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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O fim da cama compartilhada

Já faz um tempo que não escrevo no blog. Por cansaço, preguiça, falta de tempo, sono... Mas muitas coisas do meu filho têm ficado pra trás e eu não tenho compartilhado com vocês. As pessoas já reclamaram, pois gostavam de acompanhar e minhas experiências ajudavam aqueles que liam os post.  Por isso, estou tentando retomar as publicações e pretendo postar os acontecimentos importantes que passaram, mas que precisam ser documentados e, com certeza, vão servir de aprendizado para outras mães.

Hoje, o meu post é sobre o fim da cama compartilhada. Não pensei que seria tão fácil passar o Rapha pro seu quartinho e pra sua caminha (ele não tem mais berço).
Quando o Rapha era bebê, quem acompanhou o blog, viu muitas crises e muitos arrependimentos de coisas que eu achava que estava fazendo errado e não sabia como voltar atrás. Hoje, eu posso afirmar que me arrependo de pouca coisa, ou de quase nada. Pra falar a verdade, a única coisa que eu me arrependo profundamente foi ter deixado meu filho chorar no berço com 8 meses pra ele aprender a dormir sozinho. Isso sim é um tamanho arrependimento. Não sei onde estava com a cabeça que eu tomei essa atitude desnecessária no momento.

Bom, a transição do Rapha para o seu quarto foi fácil, sem lágrimas e, a meu ver, no tempo certo, com 1 ano e 6 meses. Talvez, se eu deixasse pra mais tarde, seria mais difícil.
Na semana passada, ou retrasada, não lembro bem, eu sai para trabalhar e deixei o Rapha dormindo com o pai, como de costume. Quando eu cheguei à noite, meu filho estava com a boca roxa, inchada. Perguntei o que tinha acontecido, o Renard me disse que ele tinha rolado da cama dormindo e bateu com a boca em algum lugar. Por causa dessa queda, eu decidi passa-lo pra caminha dele, pois a minha já estava perigosa (já estava perigosa há algum tempo. Rs) Nesse dia, especificamente, ele dormiu no carro  voltando pra casa e eu o coloquei já dormindo no seu quarto. Como eu ainda não tinha comprado a grade de proteção, coloquei cadeiras em volta da cama pra ele não rolar.  Quando ele acordou, por volta das 23:00, eu dei o leite dele e, inacreditavelmente, ele viu onde estava e não chorou. Tomou o leite e dormiu. Às 5:30 acordou novamente, eu dei água e ele voltou a dormir.

No dia seguinte, eu dei o banho dele, fiz seu leite e disse: “Rapha, vamos dormir?” como sempre faço. Em vez de leva-lo pro meu quarto, levei-o para o seu quartinho e disse que agora ele dormiria na caminha dele e que o outro quarto era da mamãe e do papai. Ele deitou numa boa, eu deitei com ele e ele dormiu. Acordou às 4:20, tomou água e voltou a dormir. Essa foi a parte ruim visto que já fazia um tempinho que ele dormia a noite toda.

Nesse interim, o Rapha ficou doente. Ou seja, só dormiu duas noites na sua caminha e voltou pra minha. Ele estava com laringite e várias crises de falta de ar. Achei mais seguro coloca-lo pra dormir comigo. Ontem, depois de ter melhorado, voltou pro seu quarto. Acordou as 2 porque não tinha tomado seu leite antes de dormir e depois foi direto até hoje.
Hoje, aconteceu igual. Fiz seu leite, chamei-o pra dormir e levei-o pro seu quarto. Ele saiu, apontou pra minha cama e eu expliquei tudo de novo pra ele, que aceitou numa boa, subiu na sua caminha e dormiu como um anjo.

Da maneira que foi essa transição, posso afirmar que foi muito bom o tempo que dormimos juntos, dividimos nosso cheiro durante toda a noite, dormimos de conchinha, sua mão acariciou o meu o rosto, seu rosto deitado na minha barriga.. foi bom o tempo que passamos... Não me arrependo... tudo tem o seu tempo. Agora é o tempo dele ter o espaço dele.

