocom que me emocionou muito:

"Quando você me olha com seu olhos enormes, buscando um abraço, um beijo, um carinho, conforto e segurança, meu coração se inunda de alegria. Imediatamente me aproximo, certa de que você precisa de mim para tudo. Tenho um prazer enorme em abraçá-lo, protegê-lo e alimentá-lo. Ao satisfazer as suas necessidades, eu me sinto completa. Mas preciso lembrar constantemente que este papel será desempenhado por pouco tempo. Você tem o seu próprio caminho a percorrer: um botão que irá desabrochar e se tornar uma linda flor.Sei que chegará o momento em que você não virá a mim para satisfazer as suas necessidades, um tempo em que buscará suas próprias respostas, um tempo em que sairá pelo mundo colecionando tesouros. Sei que terei que deixá-lo partir e aceitar que você já está maduro o suficiente para tomar suas próprias decisões. Prometo que vou permitir que você vá com liberdade para crescer e tornar-se um ser completo. Mas se você precisar do meu apoio, do meu abraço e do meu sorriso, sabe que poderá contar sempre comigo. Estarei sempre disponível para você. Às vezes será difícil me conter, mas prometo respeitar a sua liberdade e dar-lhe asas para voar livremente com confiança, alegria e segurança." Mallika Chopra

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sentei, mamãe!

Hoje, dia 7 de setembro, meu marido faz 28 anos e o Raphael resolveu presentear o papai! Sentou sozinho, sem apoio, pela primeira vez com 4 meses e exatos 15 dias. Eu, toda baboba, a mãe mais coruja do mundo, fotografei, claro!



domingo, 5 de setembro de 2010

O peso vai bem, obrigada!

Sexta-Feira, 3 de setembro, tivemos a consulta de 4 meses no pediatra.

Raphael está ótimo. Engordou 450 gramas esse mês e cresceu 1 cm. Agora, pesa 8,05 kg e mede 64,5 cm.
Acho que meu filho vai ser baixinho... rsrsrs Ele sempre engorda bem mais do que cresce. Esse mês ele engordou pouco em comparação aos outros meses. Sua média de ganho era de 1,3 kg por mês. Mas, pelo que eu andei lendo e pesquisando, a partir de agora, eles passam a crescer e ganhar peso mais devagar. Graças a Deus! Pois não teria nem bolso e nem guarda roupa que resistisse a tanta perda de roupa.
As fraldas tamanho M estão pequenas nele para o meu desespero. Porque eu ainda tenho uns 15 pacotes de fraldas aqui e todos grandes com 50 fraldas cada um. Estou usando ainda até não dar mais MESMO. Por enquanto ainda dá, mesmo um pouquinho apertada.

Mês que vem, a pediatra disse que vai inicar a alimentação. Estou super ansiosa. Queria amamentar exclusivo até seis meses, mas eu estou doida pra ver como ele vai se comportar comendo. Ainda não resolvi, mas devo iniciar com 5 meses e meio, talvez. Vamos ver... Por enquanto, só LM exclusivo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Em homenagem aos 4 meses

Meu gostosão caindo de sono!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

