terça-feira, 23 de novembro de 2010

Acho que eu me enganei


Eu sempre estranhei o fato do meu filho ser calmo. Afinal de contas, filho da Débora Branquinho não pode ser calmo. (Quem me conheceu há um tempo sabe, exatamente, o que eu estou dizendo. Quem me conheceu agora, nem tanto.) Enfim, o Raphael nunca me deu trabalho. Dá trabalho como toda criança, mas nunca me AQUELE trabalho. Nunca foi chorão. Só chora quando está com sono. Sempre ficou no berço, no carrinho, na cadeirinha do carro, sempre foi risonho, simpático, nunca estranhou ninguém. Era quase um anjo. Rsrs O que é muito curioso simplesmente pelo fato de ser MEU filho. Não tão curioso por ser filho do meu marido. Já que ele é o meu aposto. Logo, por esse motivo, eu achei que ele tivesse saído com a personalidade do Renard. Acho que eu me enganei. Tenho a leve sensação de que ele não vai ser fácil.

A primeira manifestação de que ele não era tão calmo assim foi a intensidade do seu choro. Ele demora a chorar, mas quando chora parece que o mundo está acabando. Muitas pessoas já ficaram assustadas com a altura e a força da sua voz quando quer alguma coisa. Eu ficava nervosa no primeiro mês. O menino chorava tão alto que eu achei que ele tivesse com cólica. Tentava de TUDO, mas nada adiantava. Como já mencionei no post "A saga do conhecimento", o Rapha chorava de sono. Nunca imaginei que uma criança fizesse um escândalo daquele tamanho para dormir.

Depois, o Rapha começou a se mostrar bem pirracento. Você pode achar que ele é muito novo para isso, mas não é. Eu demorei para perceber que era pirraça. Nunca deixei meu filho chorando, não acho certo e é a minha forma de educa-lo, sim educa-lo. Para mim, educar é dar carinho e conforto quando o bebê pede e, apesar de suas crises de birra, ele é só um bebê e não sabe se comunicar de outra forma que não o choro. Depois que ele começar a entender, conversar é outra história. Por enquanto, ele é só um bebê. Já falei sobre isso em "Pego no colo ou deixo chorar?". Mas, voltando ao assunto da birra, eu demorei a perceber que aquele choro era birra. Pois bem, certo dia, ele estava me pedindo colo e eu estava terminando de pentear o cabelo. Ele estava no colo da minha mãe. Fui conversando, aos poucos, com ele. Expliquei que eu estava penteando o cabelo e que a mamãe já ia pega-lo. Quando eu terminei de falar e virei as costas pra ir ao espelho, o menino começou a berrar, berrar, bater as pernas, os braços... Não saia uma lágrima. Mas berrava demais. Quando eu terminei de me arrumar e pentear o cabelo, o peguei. No mesmo instante, ele calou a boca e começou a rir. Foi ai que eu vi o quanto ele era birrento e pirracento e comecei a identificar essas crises e a tentar controla-las. Por exemplo: hoje, indo para o pediatra, ele começou a fazer exatamente a mesma coisa na cadeirinha do carro, eu esperei para ver se ele ia parar de chorar. Não parou. Eu o peguei, beijei, acalmei e coloquei-o novamente na cadeirinha. E ele foi, tranquilo.

Por último (que eu tenha percebido), ele é muito ativo, muito esperto e bem atento, além disso, quer participar de tudo e observa todo mundo. A pediatra disse que é bem incomum uma criança na idade dele já engatinhar. Acontece de o bebê sair do lugar, se arrastar, barrigar e tal, mas engatinhar é bem difícil. E o meu Rapha já engatinha faz mais de 20 dias. Isso também lembra a mãe. Ele também não para um minuto. Seja tomando banho, trocando fralda, comendo, dormindo, até dormindo ele se mexe o tempo inteiro. Enfim,
quase uma mini Branquinho
. Claro que sem características que foram muito prejudiciais, mas meu temperamento extrovertido poderia ser uma qualidade desde o início se não fossem muitos fatos que prejudicaram meu desenvolvimento psicologicamente saudável. Mas, isso não vem ao caso.

Mas fico feliz que meu filho seja ativo e tenha muito vigor. Sabendo educar, amar e colocar limites, não tem problema.

Olha que cara de quietinho. rs

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