Eu ainda preciso deitar com ele pra que adormeça, mas pretendo, aos poucos, ensiná-lo a dormir sozinho, sem ninguém no quarto, mas tudo de forma gradativa, sem pressões, sem choros, sem traumas... como tem sido tudo o que tenho ensinado ao meu pequeno. Graças a Deus!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Crises e mais crises

Hoje, o Rapha teve consulta na pediatra. Falei sobre a minha vontade de tirar as mamadas noturnas. Ela concordou, disse que eu não posso esperar que o Rapha largue o seio naturalmente, que eu preciso ir substituindo aos poucos. Mas, sinceramente, apesar de eu estar bem cansada, com vontade de dormir a noite toda, a ideia de negar o peito ao meu filho não me agrada. Já ouvi falar muito em desmame natural, onde o bebê entende, por ele mesmo, que é tempo de parar, mas, na prática, não lembro de ter visto isso acontecer, porém, ja li depoimentos na internet de que isso acontece, mas são de pessoas que eu não conheço. Tenho medo de tirar, negar, deixar chorar no colo do pai, enquanto meu seio jorra leite, e não está agindo certo nem comigo e nem com meu filho. Ao mesmo tempo, a pressão da sociedade é tão grande com idade avançada para mamar, fazer vontades, colocar limites, que eu fico confusa. Muito confusa. Hoje eu ouvi uma frase: "Esse menino parece ser cheio de vontades" Fiquei com aquilo na cabeça... Meu filho cheio de vontades? Será? Eu procuro dizer não sempre que ele faz algo que, na minha concepção, está errado. Mas, mamar de madrugada está errado? Mamar de dia está errado? Ele só tem 9 meses. Ao mesmo tempo que eu quero educar o meu bebê, eu quero que ele saiba que é muito amado, que o colo da mamãe está disponível, mesmo que seja só pra ele deitar, sem motivo algum.

Não quero criar um filho mimado, de forma alguma. Quero criar meu filho com limites certos, mas naquilo que realmente é preciso de limites, como horário pra brincar, estudar, respeitar a mamãe e os mais velhos, saber que quando não pode mexer, não pode, dividir e emprestar brinquedos, não bater... Isso pra mim é impor limites...

Eu nunca forcei  meu filho a comer. E ele nunca comeu nada. Nas ultimas consultas, ele engordou algumas gramas, 200 no mês. Isso me preocupou, mas ainda assim, nunca briguei para ele comer. E não precisou. Faz três dias que ele vem comendo super bem o que tem me deixado feliz.

Mas voltando ao assunto... pois bem.. Será que esse desmame natural existe? Será que eu to fazendo errado em deixá-lo mamar de madrugada? Quando me falaram que meu filho era cheio de vontades, eu fiquei pensando... O Raphael é um doce de bebê. Quase não chora, ri pra todo mundo, vai no colo de todo mundo, fica em qualquer lugar, brinca sozinho. Todo mundo diz... já ouvi diversas vezes: "Nossa, esse bebê não chora." "Nem parece que tem bebê aqui, ele não dá trabalho nenhum." "Que bebê tranquilo." Mas... quando ele dá os gritos dele, sai debaixo... Revela a personalidade que tem.

Tudo tem seu tempo e, no meu entendimento, ainda é tempo de mamar. Aconteceu a mesma crise quando ele começou a chupar dedo. Fiquei desesperada. A toa. Com 4 meses e meio, ele largou.

Esse medo de errar mata qualquer mãe. O pior de tudo é que a gente erra pensando que tá acertando.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Seguindo, mas quase desistindo...

Ontem foi uma das piores noites do Raphael. Dei prosseguimento ao método exposto no post anterior. Foi mais difícil para mim do que para ele, ou não. Ele chorou a mesma coisa que na primeira vez. Foi doloroso. Depois que ele dormiu, eu ainda fiquei mais de uma hora com pena, com culpa. Minha vontade era acordá-lo, pegá-lo no colo e encher de beijos. Talvez, por isso, não tenha dado muito certo, porque na primeira vez que ele acordou, cerca de duas horas depois, eu peguei-o, dei mama e ele dormiu mamando. Depois, passou praticamente a noite toda pendurado no meu peito.

No meio da madrugada, não queria mais dormir, coisa que nunca aconteceu desde que ele nasceu. Cismou de ficar levantando e sentando, puxando meu cabelo, subindo em cima do Renard, batendo nas paredes e eu morrendo de sono.

Eu acordei sem coragem de prosseguir com o método. Alguma coisa me diz que isso não tá certo. Às maes que fizeram isso e deu certo, parabéns, mas eu não estou conseguindo. Meu coração está partido. Muito difícil ver um filho berrar, chorar porque quer colo e carinho e você ignorar. Nossa, não sei se eu nasci pra ser esse tipo de mãe.