4 meses de muito amor




Hoje, meu bebê fez 4 meses. É uma alegria cada conquista que ele tem, cada passo, cada desenvolvimento. É inexplicável, mas uma pessoa só sabe o que é amor de mãe depois que se torna mãe. É um amor que cresce junto com o filho. Sou completamente apaixonada por essa pessoinha que chegou na minha vida faz tão pouco tempo, mas já trouxe tantas alegrias, tantas mudanças, tantas lágrimas, tantos risos... Um dedinho machucado já corta nosso coração. Lembro que três dias depois que meu filho nasceu, ele ficou com umas feridinhas dentro do bumbum. Na primeira semana, quando levei ele no médico, achei que fosse passar rápido, mas aquilo só foi piorando... como eu chorei .. eram inúmeras lágrimas a cada troca de fralda. Levou mais de um mês para melhorar e ficou muito feio. Que desespero... eu não podia fazer nada, a não ser passar o remédio e orar para que melhorasse bem rápido. Cortou meu coração.
É magnífico, ao mesmo tempo assustador, saber que existe um alguém que não sabe fazer absolutamente nada sem você. Que depende de você para sobreviver, para se alimentar, para dormir, para se desenvolver. Fico assustada ao imaginar monstros que consegue jogar um bebê fora. Uma crueldade sem tamanho. Nada justifica. NADA.
O Raphael foi um presente de Deus para mim. Fui privilegiada por ser mãe desse menino. Tão adorável, tão risonho, tão carinhoso, tão lindo. Nem o dicionário inteiro seria capaz de expressar os meus sentimentos.
É muito interessante. Com 5/6 semanas de gestação, fiz minha primeira ultra. O Raphael tinha 2mm de tamanho e a única coisa que eu podia saber era o pulsar do seu coração. Depois, com 9 semanas, ele tinha crescido mais alguns milímetros. Aos poucos, fui vendo meu filho tomar forma... seus braços, suas pernas, seus dedinhos... A única coisa que eu pensava era em como seria seu rostinho, com quem ele ia parecer. Cada semana que passava, a ansiedade aumentava... Eu estava completamente louca para pegar meus filhos nos braços.
Na hora que ele nasceu, foi o encontro mais emocionante de toda a minha vida. Depois, se eu decidir, eu coloco o meu relato de parto aqui para vocês lerem. Mas, nos primeiros dias, ele nem abria os olhos, se mexia devagar, não levantava nem os braços, nem as pernas, não tinha força nem para mamar direito, se cansava rápido. Depois de uns dias, seus olhos começaram a ficar abertos e ele olhava fixamente para objetos bem coloridos. Com um mês e meio, ele deu o seu primeiro sorriso "consciente" e emitiu o seu primeiro som sem ser choro. Depois, começou a prestar atenção quando a gente conversava com ele. Começou a segurar objetos, a virar de lado e de barriga pra cima, a bater as pernas enquanto tomava banho e molhar o quarto todo. Descobriu a mão e junto com ela o prazer de leva-las a boca. Em sua boca, descobriu a língua e vive mostrando-a para a gente. Agora, com 4 meses, está começando a rolar, a tentar engatinhar e está descobrindo o pé. Ainda existe um longo caminho pela frente, mas cada conquista dele, é uma conquista minha.
Parabéns, meu bebê pelos seus 4 meses de vida.

sábado, 21 de agosto de 2010

Pego no colo ou deixo chorar?




Engraçado que essa é uma grande preocupação de muitas mães. Mas, nunca foi a minha. Até porque a opção "Deixar chorar" nunca passou pela minha cabeça. Só conheci essa possibilidade depois que o Raphael nasceu, através de pitacos de pessoas que nada tem a ver com a educação do meu filho.
