sábado, 23 de outubro de 2010

Rapha quase engatinhando com 6 meses

Meio ano!


Faz meio ano que eu tenho meu filhos nos braços. Faz meio ano que eu não sei o que é dormir 5 horas seguidas. Faz meio ano que eu descobri o que é o amor de mãe. Faz meio ano que eu deixei de viver pra mim mesma. Faz meio ano que eu não como na hora que eu tenho vontade. Faz meio ano que tudo na minha vida tem que ser devidamente planejado, inclusive, uma ida ao salão, ao mercado, ao shopping, ao cinema... Faz meio ano que eu ouço o choro mais delicioso e, muitas vezes, mais doloroso. Faz meio ano que eu não tenho horário pra arrumar a casa. Faz meio ano que eu só posso tomar banho quando a pessoinha dorme. Faz meio ano que eu tropeço em brinquedos no meio da sala. Faz meio ano que minha casa tem o cheirinho de bebê. Faz meio ano que eu senti a dor mais deliciosa. Faz meio ano que eu me tornei a mulher mais feliz e mais realizada.

Parabéns, meu bebê, pelos seus seis meses de vida! MAMÃE te ama!

Quero compartilhar um texto que eu encontrei no blog bbpontocom que me emocionou muito:

"Quando você me olha com seu olhos enormes, buscando um abraço, um beijo, um carinho, conforto e segurança, meu coração se inunda de alegria. Imediatamente me aproximo, certa de que você precisa de mim para tudo. Tenho um prazer enorme em abraçá-lo, protegê-lo e alimentá-lo. Ao satisfazer as suas necessidades, eu me sinto completa. Mas preciso lembrar constantemente que este papel será desempenhado por pouco tempo. Você tem o seu próprio caminho a percorrer: um botão que irá desabrochar e se tornar uma linda flor.Sei que chegará o momento em que você não virá a mim para satisfazer as suas necessidades, um tempo em que buscará suas próprias respostas, um tempo em que sairá pelo mundo colecionando tesouros. Sei que terei que deixá-lo partir e aceitar que você já está maduro o suficiente para tomar suas próprias decisões. Prometo que vou permitir que você vá com liberdade para crescer e tornar-se um ser completo. Mas se você precisar do meu apoio, do meu abraço e do meu sorriso, sabe que poderá contar sempre comigo. Estarei sempre disponível para você. Às vezes será difícil me conter, mas prometo respeitar a sua liberdade e dar-lhe asas para voar livremente com confiança, alegria e segurança." Mallika Chopra

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O segredo do sucesso




Há algumas semanas que eu tenho tentado escrever sobre esse assunto. Mas Raphael, trabalho, marido, preguiça, Twitter, Orkut, Msn e outras coisinhas mais não permitiram. Meu assunto é CASAMENTO. Talvez, você ache que a minha experiência seja pequena para afirmar "qual o segredo do sucesso" por ter menos de dois anos de casada. Mas são dois anos de muito amor, amizade, respeito, carinho compreensão, sem crises e sem grandes brigas. Parece que fomos feitos um para o outro, somos melhores amigos, companheiros, conversamos sobre tudo, inclusive os nossos maiores defeitos, nossas crises, nossas dúvidas, nossas limitações. Mas não quero fazer propaganda do meu casamento porque ele não está à venda. Hahahaha Quero compartilhar ideias e comportamentos que contribuíram para que meu casamento fosse uma benção.

 
A primeira delas é a escolha certa do homem que você deseja casar. TUDO, absolutamente, TUDO deve ser pesado e analisado. Pequenos defeitos se tornam enormes quando ambos moram na mesma casa. Se existem algum defeito no seu parceiro que você NÃO SUPORTA e acha que não vai conseguir conviver, DESISTA. Ou você aceita ou você termina. O seu companheiro não vai mudar depois do casamento. Pelo contrário, a convivência com esse problema vai se tornar cada vez insuportável. Se você o ama verdadeiramente, vai aceita-lo. Por exemplo, o Renard é extremamente bagunceiro. EXTREMAMENTE. Entendeu? EXTREMAMENTE. Eu arrumo a casa hoje e hoje mesmo já tem roupa dele espalhada. Eu já sabia disso quando casei e, na minha casa, nunca houve brigas por causa disso. Eu peço, por favor, que ele tire a bermuda do sofá. Às vezes, adianta. Às vezes, não. Eu não vou desgastar minha relação por causa de uma bermuda. Eu tiro e coloco no cesto. Você pode achar errada a minha postura. Foi a minha escolha. Não brigar por pequenas coisas e sou muito feliz assim. Amo o Renard bagunceiro ou organizado. Se eu conseguir muda-lo, estarei no lucro, mas não casei com essa intenção.