Hoje, no horário dele dormir, não deixei ele chorando. Voltei à maneira antiga, com UMA diferença. Dei mamá, tentei fazê-lo dormir com musiquinha, muito dengo e carinho. Não deu certo, claro. Ele mamou e quando estava quase dormindo, sonolento eu o peguei e pus no berço. Ele abriu o berreiro, mas, no momento em que eu fechei a porta, ele parou e dormiu. Sensacional. Não chorou nem 30 segundos. Fiquei bem feliz.  Vamos ver como vai ser essa noite.

Eu estive pensando nos últimos dias e ja descobri o que está me deixando insatisfeita na educação do meu filho, mas isso é assunto para outro post.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Deixando chorar


Eu sempre fui totalmente contra a esse método. Já postei isso no blog, foi uma das minhas primeiras postagens. Mas, na medida em que nosso bebê cresce, a gente vai conhecendo e algumas necessidades vão aparecendo.

Eu fiquei muito assustada quando o Rapha caiu. Na verdade, ainda estou. Quando o dia amanhece, eu começo a acordar no susto para ver se ele tá dormindo ou se caiu de novo. Não tem sido fácil. Por isso, eu não vi alternativa. Prefiro que meu filho chore dois, três, quatro dias do que caia e se machuque novamente, podendo até quebrar um braço ou acontecer algo mais grave.

Eu ja deixei-o chorando uma vez na cadeirinha do carro. E deu super certo. Ele vai o trajeto todo quieto e brincando. Só chora quando tem algo errado, fome, sono ou calor. Do contrário, se comporta muito bem.

O Rapha só dorme mamando e esse "vício" faz com que ele acorde mais vezes a noite e peça pra mamar. Como eu fico muita cansada, deito com ele na minha cama e acabo dormindo com ele mamando. Só quando eu acordo novamente, é que eu o coloco no berço, quando coloco. Às vezes, ele segue dormindo ao meu lado, entre eu e o Renard. A minha esperança é que ele aprendendo a dormir sozinho, não acorde tantas vezes pra mamar e acostume novamente dormir no seu berço, que é muito mais seguro pra ele.

Ontem, ele fez nove meses. Nós fomos ao clube e ficamos o dia inteiro. Chegamos super cansados. Eu fiquei cerca de duas horas com o Rapha no peito tem tentando fazê-lo dormir, em vão. Foi nessa hora que eu decidi por em prática o método de deixar no berço até dormir. Não foi fácil, nem pra mim e nem para ele. Eu já estou pra fazer isso desde os 6 meses, mas nunca tive coragem. Entretanto, depois da queda dele, resolvi que essa é a melhor alternativa, mesmo estando com meu coração em pedaços.

Coloquei o Rapha no berço às 21:30. Ele ficou brincando, sentando e levantando por uns 15 minutos. Quando o sono bateu, ele começou o cantoria. Chorava, chorava e chorava. Eu conversei com ele, disse que era a hora de dormir, que a mamãe não ia tira-lo do berço. Sai do quarto e fechei a porta. Ele chorava muito. Menos de 5 minutos depois, eu voltei com o copinho de agua. Ele bebeu e voltou a chorar. Eu fiquei lá com ele por uns 2 minutos. Tadinho, ele estendia as mãos para eu tira-lo de lá. Conversei novamente e sai do quarto. 5 minutos depois, eu voltei. Tirei ele do berço, fiz carinho, dei beijinho, conversei e coloquei-o de volta e sai do quarto. Dessa vez, ele chorou menos e, de repente, eu ouvi o silêncio... Com medo de ter acontecido alguma coisa, entrei no quarto. Ele tava quase dormindo, mas me viu e voltou a chorar. Peguei ele de novo... Dessa vez, ele deitou no meu peito e soluçava, soluçava, nem pediu pra mamar. Só ficou deitado, soluçando. Quando eu percebi que ele tava fechando o olho, coloquei-o de volta no berço e sai. Ele chorou menos de um minuto e dormiu às 22:20. Finalmente.

Acordou por volta das 3:30 da manha e pediu pra mamar, eu dei o peito , depois, coloquei-o acordado no berço e voltei a dormir. Ele dormiu sem chorar. Porém, ele teve febre a noite toda. Estou super culpada, com medo de ter sido emocional. Eu levei-o no médico hoje de manha e o pediatra disse que deve ser gripe, porque ele ta com um pouco de catarro, tossindo e espirrando.

