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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O fim da cama compartilhada

Já faz um tempo que não escrevo no blog. Por cansaço, preguiça, falta de tempo, sono... Mas muitas coisas do meu filho têm ficado pra trás e eu não tenho compartilhado com vocês. As pessoas já reclamaram, pois gostavam de acompanhar e minhas experiências ajudavam aqueles que liam os post.  Por isso, estou tentando retomar as publicações e pretendo postar os acontecimentos importantes que passaram, mas que precisam ser documentados e, com certeza, vão servir de aprendizado para outras mães.

Hoje, o meu post é sobre o fim da cama compartilhada. Não pensei que seria tão fácil passar o Rapha pro seu quartinho e pra sua caminha (ele não tem mais berço).
Quando o Rapha era bebê, quem acompanhou o blog, viu muitas crises e muitos arrependimentos de coisas que eu achava que estava fazendo errado e não sabia como voltar atrás. Hoje, eu posso afirmar que me arrependo de pouca coisa, ou de quase nada. Pra falar a verdade, a única coisa que eu me arrependo profundamente foi ter deixado meu filho chorar no berço com 8 meses pra ele aprender a dormir sozinho. Isso sim é um tamanho arrependimento. Não sei onde estava com a cabeça que eu tomei essa atitude desnecessária no momento.

Bom, a transição do Rapha para o seu quarto foi fácil, sem lágrimas e, a meu ver, no tempo certo, com 1 ano e 6 meses. Talvez, se eu deixasse pra mais tarde, seria mais difícil.
Na semana passada, ou retrasada, não lembro bem, eu sai para trabalhar e deixei o Rapha dormindo com o pai, como de costume. Quando eu cheguei à noite, meu filho estava com a boca roxa, inchada. Perguntei o que tinha acontecido, o Renard me disse que ele tinha rolado da cama dormindo e bateu com a boca em algum lugar. Por causa dessa queda, eu decidi passa-lo pra caminha dele, pois a minha já estava perigosa (já estava perigosa há algum tempo. Rs) Nesse dia, especificamente, ele dormiu no carro  voltando pra casa e eu o coloquei já dormindo no seu quarto. Como eu ainda não tinha comprado a grade de proteção, coloquei cadeiras em volta da cama pra ele não rolar.  Quando ele acordou, por volta das 23:00, eu dei o leite dele e, inacreditavelmente, ele viu onde estava e não chorou. Tomou o leite e dormiu. Às 5:30 acordou novamente, eu dei água e ele voltou a dormir.

No dia seguinte, eu dei o banho dele, fiz seu leite e disse: “Rapha, vamos dormir?” como sempre faço. Em vez de leva-lo pro meu quarto, levei-o para o seu quartinho e disse que agora ele dormiria na caminha dele e que o outro quarto era da mamãe e do papai. Ele deitou numa boa, eu deitei com ele e ele dormiu. Acordou às 4:20, tomou água e voltou a dormir. Essa foi a parte ruim visto que já fazia um tempinho que ele dormia a noite toda.

Nesse interim, o Rapha ficou doente. Ou seja, só dormiu duas noites na sua caminha e voltou pra minha. Ele estava com laringite e várias crises de falta de ar. Achei mais seguro coloca-lo pra dormir comigo. Ontem, depois de ter melhorado, voltou pro seu quarto. Acordou as 2 porque não tinha tomado seu leite antes de dormir e depois foi direto até hoje.
Hoje, aconteceu igual. Fiz seu leite, chamei-o pra dormir e levei-o pro seu quarto. Ele saiu, apontou pra minha cama e eu expliquei tudo de novo pra ele, que aceitou numa boa, subiu na sua caminha e dormiu como um anjo.

Da maneira que foi essa transição, posso afirmar que foi muito bom o tempo que dormimos juntos, dividimos nosso cheiro durante toda a noite, dormimos de conchinha, sua mão acariciou o meu o rosto, seu rosto deitado na minha barriga.. foi bom o tempo que passamos... Não me arrependo... tudo tem o seu tempo. Agora é o tempo dele ter o espaço dele.

Eu ainda preciso deitar com ele pra que adormeça, mas pretendo, aos poucos, ensiná-lo a dormir sozinho, sem ninguém no quarto, mas tudo de forma gradativa, sem pressões, sem choros, sem traumas... como tem sido tudo o que tenho ensinado ao meu pequeno. Graças a Deus!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um novo método

Sei lá se já estou enchendo o saco com esse assunto, mas pra quem tem bebê pequeno ou ainda está gávida, talvez ajude na educação do pimpolho.

