quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O primeiro machucado e a primeira malcriação!

Engraçado o título, né? O que uma coisa tem a ver com a outra? NADA, tirando o fato que aconteceram no mesmo lugar e no mesmo dia.

Segunda -feira, dia 27 de dezembro, teve uma confraternização de natal na casa da "chefa" rs. Eu tinha acabado de chegar e tava tirando a roupa do Rapha porque estava calor. Coloquei-o no braço do sofá (olha que imbecil, só eu mesma. ANTA!) e comecei a tirar o sapato. Nesse momento, a Mema (uma amiga) chegou e falou alguma coisa comigo que, a essa altura, não faço a menor ideia do que era. Quando eu fui responder, me distrai e soltei o Raphael e ele PIMBA no chão. Caiu de boca. Chorou até perder o choro. Peguei ele no colo e entrei em desespero quando vi sangue na boca e sem saber da onde tava vindo, onde tinha machucado. A Fernanda (dona da casa) pegou gelo e foi dando, aos poucos, pra ele chupar, fazendo-o rir, até a gente conseguir descobrir onde tinha cortado. Quando o ssangue estancou, identificamos o corte na parte de dentro do lábio superior. Não foi um corte pequeno, mas também não foi um corte enorme. Tudo resolvido (mais ou menos), voltamos para o nosso divertimento.

O problema todo dessa queda foi o dente. Na terça feira, levei ele ao pediatra. A consulta foi boa. Ele está com 9,5 kg e medindo 71 cm. Tudo ok com meu bebê. Mas a pedi disse pra eu observar o crescimento do dente pois pode ter machucado e eu só vou ver na medida em que o dente for aparecendo. A principio, ela não observou nada de anormal (os dentes ja cresceram quase a metade). Entretanto, hoje, quando ele sorriu, eu vi uma pontinha preta no dente. Fiquei apavorada, porque a pediatra disse que se tiver machucado, ele pode precisar de canal. Imagina? Tadinho do meu filho. E isso por causa de uma irresponsabilidade minha. Não preciso dizer que toda hora levanto o lábio dele para olhar o dente. Ora eu vejo o treco preto, ora não vejo. Vamos aguardar...

Bom, continuando o relato...

Coloquei o Rapha no chão, lá fora no quintal, e sentei ao lado dele. Ele arrancou um pedaço da grama e colocou na boca. O menino é rápido, você pisca e ele apronta. E, nessa fase, ele coloca TUDO na boca e o pior mastiga, seja lá o que for. O rapazinho é levadinho. Come todas as frutas sem ser amassada, com excessão de maça que eu raspo. O resto... morde e mastiga. Eita, como eu dou volta pra contar uma história. Rs Ai... Voltando... Ele colocou a grama na boca e eu, obviamente, abri a boca dele pra tirar a grama lá de dentro. O menino se enfezou. Parecia até gente grande. Gritou e me deu vários tapas. Acredite se quiser. E gritou como se tivesse brigando, reclamando. Uma figura. Eu, claro, deu uma bela de uma bronca que eu acho que ele entendeu o recado direitinho. Olhou pra mim, calou a boca e saiu engatinhando pra outro lado.

Ah esse menino...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quarto compartilhado definitivamente

Minha crise acabou e o berço do Rapha hoje foi para o meu quarto.

Entre dúvidas e certezas, idas e vindas, decidi, enfim, colocar o Rapha no meu quarto. Recebo críticas, recebo apoios, mas o que importa de verdade é que a mãe dele sou eu e só eu e o pai decidimos o que é melhor para o nosso filho. Como já falei muitas vezes, nenhum homem de 18 anos dorme na cama com os pais, então, o que são 3 anos para uma vida inteira? Não me importo. E quanto ao sexo, não existe só a cama para prarticá-lo. Filho é a nossa vida, a nossa extensão, a nossa razão de viver. Qualquer mãe normal faz qualquer coisa pelo filho. Quando a hora certa chegar, ele vai dormir no quartinho dele, na caminha dele e, pretendo, de verdade, fazer isso assim que ele tiver entendendo as coisas. Dessa forma, podemos conversar, negociar e convencer.

Por enquanto, estou perfeitamente em paz com a minha decisão. Só ainda não estou em paz com a dúvida de tirar o peito dele de madrugada. Estou bem indecisa se tiro ou se deixo. Vamos vivendo enquanto isso.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Fotos do Natal








MEU PRIMEIRO NATAL

Olá, gente!
Tudo bom com vocês?
Eu to demorando a postar porque estou viajando e fico pouco no computador. Meu bebê está curtindo muito. Vai a praia todos os dias, piscina, fica o dia inteiro de fralda... Uma delícia... Ta dormindo muito tb, sterceiro dia seguido que ele acorda as 11 da manha. Vê se isso é hora de um bebê de 8 meses acordar? rs A mãe agradece...

O primeiro natal do Rapha foi legal. Passou com o vovó, os dois tios, a bisa, papai, mamãe e amigos. A duas avós , o outro vovó e a outea bisa ficaram no Rio.

Na hora da ceia, ele ficou acordado, orou com a gente, mas naão aguentou abrir os presentes, dormiu antes. Ganhou 4 conjuntos de short e blusa, um conjunto de calça jeans e blusa de roupas, um sapato e dois brinquedos.  O brinquedo que papai e mamãe deu fez o maior sucesso. Ele adorou. Depois eu posto as fotos dele brincando porque agora ele ta dormindo um soninho.

Mudando um pouco de assunto, essa viagem ta sendo uma maravilha em relação à alimentação. Ele começou a comer bem de uma hora pra outra. Está batendo um pratão, comendo várias frutas por dia. Estou adorando isso. Aqui, ele comeu coisas novas: kiwi, ameixa vermelha, acerola, pessego e uva. Adorou tudo. Acho que o Rapha não vai gostar muito de coisa doce. Fiz um pratinho de banana amassada com geleia de mocotó e ele não gostou. Comeu metade do prato. Sem geleia, ele come duas bananas. Melhor assim.

