É. Parece mentira, mas o nome é FIDELIDADE.
Acho que eu não contei aqui o que aconteceu com relação a data de aniversário do Raphael. Ele nasceu no dia 23 de abril de 2010, uma sexta-feira. No ano seguinte, 2011, seu aniversário vai cair em um sábado. PERFEITO para comemorar seu PRIMEIRO aninho no dia em que ele nasceu. Tudo iria correr bem se a minha irmã não fizesse 18 anos no dia 19 de abril de 2011, uma terça-feira. O sábado seguinte? 23 de abril. Dia da festa da Helena em Angra dos Reis. Quando eu soube disso, fiquei muito triste. Chorei, chorei, chorei. Tive crises com relação a meu pai. Briguei feio com ele e ele comigo. Foi uma briga horrível. Quase fui embora de Angra (cidade onde ele mora que fica a 3 horas de viagem da onde eu moro, capital, Rio de Janeiro) às dez da noite, debaixo de chuva, de ônibus, com mala, carrinho, pacote de fraldas, bebe conforto e com meu filho que tinha 3 meses na época. Aquilo me abalou muito. Oras, dia 23 foi o dia que MEU FILHO nasceu. Se o sábado seguinte é o aniversário dele, ELA que precisava mudar a data. Ele não tem culpa de nada disso. Fiquei bem chateada. Voltei para o Rio decidida a não ceder. Faria o aniversário dele no mesmo dia. Dois aniversários da mesma família em cidades de diferentes. Um de um ano e outro de 18 anos. Dane-se. A certa era eu. Meu filho tinha nascido aquele dia. Ponto final. Estava decidido assim.
Conversei com a minha mãe e ela me aconselhou a não bater de frente com o meu pai. Ele era birrento, não ia ceder e que desde que eles eram casados, era assim e, agora, com 51 anos, não ia mudar. Ela me disse ainda que eu ganharia muito mais se eu cedesse, pois era apenas uma data. Tinha muito mais a ganhar sendo compreensiva com ele do que batendo o pé e arrumando briga não só com ele, mas deixando a família inteira em uma situação complicada. Pensei bem e, com muito custo, abri mão do dia 23. Decidi comemorar o aniversário dele no dia primeiro de maio, o fim de semana seguinte. Liguei pro meu pai e comuniquei a minha decisão. Mas demorou um tempo ainda para eu interiorizar essa atitude. Fiquei magoada. Não liguei pra ele por quase dois meses e nem ele pra mim. Um dia, eu estava na casa da minha avó e ele ligou e descobriu que eu estava lá. Me chamou e disse: “Papai tá vivo heim? Não morri não”. Eu desconversei. Disse que andava muito ocupada. Mas, na verdade, estava magoada.
Levei mais alguns dias para, de fato, me “recuperar”. Decidi no meu coração não criar problemas na família. Afinal de contas, a crente era eu e precisava dar exemplos e mudar minha fama de turrona e briguenta. Decidi vir a Angra (estou aqui agora) essa semana para o aniversário da esposa dele e selar a paz e deixar de lado toda mágoa. E estou em paz, vim em paz.
Diante da minha atitude de humildade (sim, humildade e não sou soberba por reconhecer isso), Deus mudou a minha sorte. Recebi uma benção financeira e vou poder realizar a festa do meu filho numa casa de festas, como eu sempre sonhei e desejei. Uma parte da benção chegou ontem e a outra parte hoje. Eu não vou gastar com a festa do meu filho. E ainda vou poder fazer no lugar que eu desejei, que eu sonhei, que eu almejei. Estou muito feliz e grata ao Senhor por sua fidelidade, seu amor, sua misericórdia.
Fica a lição. Ceder e ser humilde são sempre as melhores opções. Obrigada, Jesus. Você é fiel, sempre fiel.
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