O plano de passar o Rapha pro quarto dele falhou. Meu marido não gostou da ideia, porque meu apartamento é muito quente e o Rapha já está acostumado a dormir no ar condicionado. E pra complicar tudo, ele ficou gripadinho, ta super enjoadinho, o que deixa esse momento péssimo para fazer isso. Mas, mesmo assim, não desisti de primeiro acostumá-lo novamente no berço, mesmo que esteja no meu quarto. Comecei ontem. Ele dorme no berço, mas a primeira vez que acorda não quer mais ficar lá. Chora, berra e grita até que eu coloque ele pra dormir com a gente na cama. Ontem, eu terminei com isso. Ele dormiu as 8, acordou 23 e eu dei mama porque ele dormiu muito cedo e, certamente, acordou com fome. Depois que ele terminou de mamar, coloquei-o no berço acordado... Começou a gritaria... Ele ficava em pé e estendia os braços para eu pega-lo chorando "mama" mama". Bem dificil. Peguei-o, acalmei, enchi de beijo, dei mais um pouquinho de mama. Repeti umas três vezes, até que ele ficasse no berço sem chorar e estivesse tranquilo para dormir em paz.

À 1:20, ele acordou novamente, porque faltou luz no apartamento e começou uma gritaria lá embaixo. Sem contar o calor. Tadinho, acordou suando. Repeti o processo do parágrafo acima até que ele dormisse. Após, ele despertou novamente as 5:40 e eu fiquei com pena de deixá-lo chorando mais uma vez e coloquei-o para dormir comigo.

Hoje, ele dormiu as 9. Minha dentista me ensinou um método que me pareceu mais agradável e menos doloroso. Consiste em retirar o bebê do berço toda vez que ele chorar muito e coloca-lo de novo depois que já estiver calmo. Eu fiz isso e durou cerca de uma hora para ele adormecer. Mas meu coração ficou em paz, porque ele dormiu comigo ao seu lado, fazendo cafuné e cantando. Ele podia estar fora do peito, mas sabia que eu estava ali, sem deixá-lo sozinho.

Vou repetir a dose durante a madrugada.

Cada bebê é um bebê e cabe a mãe decidir qual o método que o seu filho vai sofrer menos. Educar é preciso e indispensável, mas temos que analisar a melhor forma para o nosso filho, pois cada um tem uma personalidade. O Rapha é um bebê super sensível. Adora carinho, adora ser beijado e ele é muito carinhoso tb. Só para vocês terem uma noção, pela manhã, o Rapha fica acordado comigo na cama, deitado cerca de uma hora, me olhando, eu fazendo cheirinho, enchendo-o de beijo, fazendo carinho nas costas, nas orelhas. Ele adora. Fica quietinho, abraçadinho comigo. Quando alguém ta brincando com ele e sai para beber agua, por exemplo, ele chora, fica sentido. Então, olhando por esse lado, deixá-lo chorar não é muito adequado. Até porque, eu acho que foi por isso que ele ficou dodoi. Minha dentista me contou que quando usou esse método com o filho dela, ele tb ficou doente uma semana.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Deu certo

Quando eu achei que eu não fosse mais conseguir, eis que veio a surpresa. Como eu mencionei no post de ontem, o Rapha chorou menos de um minuto e dormiu.

Hoje, eu repeti a dose. Dei mama pra ele e quando eu percebi que ele nao queria mais mamar, estava só brincando no meu peito, eu levantei, coloquei ele no berço e fechei a porta... Para a minha surpresa, eu só ouvi o SILÊNCIO. Ele não chorou e dormiu. Eu fiquei tão feliz, tão emocionada. Não sabia que em apenas dois dias, ele ia aprender a dormir sozinho.

O proximo passo começa na sexta-feira. O Rapha vai voltar pro quartinho dele. Existia algo na educação do meu filho que eu não estava satisfeita e eu não sabia o que era. Depois de muito pensar e analisar, percebi que o fato dele compartilhar o mesmo quarto que seus pais não estava certo. Posso parecer bem incoerente, pois eu fiz um post há um tempo dizendo que tinha certeza que estava fazendo a coisa certa, mas no fundo, eu sabia que não estava. Ser mãe é ser isso, errar querendo acertar. A atitude de qualquer mãe, seja ela qual for, é na intenção de querer o melhor para o filho, mesmo que aquilo não seja exatamente o melhor.

Ele vai ter uma semana de adaptação no quarto dele para depois eu começar o processo de retirada das mamadas de madrugada. Conversei com uma amiga de Londres que utilizou um método que deu super certo. Em tres dias, o filho dela estava dormindo a noite toda. Vou aplicá-lo a partir de semana que vem. Depois eu conto como funciona.

