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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Retirada dos pontos

Hoje meu bebezinho tirou os pontos. Graças a Deus! Não aguentava mais ver aquela testa costurada. Ele chorou um pouquinho, não pela retirada, mas porque eu tive que segurar suas mãos e pernas. O machucado ta bem cicatrizadinho, mas ficou uma cicatriz bem feia. Ainda ta meio vermelho da cicatrização. Espero que diminua bastante.




quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Um dia para nunca mais lembrar...

... mas impossível esquecer!

Era um dia normal, meu marido saiu pra trabalhar e eu estava dormindo junto com o Rapha na cama. De repente, eu ouço um barulho e choro. O Rapha tinha caído e estava com o rosto virado para o chão. Eu corri e quando eu virei o rosto dele, ele estava PURO SANGUE. Eu não conseguia ver onde tinha machucado. Só sei que o sangue escorria pelo rosto, corpo, mãos... a fralda estava vermelha. Peguei o Raphael e comecei a gritar: Pelo amor de Deus, alguém me ajuda, alguém me ajuda.. Sai pelo corredor de calcinha pedindo socorro. Ninguém apareceu...

Eu entrei com ele, tentei me acalmar.. Lavei o rosto dele e consegui ver o ferimento. Um corte enorme e fundo no meio da testa. Vesti minha roupa, peguei dinheiro pro táxi, peguei o Rapha sem nada, só de fralda e sai com ele pelo condominio. Um senhor viu o meu desespero e viu o meu filho todo cheio da sangue e me levou pro hospital.

No caminho, o Rapha tava rindo e até pediu para mamar com a testa aberta. Eu dei o peito e ele voltou a conversar. De vez em quando chorava um pouquinho... Cheguei no medico, a moça limpou com meu filho berrando, berrando.. devia ta doendo, tadinho...

Depois, a médica chegou, teve que prender os braços e as pernas como um charutinho, a enfermeira segurou a cabeça dele e deu a anestesia e depois suturou. Foi horrivel.

Voltamos pra casa , ele mamou e dormiu.

Queria nunca ter vivido esse dia. Queria nunca mais lembrar daquela ferida imensa na testa do meu pequeno. Queria nunca ter precisado segurar ele, enquanto ele berrava para a medica suturar. Esse era um choro que eu não queria e não precisava ter ouvido.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O primeiro machucado e a primeira malcriação!

Engraçado o título, né? O que uma coisa tem a ver com a outra? NADA, tirando o fato que aconteceram no mesmo lugar e no mesmo dia.

Segunda -feira, dia 27 de dezembro, teve uma confraternização de natal na casa da "chefa" rs. Eu tinha acabado de chegar e tava tirando a roupa do Rapha porque estava calor. Coloquei-o no braço do sofá (olha que imbecil, só eu mesma. ANTA!) e comecei a tirar o sapato. Nesse momento, a Mema (uma amiga) chegou e falou alguma coisa comigo que, a essa altura, não faço a menor ideia do que era. Quando eu fui responder, me distrai e soltei o Raphael e ele PIMBA no chão. Caiu de boca. Chorou até perder o choro. Peguei ele no colo e entrei em desespero quando vi sangue na boca e sem saber da onde tava vindo, onde tinha machucado. A Fernanda (dona da casa) pegou gelo e foi dando, aos poucos, pra ele chupar, fazendo-o rir, até a gente conseguir descobrir onde tinha cortado. Quando o ssangue estancou, identificamos o corte na parte de dentro do lábio superior. Não foi um corte pequeno, mas também não foi um corte enorme. Tudo resolvido (mais ou menos), voltamos para o nosso divertimento.

O problema todo dessa queda foi o dente. Na terça feira, levei ele ao pediatra. A consulta foi boa. Ele está com 9,5 kg e medindo 71 cm. Tudo ok com meu bebê. Mas a pedi disse pra eu observar o crescimento do dente pois pode ter machucado e eu só vou ver na medida em que o dente for aparecendo. A principio, ela não observou nada de anormal (os dentes ja cresceram quase a metade). Entretanto, hoje, quando ele sorriu, eu vi uma pontinha preta no dente. Fiquei apavorada, porque a pediatra disse que se tiver machucado, ele pode precisar de canal. Imagina? Tadinho do meu filho. E isso por causa de uma irresponsabilidade minha. Não preciso dizer que toda hora levanto o lábio dele para olhar o dente. Ora eu vejo o treco preto, ora não vejo. Vamos aguardar...

Bom, continuando o relato...