Ponto número dois, observe como ele trata a família, sobretudo, pai e mãe. O Renard é de poucos amigos, pra ser mais exata, NENHUM amigo. Os amigos dele são pai, mãe, irmã, madrinha, padrinho, primo. Nunca vi o Renard levantar a voz pra mãe dele, desrespeitar o pai, gritar com a sua avó. Pelo contrário, os respeita muito, abraça, beija e tem prazer ao lado deles. Isso é muito importante. Se o homem ou a mulher não valoriza a sua família pré-casamento, ele não vai valorizar a família que ele vai formar no casamento. FATO. Meu marido é um super pai, mais chato do que eu, bem mais. Cuidadoso, carinhoso, brincalhão, paciente... Mas isso vem de família, por isso esse quesito é tão essencial.
Depois de casados, posso afirmar que 90% do sucesso do casamento é responsabilidade da MULHER. A começar pela escolha do noivo. ESCOLHENDO CERTO, depois de casada (rs) 90% do sucesso do casamento é responsabilidade da mulher (repetindo pra ficar bem claro) .
 O primeiro passo é deixar o homem ser HOMEM. Estou falando de submissão sim, que é bem diferente de humilhação. Submissão nada tem a ver com humilhação. Submissão é respeito. É reconhecer a responsabilidade do homem como o cabeça do lar. Se você não tem isso no coração, dificilmente seu casamento dará certo, porque o homem DEVE E PRECISA ser respeitado como HOMEM. Essa atitude não é forçada, vem do interior. É admirar em todo o tempo o homem que você casou. Outro exemplo: minha amiga missionária estava precisando de uma ajuda financeira. O dinheiro era meu. Eu trabalhei, eu ganhei. Poderia ter dado a oferta sem consulta-lo? PODERIA. Mas escolhi deixa-lo ser HOMEM. "Amor, sabe aquela minha amiga da Espanha? Está precisando de uma ajuda financeira. Você acha que a gente pode ajudar? Com quanto?" ISSO É RESPEITO. Depois que eu casei, o meu dinheiro não é mais meu, o dinheiro dele não é mais dele. É NOSSO. Isso é humilhação? Não. É submissão. Tudo nosso é às claras. Celular, senhas de banco, senhas de e.mail, senha de Orkut, de msn, a carteira fica na estante. E posso ser muito sincera? NUNCA, NUNCA, eu senti necessidade de investigar a carteira dele, apesar de ele, muitas vezes, deixa-la em casa. Já abri para pegar algo, mas nunca pra investigar.
O segundo passo é ceder. CEDER, CEDER E CEDER. Muitas vezes, o Renard quer fazer algo, ir a algum lugar que eu não estou afim. Daria tudo pra ficar em casa naquele dia. Mas eu sei que aquela festa, aquele almoço, aquele passeio é importante pra ele. Se é importante pra ele, se o deixa feliz, o que custa eu abrir mão da minha vontade algumas vezes? Algumas coisas, quando eu não quero mesmo, ou quando passou muito horário, eu falo, eu converso, eu argumento. Sempre explicando meus motivos. Isso funciona muito. A conversa e a exposição de fatos, o lado de cada um, os argumentos, o que já foi feito em prol do outro (SEM MANDAR A CONTA, SEM JOGAR NA CARA, É CONVERSA E NÃO BRIGAS) é sempre válido e comigo funciona muito bem. Não estou dizendo com esse texto que a gente nunca brigou. Isso é utopia. Já brigamos muitas vezes. Mas nunca dormimos brigados, nunca passamos mais de 3 ou 4 horas sem nos falar. Não custa ceder, ser tolerante, ser compreensiva. Essa atitude evita a maioria das brigas. Ceda, agrade seu marido sempre. Lembre-se: o que o faz feliz, tem que te fazer feliz também.