Hoje, eu estou sem coragem de fazer isso de novo, mas é necessário, pois ele precisa ver coerência em mim, caso contrário, o choro de ontem terá sido em vão.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O medo de errar


Acho que esse é um medo presente em todas que são mães e que amam os seus filhos. Hoje, eu vejo que minha mãe errou querendo acertar, como eu posso também errar com meu filho, mas com um intenso desejo de fazer a coisa certa, de educa-lo da melhor forma, de dar o máximo de carinho. Mas há um mês ando em constantes crises. Até meu filho completar 6 meses, eu fiz o que meu instinto materno dizia que era certo. Até meu filho completar 6 meses, eu o criei à minha maneira, ao meu jeito. Porém, conforme nossos filhos vão crescendo, crescem junto com eles os pitacos de pessoas de fora, os conselhos de "gente mais experiente", as opiniões de pessoas que se sentem no direito de se meter na educação do seu filho. Tudo isso, aliado à insegurança que toda mãe sente em relação a educação do seu filho, gera uma grande confusão. Pelo menos, em mim tem gerado.

Pois bem. Como já contei anteriormente, no post "Cortando um dobrado", o Rapha tem dormido no meu quarto, entretanto fora da minha cama. Comprei um cercado, e ele dorme nesse cercado. A minha primeira crise foi essa: "É certo o bebê dormir no quarto dos pais?" Sempre tive bem claro que não. Mas não tive escolha e não tive mesmo. Eu poderia perder várias noites de sono e acostuma-lo novamente no seu bercinho, no seu quartinho. Mas, o verão está ai e eu não vou deixar meu pequeno dormindo no calor e, no momento, não há condições de comprar um novo ar condicionado e nem de pagar a conta de luz de dois aparelhos ligados a noite toda. Logo, a solução foi deixa-lo no meu quarto. E a minha crise passou, estou em paz. Da mesma forma que o meu desespero entre o Dedo e a chupeta foi em vão, uma vez que o Rapha largou o dedo menos de um mês depois de ter pegado, não vou me preocupar com isso antes da hora. Até porque, você já viu um marmanjo de 12 anos dormindo na cama dos pais? Eu nunca vi. Logo, me deixa curtir meu filho enquanto ele é só um bebê. Passa tão rápido. Parece que meu parto foi ontem e ele já tem 7 meses.

Logo depois dessa crise, estou vivendo outra, nesse exato momento. Desmamo ou não o meu filho de madrugada? Algumas pessoas me dizem que ele já esta grande pra acordar de madrugada pra mamar, outras dizem que ele é novinho ainda. Enfim, e eu fico sem saber o que fazer. Confesso que é tentadora a ideia de voltar a dormir a noite toda, mas também não quero me precipitar em me preocupar com algo que pode se resolver naturalmente na medida em que meu filho cresce. Afinal de contas, Raphael não vai mamar com dez anos de idade. (sendo exagerada, pois ele vai deixar de mamar BEM antes disso) O que são 7 meses quando falamos de longos anos ao lado dele?

Eu tentei, na noite passada, desmama-lo na madrugada. Foi um sofrimento. Para mim e para ele. Foram longas duas horas de choro intenso, até que ele se cansou e dormiu. Agora me diz, tem necessidade de deixa-lo chorar tanto tempo só porque ele mamar? Só porque ele quer carinho e conforto, mesmo que não esteja com fome? Pra que adiantar as coisas ? "Seu filho vai te dominar". Não, não acredito nisso, de verdade. Meu filho, seu filho, é seu amigo ou seu inimigo? Estou lendo um livro muito interessante de um pediatra espanhol :"Bésame mucho – Como criar seu filho com amor" Ele diz que existem duas teorias entre os profissionais de hoje: As crianças boas e as crianças más. Vou colocar um trecho.