"Essa criança vai te dominar"; "Esse bebê vai ficar manhoso"; "Chorar um pouco não faz mal a ninguém." "Você vai viciar esse menino no colo" Essas frases para mim não fazem o menor sentido. Primeiro, eu não estou brincando de reinado com meu filho ou de luta para ver quem domina quem. Nosso relacionamento não é e eu, pretendo que nunca seja, de autoritarismo e imposições. Educação é uma coisa, impor suas vontades é outra. A criança pode e tem o direito de escolha, desde que essa escolha não influencie diretamente na educação. Enfim, meu filho não vai me dominar porque eu o pego no colo quando ele chora. Se ele chora, ele está precisando de alguma coisa, nem que seja, só de colo.
O bebê viveu 9 meses dentro de uma barriga, num lugar apertadinho, pequeno e seguro. Nesse lugar, a única coisa que ele conhecia era a batida do seu coração e o sangue correndo em suas veias e artérias. Depois que ele nasce, queremos que ele fique confortável sozinho num berço que, para ele, é quase um maracanã. Acho que exigimos demais de um bebê que acabou de nascer. Vamos lá: Quando você se muda, de cidade, de Estado, de país ou, até mesmo, de bairro, quanto tempo você demora para se adaptar e deixar tudo arrumado? Quanto tempo você demora para conhecer os mercados, padarias e tudo o que você precisa perto de casa? Pense nisso... O seu bebê se mudou e ele é SÓ um bebê. Está aprendendo a viver, está aprendendo a descobrir as coisas, não conhece nem o seu próprio corpo ainda e a gente quer exigir que ele fique quietinho, sozinho, brincando num berço ou num carrinho. Não acha demais?
" Chorar um pouco não faz mal a ninguém". Me poupe! Se você que é adulto, mãe, já viveu, no mínimo, 14 anos (para mães adolescentes), quando chora, precisa de conforto, de carinho, seja de uma amiga, do marido, da mãe, imagina um bebê que chegou no mundo faz poucos dias, poucos meses. Se ele chora, ele precisa de algo, nem que seja se confortar no seu peito e ouvir aquela batida que soava em seus ouvidos 24 horas por dia, durante 39 semanas. Está inseguro num mundo totalmente novo e só o que ele quer é se sentir seguro nos braços daquela que a carregou por tanto tempo.
E pra completar, não acredito que bebês de até 3 meses sejam neurologicamente capazes de serem manhosos. Talvez por instinto, nunca por premeditação. De repente, com 4, já comece a manifestar negações, vontades... como meu filho, que faz 4 meses segunda-feira. Eu já consigo perceber nele birrinhas e algumas vontades, como não querer dormir ou brincar. E se ficarem manhosos, eu não me importo. Depois passa. Não digo aquela criança mimada, que a mãe faz todas as vontades e não impõe limites, não é isso. Mas quem não gosta de um colo? De um carinho? De um aconchego? Quem não gosta, no mínimo, tem problemas psicológicos.
Por fim, se eu viciar meu filho no colo, qual é o problema??? Ele é que me vicia em pegá-lo no colo. É tão bom. Beijo demais, aperto demais, abraço demais, brinco demais. Tudo passa, inclusive a fase que o seu filho quer colo. Parece que meu parto foi ontem e ele já vai fazer 4 meses. Daqui a pouco, ele tem 7, 8 anos e não vai querer mais colo e eu vou ficar com saudades do tempo que ele era pequeninho e cabia todinho nos meus braços.
Meu filho, eu educo assim, e, acreditem ou não, ele não é viciado em colo. Ele dorme no quartinho dele desde que tinha 1 mês, sozinho e muito bem. Ele fica no carrinho quando eu passeio no shopping o tempo que for preciso. Só chora para mamar ou dormir... nem para trocar fralda ele chora. Ele brinca no chão por uma hora sem a gente nem perceber que ele está em casa. Ele fica no carrinho vendo televisão. Mas, claro, como toda criança também fica no colo, porque a mamãe sente saudades de apertar e beijar. E tem dias que ele está mais chatinho, mais chorão... NORMAL! Mas no geral, ele é a criança mais adorável e mais meiga do coração da mamãe!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dedo ou chupeta?