Lidar com os erros de forma natural, sem cobranças, é outra coisa importante. Ou você acha que seu marido trouxe azeitona verde no lugar da preta de propósito? Claro que não. Ele se enganou. Enganos e erros acontecem. "Poxa, amor, eu pedi a preta, mas tudo bem, da próxima vez você acerta." Se ele errar de novo, não brigue, não se exalte. Homem é assim mesmo. DESLIGADO. Tenha certeza: ele não erra com a intenção de te irritar e nem está "cagando" para o que você diz. Homens são assim mesmo. Desligados e não conseguem fazer duas coisas ao mesmo tempo. Para eles, a azeitona verde e a preta são a mesma coisa, o açúcar Cometa e o União são açucares, com uma diferença: o primeiro é mais barato. hahaha e por ai vaí... Essa regra não vale somente para erros de supermercados, mas para todos os erros que seu marido venha cometer. Você erra tanto quanto ele e não gosta de ser "maltratada" por causa disso. Se o seu marido te trata mal porque você salga o arroz ou por causa de outras coisas, observe como você age com ele. Se você mudar, ele também vai mudar.
Eu teria muitos outros passos para relatar aqui, mas para mim esses são os principais. E lembre-se: 90% do sucesso do casamento é responsabilidade da mulher.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Meu primeiro dentinho


No dia 12 de outubro, dia das crianças, eu brincava com o Rapha na rede da varanda da casa do meu irmão. Estavamos num momento gostoso em família. Era o primeiro almoço que o Daniel oferecia na sua casa nova. Ele se mudou pois foi chamado para trabalhar como engenheiro num concurso que passou em primeiro lugar (Sou fã do meu mano, meu ídolo). Sou tão fã dele que eu queria que meu filho se chamasse Daniel, mas meu marido não acha legal nomes repetidos na família.

Bom, voltando a história... rs Eu estava brincando com ele na rede quando ele deu aquele sorriso imenso, lindo, contagiante, que arranca outros vários sorrisos a sua volta, e eu vi... Eu vi a marca do seu dentinho, ainda interno, mas estava ali, prestes a nascer. Fiquei toda contente. É só um dente, né? rs Mas é também meu primeiro filho e é uma delícia acompanha-lo em todo o seu desenvolvimento. O primeiro sorriso, a primeira virada na cama, a primeira vez que segurou um brinquedo, o primeiro som emitido sem ser choro, a primeira birra, o primeiro carinho, a primeira vez que sentou sozinho, a primeira vez que ficou de quatro para tentar engantinhar, a primeira papinha salgada, a primeira fruta e... O PRIMEIRO DENTINHO.

Ontem, eu fiquei tentando abrir a boca dele (rs) para ver se eu tinha visto mesmo ou era ansiedade de mãe, mas, eu não estou doida, ele estava lá e um pouco mais visível. A noite, eu ja conseguia senti-lo ao passar o dedo... Hoje, eu vou ver se evoluiu alguma coisa. Assim que der para bater fotos, eu coloco para vocês.

Em relação à mudança de comportamento por conta do nascimento do dente, eu não notei nada de diferente no Rapha. Um dia antes, de madrugada, ele acordou chorando muito, MUITO. Chorou por uns 30 minutos e só parou quando dormiu de novo. Não sei se era o dente ou o que era... Durante a madrugada, desse mesmo dia, as vezes ele resmungava. Mas, nada além disso.

Só pra constar, no dia 12 de outubro, Rapha estava com 5 meses e 19 dias.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

LINDA E COMOVENTE HISTÓRIA

Sem palavras!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A lactante e o caixa preferencial


Desde a minha gestação, eu tenho problemas com o tal caixa preferencial. E, como não poderia ser diferente, durante as eleições também tive problemas, por causa de pessoas despreparadas e desinformadas. A desinformação é um grande obstáculo para conseguirmos usufruir dos nossos direitos.
Você pode se surpreender com o que eu vou dizer, mas o caixa preferencial pode ser usado por mães que amamentam seus bebês INDEPENDENTE de estarem ou não com seus filhos no colo.

O artigo 9º da RESOLUÇÃO Nº 2.878 CMN/BANCO CENTRAL, DE 26 DE JULHO DE 2001, afirma "atendimento prioritário para pessoas portadoras de deficiência física ou com mobilidade reduzida, temporária  ou  definitiva, idosos, com idade igual ou superior a sessenta e cinco  anos, gestantes, lactantes e pessoas acompanhadas por criança de colo ..." Observe que lactantes e pessoas com crianças de colo estão escritas separadamente. O que, por uma questão de interpretação, já explica o que eu afirmei acima. A lactante tem prioridade e PONTO. Da mesma que a forma que a gestante também tem prioridade, estando com 2 meses de gestação ou com 9 meses. O tamanho da barriga não está especificado na lei.