"Todavia, e deixando de lado os méritos próprios de cada criança, muitas pessoas (pais, psicólogos, professores, pediatras e o público em geral) têm uma opinião predeterminada e geral sobre a bondade e a maldade das crianças. São «anjos» ou «pequenos tiranos»; choram porque sofrem ou porque troçam de nós; são criaturas inocentes ou «têm a escola toda»; têm necessidade de nós ou manipulam-nos. Deste conceito prévio depende se vemos os nossos próprios filhos como amigos ou inimigos. Para algumas pessoas, as crianças são ternas, frágeis, desprotegidas, carinhosas, inocentes e necessitam da nossa atenção e dos nossos cuidados para se converterem em adultos agradáveis. Para outros, as crianças são egoístas, más, hostis, cruéis, calculistas, manipuladoras e só se lhes dobrarmos a vontade logo de início e lhes impusermos uma disciplina rígida as poderemos afastar do vício e convertê-Ias em adultos capazes. Estas duas visões antagónicas da infância impregnam há séculos a nossa cultura."
E por último, quero colocar um trecho desse mesmo livro, que fala do instinto de cada mãe em criar seus filhos.


 "Como deve a coelha criar os coelhinhos? Existe uma maneira muito fácil de o averiguar: vamos ao campo e observamos qualquer coelha. Todas o fazem perfeitamente, da melhor forma que lhes permitem os seus genes e o meio ambiente em que se encontram. Não necessitam de ler qualquer manual de instruções; ninguém lhes explica o que devem fazer. Uma coelha que viva em cativeiro também cuidará das crias perfeitamente, o melhor que lhe permita a situação precária na qual se encontra. Todo o seu comportamento maternal está controlado pelos genes. (...)E as pessoas? Qual é a maneira normal de criar um bebé humano? Apenas temos de observar algumas mães que vivem em liberdade. É este o problema, porque já não existem seres humanos que vivam «em liberdade», isto é, guiando-se unicamente pelos seus instintos e necessidades biológicas. Todos nós vivemos «em cativeiro», isto é, em ambientes artificiais e no seio de grupos humanos com normas culturais. (...)muitas mães actuais parecem ter perdido a capacidade de criar os filhos seguindo os seus próprios instintos. Duvidam, têm medo, consultam livros, perguntam a especialistas... lnclusivamente, sentem-se culpadas quando, anos depois, outro livro ou outro especialista lhes diz o contrário.
PORTANTO, O MEU RECADO É: SIGAM SEUS INSTINTOS. A MÃE, SÓ A MÃE, SABE O QUE É MELHOR PRO SEU FILHO.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Cortando um dobrado

Olá, pessoal!

Como eu mencionei no post Cama compartilhada, eu sempre tive bem clara a necessidade de manter meu filho no quarto dele, no berço dele. Tomei isso como meta desde a gravidez. E cumpri. O dia que meu bebê completou 30 dias, ele "ganhou" o quartinho dele. E, até o início de outubro, não tive problemas. Mas agora, estou tendo e não sei como resolver. Se alguém souber, por favor, me ajude. rs

O Rapha ja dormiu algumas vezes comigo na cama e isso nunca atrapalhou sua adaptação no quarto dele. Sempre quando existia a necessidade, como uma reação a vacina, gripe, muito calor (o quarto dele não tem ar), ele dormia comigo. No dia seguinte, ele voltava para o berço e a vida seguia.

No início de outubro, nós viajamos para Região dos Lagos. Lá, o Raphael dormiu 5 noites comigo na cama. Não tinha outro jeito. Agora, já comprei um berço/cercado para essas ocasiões. Enfim, a gente já tinha ido para lá outra vez, ele dormiu comigo, e, na volta, dormiu no seu quarto sem crises. Dessa vez, foi diferente. Quando retornamos, Raphael não ficou no berço de jeito nenhum. Nem mamar no quarto dele, ele quis. Se acostumou a mamar deitado, comigo vendo TV, na minha cama. Ferrou-se tudo. Dei mama para ele na minha cama, quando ele dormiu, coloquei-o no berço. Ele acordou algumas muitas vezes, umas 6, talvez. Eu levantava, dava peito e ele adormecia de novo. No outro dia, eu estava cansada.

O dia seguinte, foi a mesma luta, com uma diferença, quando eu tirava ele da cama pra leva-lo pro berço, ele acordava. Levei quase duas horas para conseguir fazer esse transporte. rs Consegui, mas a madrugada não foi das melhores. Eu estava no caminho, sendo que dois dias depois viajamos de novo. Fomos para a casa do meu pai em Angra, conforme contei no post A Fidelidade de Deus me constrange.  Lá, aconteceu a mesma coisa, ele dormiu na cama comigo. Danou-se, né? Ficamos quase uma semana.

