terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Seguindo, mas quase desistindo...

Ontem foi uma das piores noites do Raphael. Dei prosseguimento ao método exposto no post anterior. Foi mais difícil para mim do que para ele, ou não. Ele chorou a mesma coisa que na primeira vez. Foi doloroso. Depois que ele dormiu, eu ainda fiquei mais de uma hora com pena, com culpa. Minha vontade era acordá-lo, pegá-lo no colo e encher de beijos. Talvez, por isso, não tenha dado muito certo, porque na primeira vez que ele acordou, cerca de duas horas depois, eu peguei-o, dei mama e ele dormiu mamando. Depois, passou praticamente a noite toda pendurado no meu peito.

No meio da madrugada, não queria mais dormir, coisa que nunca aconteceu desde que ele nasceu. Cismou de ficar levantando e sentando, puxando meu cabelo, subindo em cima do Renard, batendo nas paredes e eu morrendo de sono.

Eu acordei sem coragem de prosseguir com o método. Alguma coisa me diz que isso não tá certo. Às maes que fizeram isso e deu certo, parabéns, mas eu não estou conseguindo. Meu coração está partido. Muito difícil ver um filho berrar, chorar porque quer colo e carinho e você ignorar. Nossa, não sei se eu nasci pra ser esse tipo de mãe.

Hoje, no horário dele dormir, não deixei ele chorando. Voltei à maneira antiga, com UMA diferença. Dei mamá, tentei fazê-lo dormir com musiquinha, muito dengo e carinho. Não deu certo, claro. Ele mamou e quando estava quase dormindo, sonolento eu o peguei e pus no berço. Ele abriu o berreiro, mas, no momento em que eu fechei a porta, ele parou e dormiu. Sensacional. Não chorou nem 30 segundos. Fiquei bem feliz.  Vamos ver como vai ser essa noite.

Eu estive pensando nos últimos dias e ja descobri o que está me deixando insatisfeita na educação do meu filho, mas isso é assunto para outro post.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Deixando chorar


Eu sempre fui totalmente contra a esse método. Já postei isso no blog, foi uma das minhas primeiras postagens. Mas, na medida em que nosso bebê cresce, a gente vai conhecendo e algumas necessidades vão aparecendo.

Eu fiquei muito assustada quando o Rapha caiu. Na verdade, ainda estou. Quando o dia amanhece, eu começo a acordar no susto para ver se ele tá dormindo ou se caiu de novo. Não tem sido fácil. Por isso, eu não vi alternativa. Prefiro que meu filho chore dois, três, quatro dias do que caia e se machuque novamente, podendo até quebrar um braço ou acontecer algo mais grave.

Eu ja deixei-o chorando uma vez na cadeirinha do carro. E deu super certo. Ele vai o trajeto todo quieto e brincando. Só chora quando tem algo errado, fome, sono ou calor. Do contrário, se comporta muito bem.

O Rapha só dorme mamando e esse "vício" faz com que ele acorde mais vezes a noite e peça pra mamar. Como eu fico muita cansada, deito com ele na minha cama e acabo dormindo com ele mamando. Só quando eu acordo novamente, é que eu o coloco no berço, quando coloco. Às vezes, ele segue dormindo ao meu lado, entre eu e o Renard. A minha esperança é que ele aprendendo a dormir sozinho, não acorde tantas vezes pra mamar e acostume novamente dormir no seu berço, que é muito mais seguro pra ele.

Ontem, ele fez nove meses. Nós fomos ao clube e ficamos o dia inteiro. Chegamos super cansados. Eu fiquei cerca de duas horas com o Rapha no peito tem tentando fazê-lo dormir, em vão. Foi nessa hora que eu decidi por em prática o método de deixar no berço até dormir. Não foi fácil, nem pra mim e nem para ele. Eu já estou pra fazer isso desde os 6 meses, mas nunca tive coragem. Entretanto, depois da queda dele, resolvi que essa é a melhor alternativa, mesmo estando com meu coração em pedaços.

Coloquei o Rapha no berço às 21:30. Ele ficou brincando, sentando e levantando por uns 15 minutos. Quando o sono bateu, ele começou o cantoria. Chorava, chorava e chorava. Eu conversei com ele, disse que era a hora de dormir, que a mamãe não ia tira-lo do berço. Sai do quarto e fechei a porta. Ele chorava muito. Menos de 5 minutos depois, eu voltei com o copinho de agua. Ele bebeu e voltou a chorar. Eu fiquei lá com ele por uns 2 minutos. Tadinho, ele estendia as mãos para eu tira-lo de lá. Conversei novamente e sai do quarto. 5 minutos depois, eu voltei. Tirei ele do berço, fiz carinho, dei beijinho, conversei e coloquei-o de volta e sai do quarto. Dessa vez, ele chorou menos e, de repente, eu ouvi o silêncio... Com medo de ter acontecido alguma coisa, entrei no quarto. Ele tava quase dormindo, mas me viu e voltou a chorar. Peguei ele de novo... Dessa vez, ele deitou no meu peito e soluçava, soluçava, nem pediu pra mamar. Só ficou deitado, soluçando. Quando eu percebi que ele tava fechando o olho, coloquei-o de volta no berço e sai. Ele chorou menos de um minuto e dormiu às 22:20. Finalmente.