Desde que engravidei, decidi que não daria chupeta para o meu filho. Acho que toda mãe de primeira viagem já pensou nisso algum dia. Pensa na dificuldade que vai ser para tirar, no estrago na arcada dentária e em várias outras coisas. O que não pensamos é que o bebê tem uma necessidade natural de sucção: a nutritiva e a não nutritiva. Por isso, que muitos bebês fazem o peito de chupeta, porque já estando saciado da sua fome, precisa saciar o desejo natural de sugar.

A minha vontade de não dar a chupeta para o meu filho tinha muito mais a ver com o psicológico do que com os motivos que citei no início do texto. Quando eu tinha 4 anos, eu usava um cordão com várias chupetas penduradas, umas cinco talvez, e tinha uma coleção de mamadeiras. Um dia, meu pai chegou bêbado e arrancou com toda violência o cordão do meu pescoço. Eu estava mamando no sofá e, com a mesma violência que ele arrancou as minhas chupetas, ele tomou a mamadeira e quebrou. Cortou todas as minhas chupetas, quebrou todas as mamadeiras do armário e jogou na lata do lixo. E eu chorando, pedindo que ele não fizesse isso. Talvez, também seja por isso o meu desejo tão intenso pela amamentação e a rejeição à mamadeira.
Durante a gestação conversei com muitas mães e todas, sem exceção, disseram que a melhor coisa que fizeram foi dar a chupeta para seus bebês. Fui convencida, até porque eu tinha o grande medo do meu filho chupar o dedo. Tinha pavor, para dizer a verdade. Sempre achei o dedo muito pior que a chupeta, uma vez que chupeta a gente esconde, conversa, negocia, enfim, e o dedo? Eu jamais teria coragem, como muitas fazem, de colocar pimenta para a criança deixar de chupar dedo. Diante do meu dilema, EU decidi pela chupeta, mas parece que meu filho não concordou muito com a minha escolha.
Depois que o Raphael nasceu, aguardei uns 15 dias para oferecer, pois tinha medo de prejudicar a amamentação e causar a famosa confusão de bicos. Dei a chupeta. Para a minha surpresa, ele jogou fora. Eu insistia... algumas vezes ele pegava, outras ele mordia e jogava fora, outras ele tentava sugar, mas não conseguia. A boca dele ficava aberta demais (pois para mamar é assim, com a boca bem aberta) para um bico tão pequeno. O mais engraçado é que, nas poucas vezes que ele conseguiu chupar, ele "mamava" a chupeta. Hilário. Tentei bicos e marcas diferentes. Nenhuma funcionou. Eu, que não queria dar a chupeta, agora lutava para que ele gostasse da bendita. Em vão... Aos três meses e meio desisti... e o meu maior medo se concretizou... Meu filho está chupando dedo.
Uns três dias depois que eu desisti de oferecer a chupeta, ele "descobriu" o dedão. No início, ele ficava meio enrolado, não tinha coordenação para colocar só aquele dedo na boca, enfiava a mão inteira e ia tirando os outros dedinhos aos poucos, até que sobrasse só o dedão. A primeira vez que eu vi o Raphael dormindo chupando o dedo, fiquei nervosa. Não sabia se tirava ou se deixava... Eu optei por deixar. Para um bebê, em sua fase oral, onde o seu prazer está em colocar as coisas na boca, seria uma maldade eu tirar isso dele. No segundo dia, meu pavor foi passando e eu acabei acostumando que o meu filho CHUPA O DEDO.
Diante disso, eu escolhi encarar o fato com naturalidade, já que a necessidade de sucção do bebê existe e ele encontrou em seu próprio corpo a forma de saciá-la. Depois que ele descobriu que o dedo supre a sua necessidade e o acalma, meu filho já dormiu algumas vezes sozinho. Só deixa-lo no berço que ele brinca, conversa, mexe nas almofadas, chupa o dedo e dorme. Ele também passou a dormir mais tempo durante a madrugada. Quando ele desperta, não precisa me chamar para ajuda-lo a voltar ao seu sono profundo. Ele mesmo faz isso com o seu dedinho.
Confesso que as vezes fico preocupada em como tirar isso depois, mas Deus vai me dar sabedoria para fazer tudo da melhor forma e sem traumas, tanto para mim quanto para ele.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A saga do conhecimento