Desde que eu voltei, o Raphael não dorme no berço. E o pior, está calor e eu não tenho coragem de coloca-lo lá, enquanto eu e o Renard dormimos no fresquinho. Maldade. Ainda tem a minha garganta, que está muito inflamada, eu tive febre, dor de cabeça, enjoo e estava inviável ficar levantando de uma hora e meia em uma hora e meia para atender seu choro, porque estava sozinho. Você me pergunta: E o pai? Ele levantava, mas o Raphael só parava de chorar quando me via. (Será inicio da angustia da separação?) Dai, eu preferia levantar, porque de madrugada, o choro escandaloso do guri pode incomodar os vizinhos. Enfim, ele tem dormido num colchão, no chão, ao lado da minha cama, enquanto o cercadinho dele não chega. Mas eu queria muito que ele voltasse pro seu quartinho. Estava tão bem lá. Tudo bem que ele não incomoda em nada. Mas e quando ele começar a entender? Eu vou namorar como? Conversar com meu marido como? O Renard não se importa, por ele, o Raphael se instala lá e fica. Mas eu não concordo com isso não.

Alguém tem uma solução para o meu problema? rsrsrs

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

CAMA COMPARTILHADA


Confesso que estou a ponto de entrar em colapso com os escândalos que o Raphael faz para dormir. Hoje, eu levei quase 4 horas para que ele adormecesse. Eu já estou sem paciência e muito estressada. E o pior é que ninguém tem paciência para fazê-lo dormir e sempre sobra pra mim. Já estou bem cansada. Ontem, deixei-o chorando no berço por 2 minutos, coisa que eu pretendia não fazer e não acho certo. Depois, morri de dó e de culpa. Não entendo porque ele chora tanto. Ainda não tive a oportunidade de conversar com o pediatra. Todos os dias ele faz no mínimo dois escândalos para dormir. É só de dia. A noite, eu coloco ele no berço e ele dorme sozinho. De dia é esse estresse.
Bom, isso foi só um desabafo, meu assunto hoje é outro. É a famosa CAMA COMPARTILHADA. Hoje, as mães modernas se depararam com várias teorias para seus bebês: sling, parto domiciliar, cama compartilhada, extero-gestação e algumas outras...
Eu sempre vi muitas histórias de crianças que dormem no quarto dos pais e nunca achei isso certo. Elas foram acostumadas desde bebê a dormir na mesma cama e depois tinham dificuldade de ter o seu próprio quarto e dormirem sozinhas. Quando engravidei, eu defini algumas metas para a educação do meu filho, coisas que eu não faria e uma delas seria acostumá-lo no meu quarto. Coloquei isso como objetivo e não me arrependo.
Até meu filho completar 30 dias, ele dormia no carrinho, do lado da minha cama. Alguns dias, eu colocava ele no berço e um colchão no chão, mas era pior. Então, o mantive no carrinho até 29 dias. No dia que o Raphael completou um mês, dia 23 de maio, ele, oficialmente, "ganhou' o quartinho dele. Arrumei o berço de forma que ficasse pequeno e aconchegante. Forrei com um cobertor de plush (que ele dorme até hoje em cima dele), coloquei umas almofadas e ficou bem gostoso. Demorou uns 3 dias para ele se adaptar. Na verdade, ele e eu. Hehehe Eu acordava toda hora para ter a certeza de que ele estava bem, mesmo com a babá eletrônica ligada. E ele acordava sempre, porque não estava acostumado. Hoje, meu filho dorme super bem a noite. Toma banho por volta das 19:30, 20 hs, coloca o pijama, mama. Depois, eu ponho ele no berço, com o Patrick (cachorrinho vernelho que ele adora) e um paninho, apago a luz e saio. Ele fica brincando, conversando, ate que adormece. Sozinho, sem medo do escuro e sem precisar de mim por perto. Alguns dias, claro, ele me chama. Precisa do colinho e do peito da mamãe pra dormir, mas depois, fica bem no seu bercinho.
Essa noite, ele dormiu na minha cama, porque estava muito calor e o quarto dele ainda não tem ar condicionado. Foi uma noite horrível. Ele acordou toda hora, não alcançou um sono profundo e se mexeu muito. Ele gosta do cantinho dele, só dele. Quem não gosta, não é verdade?

sábado, 21 de agosto de 2010

Pego no colo ou deixo chorar?