O mais importante é que meu filho aprendeu a adormecer sozinho no seu bercinho e isso me deixa muito feliz.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Seguindo, mas quase desistindo...

Ontem foi uma das piores noites do Raphael. Dei prosseguimento ao método exposto no post anterior. Foi mais difícil para mim do que para ele, ou não. Ele chorou a mesma coisa que na primeira vez. Foi doloroso. Depois que ele dormiu, eu ainda fiquei mais de uma hora com pena, com culpa. Minha vontade era acordá-lo, pegá-lo no colo e encher de beijos. Talvez, por isso, não tenha dado muito certo, porque na primeira vez que ele acordou, cerca de duas horas depois, eu peguei-o, dei mama e ele dormiu mamando. Depois, passou praticamente a noite toda pendurado no meu peito.

No meio da madrugada, não queria mais dormir, coisa que nunca aconteceu desde que ele nasceu. Cismou de ficar levantando e sentando, puxando meu cabelo, subindo em cima do Renard, batendo nas paredes e eu morrendo de sono.

Eu acordei sem coragem de prosseguir com o método. Alguma coisa me diz que isso não tá certo. Às maes que fizeram isso e deu certo, parabéns, mas eu não estou conseguindo. Meu coração está partido. Muito difícil ver um filho berrar, chorar porque quer colo e carinho e você ignorar. Nossa, não sei se eu nasci pra ser esse tipo de mãe.

Hoje, no horário dele dormir, não deixei ele chorando. Voltei à maneira antiga, com UMA diferença. Dei mamá, tentei fazê-lo dormir com musiquinha, muito dengo e carinho. Não deu certo, claro. Ele mamou e quando estava quase dormindo, sonolento eu o peguei e pus no berço. Ele abriu o berreiro, mas, no momento em que eu fechei a porta, ele parou e dormiu. Sensacional. Não chorou nem 30 segundos. Fiquei bem feliz.  Vamos ver como vai ser essa noite.

Eu estive pensando nos últimos dias e ja descobri o que está me deixando insatisfeita na educação do meu filho, mas isso é assunto para outro post.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Deixando chorar


Eu sempre fui totalmente contra a esse método. Já postei isso no blog, foi uma das minhas primeiras postagens. Mas, na medida em que nosso bebê cresce, a gente vai conhecendo e algumas necessidades vão aparecendo.

Eu fiquei muito assustada quando o Rapha caiu. Na verdade, ainda estou. Quando o dia amanhece, eu começo a acordar no susto para ver se ele tá dormindo ou se caiu de novo. Não tem sido fácil. Por isso, eu não vi alternativa. Prefiro que meu filho chore dois, três, quatro dias do que caia e se machuque novamente, podendo até quebrar um braço ou acontecer algo mais grave.

Eu ja deixei-o chorando uma vez na cadeirinha do carro. E deu super certo. Ele vai o trajeto todo quieto e brincando. Só chora quando tem algo errado, fome, sono ou calor. Do contrário, se comporta muito bem.

O Rapha só dorme mamando e esse "vício" faz com que ele acorde mais vezes a noite e peça pra mamar. Como eu fico muita cansada, deito com ele na minha cama e acabo dormindo com ele mamando. Só quando eu acordo novamente, é que eu o coloco no berço, quando coloco. Às vezes, ele segue dormindo ao meu lado, entre eu e o Renard. A minha esperança é que ele aprendendo a dormir sozinho, não acorde tantas vezes pra mamar e acostume novamente dormir no seu berço, que é muito mais seguro pra ele.

Ontem, ele fez nove meses. Nós fomos ao clube e ficamos o dia inteiro. Chegamos super cansados. Eu fiquei cerca de duas horas com o Rapha no peito tem tentando fazê-lo dormir, em vão. Foi nessa hora que eu decidi por em prática o método de deixar no berço até dormir. Não foi fácil, nem pra mim e nem para ele. Eu já estou pra fazer isso desde os 6 meses, mas nunca tive coragem. Entretanto, depois da queda dele, resolvi que essa é a melhor alternativa, mesmo estando com meu coração em pedaços.