Uma das coisas que eu nunca tive medo foi de cuidar do meu filho. Nunca me preocupei com isso. Sei que quando ele chegasse em casa, eu saberia exatamente como fazer. Eu não pedi ajuda de ninguém. Eu e meu marido queríamos cuidar do nosso bebezinho. Educá-lo a nosso modo, aprender seus choros, seus risos, seus toques. Por isso, desde o primeiro dia, nós cuidamos dele com todo amor e carinho.
O primeiro desafio foi o banho. Eu nunca tinha dado banho em um bebê, muito menos em um bebê de três dias. Todo pequeno, molinho, sensível, delicado... Enchi a banheira. Olhei para o meu marido, olhei para a água, olhei para o Raphael. E agora? Lembrei de como a enfermeira fez na maternidade e coloquei-o na água. O primeiro banho do meu filho foi bem tranquilo. Consegui sem maiores dificuldades. Deus capacita. Ele me deu o seu filho para eu cuidar e não me deixaria sem o conhecimento para isso.
O segundo desafio foi cuidar do coto umbilical. Esse foi mais fácil do que eu pensei. Caiu no dia seguinte que ele chegou em casa, com 4 dias de nascido. Cuidei bem direitinho, pinguei o álcool 70% conforme eu havia aprendido e pronto.
Os primeiros dias, tirando a dificuldade de amamentar e dormir, são bem tranquilos. Isso porque o neném praticamente mama e dorme. Se fica acordado, é por um período de 2 a 4 horas durante as 24 horas do dia. Ele ainda não abre os olhos, não se mexe muito. Na verdade, ainda não caiu a ficha que ele saiu da barriga.
Depois começa a ficar complicado. Entrei em crises várias vezes porque não consegui interpretar o choro do meu filho. Como é difícil você saber o que o bebê quer. Ele chora para tudo: fome, frio, calor, sono, cólica, medo... como saber?
Durante um tempo, eu não me atentei que o meu filho não dormia mais sozinho. Quando ele era recém-nascido, ele, praticamente, só acordava para mamar. Quando completou um mês, ele já abria os olhos, já ficava mais um tempinho acordado. Com um mês e meio, começou a rir, a emitir seus primeiros sons e junto com isso tudo, a dificuldade de dormir. Ele já não sabia dormir sozinho, precisava de ajuda. E eu, como mãe, precisava perceber o momento que ele estava com sono e fazê-lo dormir. Mas, eu não sabia disso. Para mim, na minha cabeça de mãe de primeira viagem, se ele tivesse com sono, ele ia dormir. Rsrsrsrs
Então, começaram os ataques incontroláveis de choro e eu sem saber o que estava acontecendo. Não era fome, porque eu colocava ele no peito e ele não queria, não era frio, não era calor, não era sono, porque se fosse sono ele teria dormindo, né? (na minha cabeça). Bom, então era cólica. Toda noite, por volta das 18 hs, o menino dava ataques incontroláveis de choro. Eu dava remédio para cólica e não adiantava, dava a tal funchicórea e não adiantava, fazia compressa de água morna na barriga, não adiantava. NADA adiantava. Até que ele cansava de chorar no meu colo ou no colo do Renard e dormia. Tinham dias que eu chorava, ficava nervosa em ver meu filho chorar de dor. Eu achava que era dor.
Depois de uns 10 dias, eu comecei a observá-lo e vi que ele não estava com cólica. Eu falei para o Renard: Ele não tá com cólica, Renard. Ele tá com fome. Eu dava o peito, ele não pegava de jeito nenhum. Interessante que ele só dava esses ataques a noite. Depois das 18hs. Liguei para uma amiga que tem dois filhos: "Ele não quer mamar, ta com fome, não para de chorar e não mama a mamadeira." Eu decidi tirar o leite do meu peito e dei num copinho para ele. Ele bebeu tudinho e dormiu. Eu achei que tivesse achado a causa: fome. Descobri. Ufa. Essa minha amiga mandou umas chupetas e umas mamadeiras que ela usava na filha dela para eu dar para o meu filho nesse período que ele chorava mais e rejeitava o peito. Mas ele não mamava. Eu já tava nervosa, buscando informações na internet tentando descobrir o motivo que meu filho não mamava. Li um monte de coisa, imaginei um monte de coisa. Fiquei mais nervosa.
Na consulta de dois meses, eu relatei o que acontecia para a pediatra e ela o viu rejeitando o peito. coloquei-o no peito na frente dela e ele rejeitava. Ela mandou eu insistir na amamentação, mas pediu para eu tirar tudo o que era leite e derivados da minha alimentação. TUDO. Leite, manteiga, requeijão, biscoitos, bolos, doces, pães, queijos, chocolates... tudo. Quase infartei, mas pelo meu filho, eu faria isso. Ela estava desconfiada que ele estava com uma alergia alimentar às proteínas do leite de vaca. Tudo isso porque, além de rejeitar o seio em alguns momentos, ele estava com uma diarreia há alguns dias. Na verdade, depois descobrimos que uma coisa nada a tinha a ver com a outra. Depois que saiu o resultado do exame de fezes do Raphael, a pediatra mandou eu reintroduzir o leite na minha alimentação. Não era alergia, era uma infecção intestinal.
Com cerca de dois meses e meio, os ataques de choro no período da noite continuavam e, em alguns momentos, ele rejeitava o peito. E eu tentando descobrir o que era. Um belo dia, ele chorando compulsivamente, eu decidi tirar ele do colo e coloca-lo no carrinho. Sabe o que aconteceu? Ele dormiu em questão de segundos. Finalmente, eu descobri que o meu filho estava com SONO.
Nunca imaginei que um bebê fizesse um escândalo tão grande para dormir. Buscando informações sobre o sono do bebê, tomei conhecimento de que eles até mais ou menos os 4 meses, não podem ficar por mais de 2 a 3 horas acordados. Muito tempo acordado, cansa demais o bebê e, quanto mais cansado, mais dificuldade ele encontra para dormir. Depois que eu fiquei sabendo desse achado, quando eu percebo que ele está começando a ficar com sono, faço ele dormir. Não é fácil, porque, muitas vezes, ele não quer dormir. Está com o olho fechando, mas não quer dormir. Faço malabarismo, coloco no peito, não quer. Coloco no berço, não quer. Coloco no colo, não quer. Coloco na cama, não quer. Mais aos poucos, eu vou driblando as dificuldades, embalando ele, até que ele se cansa e dorme. Depois que eu passei a fazer isso, ele nunca mais deu os ataques de choro dele. E quando dá é porque não está conseguindo dormir. Eu ajudo e fica tudo bem. Se ele passar muito tempo sem dormir, no período da tarde, quando a chega a noite, os gritos que ele dá chega a doer os ouvidos.
Hoje, eu percebi que quando ele está com sono, ele não mama e não adianta eu forçar, ele grita, porque ele não quer comer. Ele quer dormir.
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