Engraçado que essa é uma grande preocupação de muitas mães. Mas, nunca foi a minha. Até porque a opção "Deixar chorar" nunca passou pela minha cabeça. Só conheci essa possibilidade depois que o Raphael nasceu, através de pitacos de pessoas que nada tem a ver com a educação do meu filho.
"Essa criança vai te dominar"; "Esse bebê vai ficar manhoso"; "Chorar um pouco não faz mal a ninguém." "Você vai viciar esse menino no colo" Essas frases para mim não fazem o menor sentido. Primeiro, eu não estou brincando de reinado com meu filho ou de luta para ver quem domina quem. Nosso relacionamento não é e eu, pretendo que nunca seja, de autoritarismo e imposições. Educação é uma coisa, impor suas vontades é outra. A criança pode e tem o direito de escolha, desde que essa escolha não influencie diretamente na educação. Enfim, meu filho não vai me dominar porque eu o pego no colo quando ele chora. Se ele chora, ele está precisando de alguma coisa, nem que seja, só de colo.
O bebê viveu 9 meses dentro de uma barriga, num lugar apertadinho, pequeno e seguro. Nesse lugar, a única coisa que ele conhecia era a batida do seu coração e o sangue correndo em suas veias e artérias. Depois que ele nasce, queremos que ele fique confortável sozinho num berço que, para ele, é quase um maracanã. Acho que exigimos demais de um bebê que acabou de nascer. Vamos lá: Quando você se muda, de cidade, de Estado, de país ou, até mesmo, de bairro, quanto tempo você demora para se adaptar e deixar tudo arrumado? Quanto tempo você demora para conhecer os mercados, padarias e tudo o que você precisa perto de casa? Pense nisso... O seu bebê se mudou e ele é SÓ um bebê. Está aprendendo a viver, está aprendendo a descobrir as coisas, não conhece nem o seu próprio corpo ainda e a gente quer exigir que ele fique quietinho, sozinho, brincando num berço ou num carrinho. Não acha demais?
" Chorar um pouco não faz mal a ninguém". Me poupe! Se você que é adulto, mãe, já viveu, no mínimo, 14 anos (para mães adolescentes), quando chora, precisa de conforto, de carinho, seja de uma amiga, do marido, da mãe, imagina um bebê que chegou no mundo faz poucos dias, poucos meses. Se ele chora, ele precisa de algo, nem que seja se confortar no seu peito e ouvir aquela batida que soava em seus ouvidos 24 horas por dia, durante 39 semanas. Está inseguro num mundo totalmente novo e só o que ele quer é se sentir seguro nos braços daquela que a carregou por tanto tempo.
E pra completar, não acredito que bebês de até 3 meses sejam neurologicamente capazes de serem manhosos. Talvez por instinto, nunca por premeditação. De repente, com 4, já comece a manifestar negações, vontades... como meu filho, que faz 4 meses segunda-feira. Eu já consigo perceber nele birrinhas e algumas vontades, como não querer dormir ou brincar. E se ficarem manhosos, eu não me importo. Depois passa. Não digo aquela criança mimada, que a mãe faz todas as vontades e não impõe limites, não é isso. Mas quem não gosta de um colo? De um carinho? De um aconchego? Quem não gosta, no mínimo, tem problemas psicológicos.
Por fim, se eu viciar meu filho no colo, qual é o problema??? Ele é que me vicia em pegá-lo no colo. É tão bom. Beijo demais, aperto demais, abraço demais, brinco demais. Tudo passa, inclusive a fase que o seu filho quer colo. Parece que meu parto foi ontem e ele já vai fazer 4 meses. Daqui a pouco, ele tem 7, 8 anos e não vai querer mais colo e eu vou ficar com saudades do tempo que ele era pequeninho e cabia todinho nos meus braços.
Meu filho, eu educo assim, e, acreditem ou não, ele não é viciado em colo. Ele dorme no quartinho dele desde que tinha 1 mês, sozinho e muito bem. Ele fica no carrinho quando eu passeio no shopping o tempo que for preciso. Só chora para mamar ou dormir... nem para trocar fralda ele chora. Ele brinca no chão por uma hora sem a gente nem perceber que ele está em casa. Ele fica no carrinho vendo televisão. Mas, claro, como toda criança também fica no colo, porque a mamãe sente saudades de apertar e beijar. E tem dias que ele está mais chatinho, mais chorão... NORMAL! Mas no geral, ele é a criança mais adorável e mais meiga do coração da mamãe!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dedo ou chupeta?