Acordou por volta das 3:30 da manha e pediu pra mamar, eu dei o peito , depois, coloquei-o acordado no berço e voltei a dormir. Ele dormiu sem chorar. Porém, ele teve febre a noite toda. Estou super culpada, com medo de ter sido emocional. Eu levei-o no médico hoje de manha e o pediatra disse que deve ser gripe, porque ele ta com um pouco de catarro, tossindo e espirrando.

Hoje, eu estou sem coragem de fazer isso de novo, mas é necessário, pois ele precisa ver coerência em mim, caso contrário, o choro de ontem terá sido em vão.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O estrago

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Um dia para nunca mais lembrar...

... mas impossível esquecer!

Era um dia normal, meu marido saiu pra trabalhar e eu estava dormindo junto com o Rapha na cama. De repente, eu ouço um barulho e choro. O Rapha tinha caído e estava com o rosto virado para o chão. Eu corri e quando eu virei o rosto dele, ele estava PURO SANGUE. Eu não conseguia ver onde tinha machucado. Só sei que o sangue escorria pelo rosto, corpo, mãos... a fralda estava vermelha. Peguei o Raphael e comecei a gritar: Pelo amor de Deus, alguém me ajuda, alguém me ajuda.. Sai pelo corredor de calcinha pedindo socorro. Ninguém apareceu...

Eu entrei com ele, tentei me acalmar.. Lavei o rosto dele e consegui ver o ferimento. Um corte enorme e fundo no meio da testa. Vesti minha roupa, peguei dinheiro pro táxi, peguei o Rapha sem nada, só de fralda e sai com ele pelo condominio. Um senhor viu o meu desespero e viu o meu filho todo cheio da sangue e me levou pro hospital.

No caminho, o Rapha tava rindo e até pediu para mamar com a testa aberta. Eu dei o peito e ele voltou a conversar. De vez em quando chorava um pouquinho... Cheguei no medico, a moça limpou com meu filho berrando, berrando.. devia ta doendo, tadinho...

Depois, a médica chegou, teve que prender os braços e as pernas como um charutinho, a enfermeira segurou a cabeça dele e deu a anestesia e depois suturou. Foi horrivel.

Voltamos pra casa , ele mamou e dormiu.

Queria nunca ter vivido esse dia. Queria nunca mais lembrar daquela ferida imensa na testa do meu pequeno. Queria nunca ter precisado segurar ele, enquanto ele berrava para a medica suturar. Esse era um choro que eu não queria e não precisava ter ouvido.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O arrependimento

Nunca imaginei que eu fosse dizer isso um dia, mas eu me arrependi de ter amamentado exclusivamente o meu filho. Eu, que sempre fui mega chata com isso, caxias no último, lutei até o último instante para não dar mamadeira e nem nenhum outro tipo de leite pro meu filho, além do LM, me arrependi. A irmã ou o irmão do Raphael vai tomar UMA mamadeira de NAN na hora de dormir. Eu explico o motivo...

Não estou pregando contra a amamentação e tenho plena consciência que a mamadeira atrapalha a amamentação no início. Amo amamentar o meu filho e pretendo continuar amamentando até quando eu achar que devo, pois não há nada mais saudavel e melhor pro meu filho do que o LM. Já me disseram que quando meu filho crescer e eu perceber que ele fica menos doente do que as outras crianças, por causa dos anticorpos passados a ele pelo LM, eu vou ver a recompensa de ter amamentando meu filho exclusivamente e continuar amamentando até a hora que eu achar que devo.

O grande problema é que estou muito preocupada com o fato do Raphael, agora com 8 meses, não aceitar nenhum outro tipo de leite. Por enquanto, não há problema, pois ele ainda tem o meu, mas e depois? Já tentei NAN, NINHO, LEITE DE VACA E ATÉ NESCAU PRONTO. Ele não aceita. Já ofereci DANONINHO, mas ele tb não é muito fã, come meio potinho. Espero que quando ele crescer, essa realidade mude. O outro grande problema, é que, enquanto o Raphael era menor, o LM sustentava praticamente a noite toda. Ele sempre dormiu bem acordando uma vez. Agora, isso não acontece mais e ele chega a acordar três vezes de madrugada pra mamar, o que tem me deixado bem cansada. tudo bem que de dia, ele mama pouco... Três vez por dia, somente quando vai tirar as sonecas, mas, mesmo assim... Ah, ele também não bebe nada diferente de água. Nem suco, nem água de coco... Já isso não me preocupa. A pediatra disse que não tem problema ele não tomar suco, desde que coma a fruta e isso ele faz muito bem. Adora qualquer fruta. Já a comida, não come quase nada. Só gosta de arroz, macarrão e frango. Eu dou outras coisas e sempre coloco legumes e verduras na comida e ele come, 4 colheres no máximo.