Coloquei o Rapha no berço às 21:30. Ele ficou brincando, sentando e levantando por uns 15 minutos. Quando o sono bateu, ele começou o cantoria. Chorava, chorava e chorava. Eu conversei com ele, disse que era a hora de dormir, que a mamãe não ia tira-lo do berço. Sai do quarto e fechei a porta. Ele chorava muito. Menos de 5 minutos depois, eu voltei com o copinho de agua. Ele bebeu e voltou a chorar. Eu fiquei lá com ele por uns 2 minutos. Tadinho, ele estendia as mãos para eu tira-lo de lá. Conversei novamente e sai do quarto. 5 minutos depois, eu voltei. Tirei ele do berço, fiz carinho, dei beijinho, conversei e coloquei-o de volta e sai do quarto. Dessa vez, ele chorou menos e, de repente, eu ouvi o silêncio... Com medo de ter acontecido alguma coisa, entrei no quarto. Ele tava quase dormindo, mas me viu e voltou a chorar. Peguei ele de novo... Dessa vez, ele deitou no meu peito e soluçava, soluçava, nem pediu pra mamar. Só ficou deitado, soluçando. Quando eu percebi que ele tava fechando o olho, coloquei-o de volta no berço e sai. Ele chorou menos de um minuto e dormiu às 22:20. Finalmente.

Acordou por volta das 3:30 da manha e pediu pra mamar, eu dei o peito , depois, coloquei-o acordado no berço e voltei a dormir. Ele dormiu sem chorar. Porém, ele teve febre a noite toda. Estou super culpada, com medo de ter sido emocional. Eu levei-o no médico hoje de manha e o pediatra disse que deve ser gripe, porque ele ta com um pouco de catarro, tossindo e espirrando.

Hoje, eu estou sem coragem de fazer isso de novo, mas é necessário, pois ele precisa ver coerência em mim, caso contrário, o choro de ontem terá sido em vão.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quarto compartilhado definitivamente

Minha crise acabou e o berço do Rapha hoje foi para o meu quarto.

Entre dúvidas e certezas, idas e vindas, decidi, enfim, colocar o Rapha no meu quarto. Recebo críticas, recebo apoios, mas o que importa de verdade é que a mãe dele sou eu e só eu e o pai decidimos o que é melhor para o nosso filho. Como já falei muitas vezes, nenhum homem de 18 anos dorme na cama com os pais, então, o que são 3 anos para uma vida inteira? Não me importo. E quanto ao sexo, não existe só a cama para prarticá-lo. Filho é a nossa vida, a nossa extensão, a nossa razão de viver. Qualquer mãe normal faz qualquer coisa pelo filho. Quando a hora certa chegar, ele vai dormir no quartinho dele, na caminha dele e, pretendo, de verdade, fazer isso assim que ele tiver entendendo as coisas. Dessa forma, podemos conversar, negociar e convencer.

Por enquanto, estou perfeitamente em paz com a minha decisão. Só ainda não estou em paz com a dúvida de tirar o peito dele de madrugada. Estou bem indecisa se tiro ou se deixo. Vamos vivendo enquanto isso.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Cortando um dobrado

Olá, pessoal!

Como eu mencionei no post Cama compartilhada, eu sempre tive bem clara a necessidade de manter meu filho no quarto dele, no berço dele. Tomei isso como meta desde a gravidez. E cumpri. O dia que meu bebê completou 30 dias, ele "ganhou" o quartinho dele. E, até o início de outubro, não tive problemas. Mas agora, estou tendo e não sei como resolver. Se alguém souber, por favor, me ajude. rs

O Rapha ja dormiu algumas vezes comigo na cama e isso nunca atrapalhou sua adaptação no quarto dele. Sempre quando existia a necessidade, como uma reação a vacina, gripe, muito calor (o quarto dele não tem ar), ele dormia comigo. No dia seguinte, ele voltava para o berço e a vida seguia.

No início de outubro, nós viajamos para Região dos Lagos. Lá, o Raphael dormiu 5 noites comigo na cama. Não tinha outro jeito. Agora, já comprei um berço/cercado para essas ocasiões. Enfim, a gente já tinha ido para lá outra vez, ele dormiu comigo, e, na volta, dormiu no seu quarto sem crises. Dessa vez, foi diferente. Quando retornamos, Raphael não ficou no berço de jeito nenhum. Nem mamar no quarto dele, ele quis. Se acostumou a mamar deitado, comigo vendo TV, na minha cama. Ferrou-se tudo. Dei mama para ele na minha cama, quando ele dormiu, coloquei-o no berço. Ele acordou algumas muitas vezes, umas 6, talvez. Eu levantava, dava peito e ele adormecia de novo. No outro dia, eu estava cansada.