Coloquei o Rapha no chão, lá fora no quintal, e sentei ao lado dele. Ele arrancou um pedaço da grama e colocou na boca. O menino é rápido, você pisca e ele apronta. E, nessa fase, ele coloca TUDO na boca e o pior mastiga, seja lá o que for. O rapazinho é levadinho. Come todas as frutas sem ser amassada, com excessão de maça que eu raspo. O resto... morde e mastiga. Eita, como eu dou volta pra contar uma história. Rs Ai... Voltando... Ele colocou a grama na boca e eu, obviamente, abri a boca dele pra tirar a grama lá de dentro. O menino se enfezou. Parecia até gente grande. Gritou e me deu vários tapas. Acredite se quiser. E gritou como se tivesse brigando, reclamando. Uma figura. Eu, claro, deu uma bela de uma bronca que eu acho que ele entendeu o recado direitinho. Olhou pra mim, calou a boca e saiu engatinhando pra outro lado.

Ah esse menino...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Acho que eu me enganei


Eu sempre estranhei o fato do meu filho ser calmo. Afinal de contas, filho da Débora Branquinho não pode ser calmo. (Quem me conheceu há um tempo sabe, exatamente, o que eu estou dizendo. Quem me conheceu agora, nem tanto.) Enfim, o Raphael nunca me deu trabalho. Dá trabalho como toda criança, mas nunca me AQUELE trabalho. Nunca foi chorão. Só chora quando está com sono. Sempre ficou no berço, no carrinho, na cadeirinha do carro, sempre foi risonho, simpático, nunca estranhou ninguém. Era quase um anjo. Rsrs O que é muito curioso simplesmente pelo fato de ser MEU filho. Não tão curioso por ser filho do meu marido. Já que ele é o meu aposto. Logo, por esse motivo, eu achei que ele tivesse saído com a personalidade do Renard. Acho que eu me enganei. Tenho a leve sensação de que ele não vai ser fácil.

A primeira manifestação de que ele não era tão calmo assim foi a intensidade do seu choro. Ele demora a chorar, mas quando chora parece que o mundo está acabando. Muitas pessoas já ficaram assustadas com a altura e a força da sua voz quando quer alguma coisa. Eu ficava nervosa no primeiro mês. O menino chorava tão alto que eu achei que ele tivesse com cólica. Tentava de TUDO, mas nada adiantava. Como já mencionei no post "A saga do conhecimento", o Rapha chorava de sono. Nunca imaginei que uma criança fizesse um escândalo daquele tamanho para dormir.

Depois, o Rapha começou a se mostrar bem pirracento. Você pode achar que ele é muito novo para isso, mas não é. Eu demorei para perceber que era pirraça. Nunca deixei meu filho chorando, não acho certo e é a minha forma de educa-lo, sim educa-lo. Para mim, educar é dar carinho e conforto quando o bebê pede e, apesar de suas crises de birra, ele é só um bebê e não sabe se comunicar de outra forma que não o choro. Depois que ele começar a entender, conversar é outra história. Por enquanto, ele é só um bebê. Já falei sobre isso em "Pego no colo ou deixo chorar?". Mas, voltando ao assunto da birra, eu demorei a perceber que aquele choro era birra. Pois bem, certo dia, ele estava me pedindo colo e eu estava terminando de pentear o cabelo. Ele estava no colo da minha mãe. Fui conversando, aos poucos, com ele. Expliquei que eu estava penteando o cabelo e que a mamãe já ia pega-lo. Quando eu terminei de falar e virei as costas pra ir ao espelho, o menino começou a berrar, berrar, bater as pernas, os braços... Não saia uma lágrima. Mas berrava demais. Quando eu terminei de me arrumar e pentear o cabelo, o peguei. No mesmo instante, ele calou a boca e começou a rir. Foi ai que eu vi o quanto ele era birrento e pirracento e comecei a identificar essas crises e a tentar controla-las. Por exemplo: hoje, indo para o pediatra, ele começou a fazer exatamente a mesma coisa na cadeirinha do carro, eu esperei para ver se ele ia parar de chorar. Não parou. Eu o peguei, beijei, acalmei e coloquei-o novamente na cadeirinha. E ele foi, tranquilo.

Por último (que eu tenha percebido), ele é muito ativo, muito esperto e bem atento, além disso, quer participar de tudo e observa todo mundo. A pediatra disse que é bem incomum uma criança na idade dele já engatinhar. Acontece de o bebê sair do lugar, se arrastar, barrigar e tal, mas engatinhar é bem difícil. E o meu Rapha já engatinha faz mais de 20 dias. Isso também lembra a mãe. Ele também não para um minuto. Seja tomando banho, trocando fralda, comendo, dormindo, até dormindo ele se mexe o tempo inteiro. Enfim,
quase uma mini Branquinho
. Claro que sem características que foram muito prejudiciais, mas meu temperamento extrovertido poderia ser uma qualidade desde o início se não fossem muitos fatos que prejudicaram meu desenvolvimento psicologicamente saudável. Mas, isso não vem ao caso.

Mas fico feliz que meu filho seja ativo e tenha muito vigor. Sabendo educar, amar e colocar limites, não tem problema.