As pessoas acham isso um ABSURDO, porque no Brasil é muito mais comum bebês que mamam mamadeira ou mamam peito + mamadeira, do que bebês que mamam exclusivamente no seio. Ora, se o bebê mama mamadeira, não tem porque a lactante ter prioridade, já que outra pessoa pode oferecer o alimento para o seu bebê. Mas, no meu caso, só EU poderia alimentar meu filho e, logo, não poderia perder horas em filas. Fato. Para isso que serve a lei. Não há necessidade de levar um RN para o mercado, por exemplo, mas há a necessidade de ser atendida PREFERENCIALMENTE, já que o RN está em casa e pode chorar de fome.

Pois bem. Domingo, dia de eleição, chovendo, a escola onde eu votava não tinha estacionamento. Renard ficou no carro com o Raphael, que estava estacionado longe da escola por falta de vagas, e eu fui votar. Chegando na minha seção, uma fila enorme. Pedi licença delicadamente e expliquei aos mesários que meu filho de 5 meses estava no carro e eu era lactante, portanto tinha direito ao caixa preferencial.

- Desculpe, mas a senhora não está com seu filho no colo e terá que enfrentar a fila, pois não tem como provar que amamenta.

- Não seja por isso. Posso tirar o meu seio e espirrar o leite. Dessa forma, eu consigo te provar que sou lactante. (Baixei o nível) Saí reclamando e fui para a fila, claro.

Depois de uns 15 minutos, uma menina, de uns 24 anos, perguntou se alguém se incomodava se ela me deixasse passar a frente. Ninguém se incomodou e eu votei. Ainda tinham umas 10 pessoas antes de mim. Enfim, fui embora. Quando eu cheguei no carro, o Rapha estava chorando querendo mamar. E ai? Meu filho chorou, porque aqueles mesários despreparados não tinham o conhecimento correto da lei. Mas não os culpo. Ninguém tem o conhecimento, nem mesmo as pessoas que teriam o direito.

Ai você me pergunta: como você vai provar que é lactante? Pois é, não vou provar. Outro problema cultural num país onde a corrupção, a mentira e a esperteza prevalecem. Já pensou um monte de mulher passando no caixa preferencial se dizendo lactante? Não é de espantar se isso acontecer. Um monte de gente espertinha querendo passar na frente para não perder horas na fila. E por causa de comportamentos mal educados como esse, eu, que, realmente, tenho direito, vou pagar por causa dos outros? Não. Não vou. Eu exijo meu direito em qualquer lugar que eu vou, estando ou não com o meu filho no colo.

Assim que eu descobri que estava grávida, eu usava o caixa preferencial. Recebi vários olhares tortos, e muitos caixas me repreendiam: "Senhora, esse caixa é preferencial". "Eu sei, mas eu estou grávida." Foi uma luta, porque minha barriga só foi aparecer com mais de 7 meses de gravidez, então eu sempre tive problemas com isso. No ônibus, já pedi, educadamente, que pessoas que estavam sentadas em assentos preferenciais se levantassem para que eu pudesse me sentar. E já me estressei algumas vezes com adolescentes e jovens usando o caixa sem ter esse direito. Eu falava: "Dá licença, por favor? Esse caixa é preferencial. Obrigada!" E passava na frente.

Portanto, fica a dica. Se você não sabia dessa lei, com relação a lactante, usufrua do seu direito. Se você não tem direito, então não utilize-o. Se está sentado no ônibus em assentos reservados, levante. Se não quiser levantar para ceder o lugar, sente em outro assento. SIMPLES.

Um beijo e vamos conhecer e exigir nossos direitos.

sábado, 2 de outubro de 2010

O meu primeiro desespero! Esqueceram meu filho!