O dia seguinte, foi a mesma luta, com uma diferença, quando eu tirava ele da cama pra leva-lo pro berço, ele acordava. Levei quase duas horas para conseguir fazer esse transporte. rs Consegui, mas a madrugada não foi das melhores. Eu estava no caminho, sendo que dois dias depois viajamos de novo. Fomos para a casa do meu pai em Angra, conforme contei no post A Fidelidade de Deus me constrange.  Lá, aconteceu a mesma coisa, ele dormiu na cama comigo. Danou-se, né? Ficamos quase uma semana.

Desde que eu voltei, o Raphael não dorme no berço. E o pior, está calor e eu não tenho coragem de coloca-lo lá, enquanto eu e o Renard dormimos no fresquinho. Maldade. Ainda tem a minha garganta, que está muito inflamada, eu tive febre, dor de cabeça, enjoo e estava inviável ficar levantando de uma hora e meia em uma hora e meia para atender seu choro, porque estava sozinho. Você me pergunta: E o pai? Ele levantava, mas o Raphael só parava de chorar quando me via. (Será inicio da angustia da separação?) Dai, eu preferia levantar, porque de madrugada, o choro escandaloso do guri pode incomodar os vizinhos. Enfim, ele tem dormido num colchão, no chão, ao lado da minha cama, enquanto o cercadinho dele não chega. Mas eu queria muito que ele voltasse pro seu quartinho. Estava tão bem lá. Tudo bem que ele não incomoda em nada. Mas e quando ele começar a entender? Eu vou namorar como? Conversar com meu marido como? O Renard não se importa, por ele, o Raphael se instala lá e fica. Mas eu não concordo com isso não.

Alguém tem uma solução para o meu problema? rsrsrs

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

CAMA COMPARTILHADA


Confesso que estou a ponto de entrar em colapso com os escândalos que o Raphael faz para dormir. Hoje, eu levei quase 4 horas para que ele adormecesse. Eu já estou sem paciência e muito estressada. E o pior é que ninguém tem paciência para fazê-lo dormir e sempre sobra pra mim. Já estou bem cansada. Ontem, deixei-o chorando no berço por 2 minutos, coisa que eu pretendia não fazer e não acho certo. Depois, morri de dó e de culpa. Não entendo porque ele chora tanto. Ainda não tive a oportunidade de conversar com o pediatra. Todos os dias ele faz no mínimo dois escândalos para dormir. É só de dia. A noite, eu coloco ele no berço e ele dorme sozinho. De dia é esse estresse.
Bom, isso foi só um desabafo, meu assunto hoje é outro. É a famosa CAMA COMPARTILHADA. Hoje, as mães modernas se depararam com várias teorias para seus bebês: sling, parto domiciliar, cama compartilhada, extero-gestação e algumas outras...
Eu sempre vi muitas histórias de crianças que dormem no quarto dos pais e nunca achei isso certo. Elas foram acostumadas desde bebê a dormir na mesma cama e depois tinham dificuldade de ter o seu próprio quarto e dormirem sozinhas. Quando engravidei, eu defini algumas metas para a educação do meu filho, coisas que eu não faria e uma delas seria acostumá-lo no meu quarto. Coloquei isso como objetivo e não me arrependo.
Até meu filho completar 30 dias, ele dormia no carrinho, do lado da minha cama. Alguns dias, eu colocava ele no berço e um colchão no chão, mas era pior. Então, o mantive no carrinho até 29 dias. No dia que o Raphael completou um mês, dia 23 de maio, ele, oficialmente, "ganhou' o quartinho dele. Arrumei o berço de forma que ficasse pequeno e aconchegante. Forrei com um cobertor de plush (que ele dorme até hoje em cima dele), coloquei umas almofadas e ficou bem gostoso. Demorou uns 3 dias para ele se adaptar. Na verdade, ele e eu. Hehehe Eu acordava toda hora para ter a certeza de que ele estava bem, mesmo com a babá eletrônica ligada. E ele acordava sempre, porque não estava acostumado. Hoje, meu filho dorme super bem a noite. Toma banho por volta das 19:30, 20 hs, coloca o pijama, mama. Depois, eu ponho ele no berço, com o Patrick (cachorrinho vernelho que ele adora) e um paninho, apago a luz e saio. Ele fica brincando, conversando, ate que adormece. Sozinho, sem medo do escuro e sem precisar de mim por perto. Alguns dias, claro, ele me chama. Precisa do colinho e do peito da mamãe pra dormir, mas depois, fica bem no seu bercinho.
Essa noite, ele dormiu na minha cama, porque estava muito calor e o quarto dele ainda não tem ar condicionado. Foi uma noite horrível. Ele acordou toda hora, não alcançou um sono profundo e se mexeu muito. Ele gosta do cantinho dele, só dele. Quem não gosta, não é verdade?
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