Desde que engravidei, decidi que não daria chupeta para o meu filho. Acho que toda mãe de primeira viagem já pensou nisso algum dia. Pensa na dificuldade que vai ser para tirar, no estrago na arcada dentária e em várias outras coisas. O que não pensamos é que o bebê tem uma necessidade natural de sucção: a nutritiva e a não nutritiva. Por isso, que muitos bebês fazem o peito de chupeta, porque já estando saciado da sua fome, precisa saciar o desejo natural de sugar.

A minha vontade de não dar a chupeta para o meu filho tinha muito mais a ver com o psicológico do que com os motivos que citei no início do texto. Quando eu tinha 4 anos, eu usava um cordão com várias chupetas penduradas, umas cinco talvez, e tinha uma coleção de mamadeiras. Um dia, meu pai chegou bêbado e arrancou com toda violência o cordão do meu pescoço. Eu estava mamando no sofá e, com a mesma violência que ele arrancou as minhas chupetas, ele tomou a mamadeira e quebrou. Cortou todas as minhas chupetas, quebrou todas as mamadeiras do armário e jogou na lata do lixo. E eu chorando, pedindo que ele não fizesse isso. Talvez, também seja por isso o meu desejo tão intenso pela amamentação e a rejeição à mamadeira.
Durante a gestação conversei com muitas mães e todas, sem exceção, disseram que a melhor coisa que fizeram foi dar a chupeta para seus bebês. Fui convencida, até porque eu tinha o grande medo do meu filho chupar o dedo. Tinha pavor, para dizer a verdade. Sempre achei o dedo muito pior que a chupeta, uma vez que chupeta a gente esconde, conversa, negocia, enfim, e o dedo? Eu jamais teria coragem, como muitas fazem, de colocar pimenta para a criança deixar de chupar dedo. Diante do meu dilema, EU decidi pela chupeta, mas parece que meu filho não concordou muito com a minha escolha.
Depois que o Raphael nasceu, aguardei uns 15 dias para oferecer, pois tinha medo de prejudicar a amamentação e causar a famosa confusão de bicos. Dei a chupeta. Para a minha surpresa, ele jogou fora. Eu insistia... algumas vezes ele pegava, outras ele mordia e jogava fora, outras ele tentava sugar, mas não conseguia. A boca dele ficava aberta demais (pois para mamar é assim, com a boca bem aberta) para um bico tão pequeno. O mais engraçado é que, nas poucas vezes que ele conseguiu chupar, ele "mamava" a chupeta. Hilário. Tentei bicos e marcas diferentes. Nenhuma funcionou. Eu, que não queria dar a chupeta, agora lutava para que ele gostasse da bendita. Em vão... Aos três meses e meio desisti... e o meu maior medo se concretizou... Meu filho está chupando dedo.
Uns três dias depois que eu desisti de oferecer a chupeta, ele "descobriu" o dedão. No início, ele ficava meio enrolado, não tinha coordenação para colocar só aquele dedo na boca, enfiava a mão inteira e ia tirando os outros dedinhos aos poucos, até que sobrasse só o dedão. A primeira vez que eu vi o Raphael dormindo chupando o dedo, fiquei nervosa. Não sabia se tirava ou se deixava... Eu optei por deixar. Para um bebê, em sua fase oral, onde o seu prazer está em colocar as coisas na boca, seria uma maldade eu tirar isso dele. No segundo dia, meu pavor foi passando e eu acabei acostumando que o meu filho CHUPA O DEDO.
Diante disso, eu escolhi encarar o fato com naturalidade, já que a necessidade de sucção do bebê existe e ele encontrou em seu próprio corpo a forma de saciá-la. Depois que ele descobriu que o dedo supre a sua necessidade e o acalma, meu filho já dormiu algumas vezes sozinho. Só deixa-lo no berço que ele brinca, conversa, mexe nas almofadas, chupa o dedo e dorme. Ele também passou a dormir mais tempo durante a madrugada. Quando ele desperta, não precisa me chamar para ajuda-lo a voltar ao seu sono profundo. Ele mesmo faz isso com o seu dedinho.
Confesso que as vezes fico preocupada em como tirar isso depois, mas Deus vai me dar sabedoria para fazer tudo da melhor forma e sem traumas, tanto para mim quanto para ele.

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