Hoje era para ser um sábado comum, mas com um evento especial. Eu ia para um Chá de Lingerie (clique para saber como foi o chá) de uma amiga que casa em dezembro e eu sou madrinha. Bom, o chá era surpresa. Combinei com o Renard de me deixar na casa dela, em Vicente de Carvalho, um bairro longe da minha casa, cerca de 50 minutos de carro. Eu ia chegar cedo e o Renard me pegaria a noite. Chegando na porta da casa da minha amiga, a Laiz, tirei o carrinho, tirei a bolsa e soltei o cinto da cadeirinha do Raphael. Nessa hora, o Renard disse: o caminhão quer passar. Eu fechei a porta achando que ele ia encostar mais à frente. Subi na casa da Laiz para deixar o carrinho e, então, voltar pra buscar meu bebê. Quando eu voltei, cadê o carro? O Renard tinha ido embora sem perceber que meu filho estava dentro do carro e sem cinto. E o pior, os motivos que me deixaram mais desesperada: meu marido trocou de celular essa semana e eu não tinha o número novo; era a primeira vez que ele ia nesse bairro de carro e não sabia direito onde era a casa da Laiz; ele resolveu ir embora por um caminho diferente, a linha amarela, que só daria pra ele voltar pra casa da minha amiga quando já tivesse quase em casa; Além de estar num caminho que não conhecia.
Enfim, voltando... Desci, quando eu não vi o carro, subi correndo: Debora (cunhada da Laiz), o Renard foi embora com meu filho. Até ai, eu ainda estava calma. Quando eu percebi que não tinha o telefone dele, me desesperei. Debora, eu quero meu filho, cadê meu filho. A Débora nervosa, sem saber o que dizer, mandava eu ligava pra ele. Liguei pro meu sogro chorando. Não queria contar o que aconteceu, só queria pegar o telefone do Renard. Mas ele viu que eu tava chorando e tive que contar o que houve.
Ele ligou pro Renard e perguntou:
- Meu filho, você está onde?
- Em Vicente de Carvalho.
- E o Raphael?
- Tá com a Débora.
Tu tu tu tu tu – acabou a bateria do celular dele.
Foi quando ele olhou pra trás e viu que o menino tava no carro. Gente, é sério. O Raphael é muito quieto. Ninguém vê que tem criança no carro. Normalmente, ele dorme, ai piora tudo.
Enquanto esse diálogo acontecia, eu estava desesperada, no meio da rua, chorando e gritando pelo meu filho. Resolvi descer para a praça de Vicente de Carvalho que fica duas ruas abaixo da onde a Laiz mora. Desci porque tinha esperança que ele voltaria e eu queria ver o carro. Eu chorando na praça, com o telefone na mão, tentando, em vão, falar com ele. Um casal no ponto de ônibus, olhando pra mim preocupado, perguntando se eu precisava de ajuda e eu nervosa... só pensava no Raphael.
Eu sei que foi exagero, ele estava com o pai. Mas, na hora do meu desespero, eu nem pensei nisso. Só lembrava que ele estava sem cinto, que o Renard ia subir pro apartamento e deixar ele no carro, que ele ia chorar querendo mamar e ia demorar muito pra ele trazer o Rapha pra mim, que ele ia se perder e não ia ter telefone pra falar comigo, que ele não tinha nem o endereço e nem o telefone da Laiz. Enfim, eu fiquei muito nervosa, fora de mim, desesperada, em pânico, quase tive um colapso.
Eu sempre fui uma mãe muito calma, desde que o Rapha nasceu. Nunca fui neurótica (tirando a alimentação e amamentação que eu sou chata). Mas, no geral, sempre fui muito segura, muito tranquila, muito em paz. Quem vê, sabe. Mas hoje, eu tive a primeira crise nervosa por causa do Raphael. Nossa, foi horrível. Eu sem saber se ele tava bem, se o Renard tinha visto ele, se ele não tinha caído da cadeirinha (porque ele ta levado, desde que aprendeu a sentar, fica se jogando pra frente quando está deitado), se meu marido ia conseguir trazer ele de volta, se ele não tava com fome...
No ápice do meu nervoso, eu avistei o carro dele. Sai correndo no meio da praça... Renarddddddddddddddd. Ele não ouviu. Aumentei a voz, até ele me ouvir. Não só ele como toda a praça. Quando ele me viu foi um alivio. Eu saí correndo, gritando: cadê meu filho... eu quero meu filho...
E pasme: o Raphael estava do mesmo jeito que eu o deixei, sem nem saber o que tava acontecendo. Quando me viu abriu um belo sorriso que me fez chorar mais.
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