Olha que cara de quietinho. rs

sábado, 2 de outubro de 2010

O meu primeiro desespero! Esqueceram meu filho!




Hoje era para ser um sábado comum, mas com um evento especial. Eu ia para um Chá de Lingerie (clique para saber como foi o chá) de uma amiga que casa em dezembro e eu sou madrinha. Bom, o chá era surpresa. Combinei com o Renard de me deixar na casa dela, em Vicente de Carvalho, um bairro longe da minha casa, cerca de 50 minutos de carro. Eu ia chegar cedo e o Renard me pegaria a noite. Chegando na porta da casa da minha amiga, a Laiz, tirei o carrinho, tirei a bolsa e soltei o cinto da cadeirinha do Raphael. Nessa hora, o Renard disse: o caminhão quer passar. Eu fechei a porta achando que ele ia encostar mais à frente. Subi na casa da Laiz para deixar o carrinho e, então, voltar pra buscar meu bebê. Quando eu voltei, cadê o carro? O Renard tinha ido embora sem perceber que meu filho estava dentro do carro e sem cinto. E o pior, os motivos que me deixaram mais desesperada: meu marido trocou de celular essa semana e eu não tinha o número novo; era a primeira vez que ele ia nesse bairro de carro e não sabia direito onde era a casa da Laiz; ele resolveu ir embora por um caminho diferente, a linha amarela, que só daria pra ele voltar pra casa da minha amiga quando já tivesse quase em casa; Além de estar num caminho que não conhecia.
Enfim, voltando... Desci, quando eu não vi o carro, subi correndo: Debora (cunhada da Laiz), o Renard foi embora com meu filho. Até ai, eu ainda estava calma. Quando eu percebi que não tinha o telefone dele, me desesperei. Debora, eu quero meu filho, cadê meu filho. A Débora nervosa, sem saber o que dizer, mandava eu ligava pra ele. Liguei pro meu sogro chorando. Não queria contar o que aconteceu, só queria pegar o telefone do Renard. Mas ele viu que eu tava chorando e tive que contar o que houve.
Ele ligou pro Renard e perguntou:
- Meu filho, você está onde?
- Em Vicente de Carvalho.
- E o Raphael?
- Tá com a Débora.
Tu tu tu tu tu – acabou a bateria do celular dele.
Foi quando ele olhou pra trás e viu que o menino tava no carro. Gente, é sério. O Raphael é muito quieto. Ninguém vê que tem criança no carro. Normalmente, ele dorme, ai piora tudo.
Enquanto esse diálogo acontecia, eu estava desesperada, no meio da rua, chorando e gritando pelo meu filho. Resolvi descer para a praça de Vicente de Carvalho que fica duas ruas abaixo da onde a Laiz mora. Desci porque tinha esperança que ele voltaria e eu queria ver o carro. Eu chorando na praça, com o telefone na mão, tentando, em vão, falar com ele. Um casal no ponto de ônibus, olhando pra mim preocupado, perguntando se eu precisava de ajuda e eu nervosa... só pensava no Raphael.
Eu sei que foi exagero, ele estava com o pai. Mas, na hora do meu desespero, eu nem pensei nisso. Só lembrava que ele estava sem cinto, que o Renard ia subir pro apartamento e deixar ele no carro, que ele ia chorar querendo mamar e ia demorar muito pra ele trazer o Rapha pra mim, que ele ia se perder e não ia ter telefone pra falar comigo, que ele não tinha nem o endereço e nem o telefone da Laiz. Enfim, eu fiquei muito nervosa, fora de mim, desesperada, em pânico, quase tive um colapso.
Eu sempre fui uma mãe muito calma, desde que o Rapha nasceu. Nunca fui neurótica (tirando a alimentação e amamentação que eu sou chata). Mas, no geral, sempre fui muito segura, muito tranquila, muito em paz. Quem vê, sabe. Mas hoje, eu tive a primeira crise nervosa por causa do Raphael. Nossa, foi horrível. Eu sem saber se ele tava bem, se o Renard tinha visto ele, se ele não tinha caído da cadeirinha (porque ele ta levado, desde que aprendeu a sentar, fica se jogando pra frente quando está deitado), se meu marido ia conseguir trazer ele de volta, se ele não tava com fome...
No ápice do meu nervoso, eu avistei o carro dele. Sai correndo no meio da praça... Renarddddddddddddddd. Ele não ouviu. Aumentei a voz, até ele me ouvir. Não só ele como toda a praça. Quando ele me viu foi um alivio. Eu saí correndo, gritando: cadê meu filho... eu quero meu filho...
E pasme: o Raphael estava do mesmo jeito que eu o deixei, sem nem saber o que tava acontecendo. Quando me viu abriu um belo sorriso que me fez chorar mais.
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