A parte boa é que mesmo assim ele é super saudável e continua crescendo e ganhando peso dentro da normalidade, o que me tranquiliza.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O primeiro machucado e a primeira malcriação!

Engraçado o título, né? O que uma coisa tem a ver com a outra? NADA, tirando o fato que aconteceram no mesmo lugar e no mesmo dia.

Segunda -feira, dia 27 de dezembro, teve uma confraternização de natal na casa da "chefa" rs. Eu tinha acabado de chegar e tava tirando a roupa do Rapha porque estava calor. Coloquei-o no braço do sofá (olha que imbecil, só eu mesma. ANTA!) e comecei a tirar o sapato. Nesse momento, a Mema (uma amiga) chegou e falou alguma coisa comigo que, a essa altura, não faço a menor ideia do que era. Quando eu fui responder, me distrai e soltei o Raphael e ele PIMBA no chão. Caiu de boca. Chorou até perder o choro. Peguei ele no colo e entrei em desespero quando vi sangue na boca e sem saber da onde tava vindo, onde tinha machucado. A Fernanda (dona da casa) pegou gelo e foi dando, aos poucos, pra ele chupar, fazendo-o rir, até a gente conseguir descobrir onde tinha cortado. Quando o ssangue estancou, identificamos o corte na parte de dentro do lábio superior. Não foi um corte pequeno, mas também não foi um corte enorme. Tudo resolvido (mais ou menos), voltamos para o nosso divertimento.

O problema todo dessa queda foi o dente. Na terça feira, levei ele ao pediatra. A consulta foi boa. Ele está com 9,5 kg e medindo 71 cm. Tudo ok com meu bebê. Mas a pedi disse pra eu observar o crescimento do dente pois pode ter machucado e eu só vou ver na medida em que o dente for aparecendo. A principio, ela não observou nada de anormal (os dentes ja cresceram quase a metade). Entretanto, hoje, quando ele sorriu, eu vi uma pontinha preta no dente. Fiquei apavorada, porque a pediatra disse que se tiver machucado, ele pode precisar de canal. Imagina? Tadinho do meu filho. E isso por causa de uma irresponsabilidade minha. Não preciso dizer que toda hora levanto o lábio dele para olhar o dente. Ora eu vejo o treco preto, ora não vejo. Vamos aguardar...

Bom, continuando o relato...

Coloquei o Rapha no chão, lá fora no quintal, e sentei ao lado dele. Ele arrancou um pedaço da grama e colocou na boca. O menino é rápido, você pisca e ele apronta. E, nessa fase, ele coloca TUDO na boca e o pior mastiga, seja lá o que for. O rapazinho é levadinho. Come todas as frutas sem ser amassada, com excessão de maça que eu raspo. O resto... morde e mastiga. Eita, como eu dou volta pra contar uma história. Rs Ai... Voltando... Ele colocou a grama na boca e eu, obviamente, abri a boca dele pra tirar a grama lá de dentro. O menino se enfezou. Parecia até gente grande. Gritou e me deu vários tapas. Acredite se quiser. E gritou como se tivesse brigando, reclamando. Uma figura. Eu, claro, deu uma bela de uma bronca que eu acho que ele entendeu o recado direitinho. Olhou pra mim, calou a boca e saiu engatinhando pra outro lado.

Ah esse menino...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quarto compartilhado definitivamente

Minha crise acabou e o berço do Rapha hoje foi para o meu quarto.

Entre dúvidas e certezas, idas e vindas, decidi, enfim, colocar o Rapha no meu quarto. Recebo críticas, recebo apoios, mas o que importa de verdade é que a mãe dele sou eu e só eu e o pai decidimos o que é melhor para o nosso filho. Como já falei muitas vezes, nenhum homem de 18 anos dorme na cama com os pais, então, o que são 3 anos para uma vida inteira? Não me importo. E quanto ao sexo, não existe só a cama para prarticá-lo. Filho é a nossa vida, a nossa extensão, a nossa razão de viver. Qualquer mãe normal faz qualquer coisa pelo filho. Quando a hora certa chegar, ele vai dormir no quartinho dele, na caminha dele e, pretendo, de verdade, fazer isso assim que ele tiver entendendo as coisas. Dessa forma, podemos conversar, negociar e convencer.

Por enquanto, estou perfeitamente em paz com a minha decisão. Só ainda não estou em paz com a dúvida de tirar o peito dele de madrugada. Estou bem indecisa se tiro ou se deixo. Vamos vivendo enquanto isso.
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