Bom, depois eu posto as fotos do natal e da viagem. Não tirei muitas, mas tem algumas...

AH, nasceu mais um dentinho. Agora são 6 no total. 4 em cima e dois embaixo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

8 meses

Só pra deixar registrado que mwu bebê faz oito meses hoje... Não estou bem pra escrever muito coisa.

PARABÉNS, MEU FILHO!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Oficialmente "mamãe"

Acho que o som mais delicioso de se ouvir, depois daquele primeiro chorinho, tão emocionante, é o "mama". Eu confesso que não estava muito ansiosa para isso acontecer, mas toda mãe se emociona ao ouvir pela primeira vez "mama".

Hoje, eu não me emocionei tanto quanto da primeira vez. É, essa não foi a primeira vez, mas eu considero como.  Vou explicar...

A primeira vez que o Rapha falou "mama", ele ainda não tinha feito seis meses. Foi de madrugada, quando ele acordou pra mamar. Eu tirei ele do berço, ele olhou pra mim e disse "mama". Eu não divulguei porque não queria ser tachada de doida, pois era cedo. Mas para um bebe que senta com 4 meses, engatinha com 6, com 7 já  se levanta sozinho em todos os moveis da sala, falar mamãe cedo não seria muito dificil. Sabe quando estamos grávidas e neném mexe a primeira vez e depois demora dias para mexer de novo? Ai depois começa a mexer só a noite ou só pela manhã? Em seguida, conforme as semanas vão passando, essas mexidas são cada vez mais frequentes? É mais ou menos assim que acontece com o "mama".  Enfim, ele falou essa vez e não falou mais por alguns dias, não sei precisar quantos. Depois, começou a falar "mama" somente quando chorava.

No dia 12 de dezembro, ele falou "MAMÃE", certinho. Foi lindo. Mas, eu considero HOJE, como o dia oficial do "mama", porque ele me chamou sem chorar. Ficou o dia todo indo atrás de mim e me chamando. Saiu do colo da minha avó, estendendo os braços para mim e falando a palavra mais deliciosa de se ouvir. Tão lindo, tão gostoso, tão suave, tão emocionante...

Só pra constar: 7 meses e 23 dias.

Três de uma vez? Tadinho...

Tadinho do meu pequeno... Depois do sofrimento com os dois dentinhos inferiores, agora surgem três dentes superiores de uma única vez.

Eu ja tinha visto uma pontinha branca no lugar do incisivo lateral superior, mas fiquei pensando: o lateral vai nascer primeiro que o central (dentes do meio)? Meu filho vai ficar igual um vampirinho. Mas não é que eu enxerguei certo? Realmente estão nascendo os dois laterais, um de cada lado e UM central. Ou seja, vai ficar um buraco no lugar do outro incisivo... hahahaha Deve ficar engraçado.

Vou esperar crescer para bater fotos. Por enquanto, só o direito rasgou a gengiva, os outros estão rompendo ainda. E pra variar, nessa fase, eu não durmo. Ela acorda quase que de duas em duas horas chorando. Deve doer, tadinho.


sábado, 11 de dezembro de 2010

NAN não, mamãe! NAN não.

Ele ainda não fala, mas suas atitudes querem dizer exatamente isso.

Bom, meu filho está com 7 meses e meio e ainda não dorme a noite toda. Na maioria das vezes, ele acorda uma vez. Às vezes, acorda duas. Enfim, fui colhendo opiniões de pessoas queridas, da pediatra, de outras mães e grande parte delas me disse que meu filho acorda porque está com fome. Como ele já está grande, o LM não sustenta a noite toda e o ideal seria oferecer um LA para ele conseguir dormir sem acordar.
Comprei o NAM e comecei minha saga...

Primeiro dia: Ofereci o Nan puro , meia noite. Ele berrou até não poder mais. Não quis.

Segundo dia: Ofereci o Nan como mingau de maizena, meia noite. Não quis.

Terceiro dia: Ofereci o Nan com mamão, antes de dormir, as oito. Não quis.

Quarto dia: Ofereci o Nan no prato com farinha lactea de manhã. Cuspiu tudo.

Quinto dia: Ofereci o Nan com Mucilon de arroz na colher no lugar da janta. Não quis.

A partir dai, tentei mais uns três dias com Mucilon, sem sucesso.

Quinta feira, 9 de dezembro, fui a um casamento e deixei ele com a minha mãe junto com o Nan e o Mucilon. Ele jantou as sete. Depois não comeu mais nada até eu chegar, à  meia noite. Rejeitou novamente o Nan.

Desisti... Vai ficar no leitinho da mamãe mesmo. Na próxima consulta, vou perguntar de posso dar o Ninho que deve ser mais saboroso.

Alguém quer uma lata de Nan novinha? rsrsrsrsrsrs

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A importância da rotina


Não imaginava, antes de ser mãe, que seguir uma rotina fazia tanta diferença no bem estar do bebê. Sempre me diziam que bebê precisa de rotina e eu nunca acreditei nessa NECESSIDADE. Eu nunca tive rotina. Mas, conforma já mencionei no post "E a tal rotina?", com uns três meses, o próprio Rapha colocou uma rotina pra vida dele e eu percebi e fui seguindo. Ele dormia super bem e mais ou menos no mesmo horário. Quando era mais novinho, dormia as 18, 18:30, 19 horas estourando, mas era raro, normalmente entre 18 e 18:30 mesmo. Eu achava muito cedo, mas não conseguia segurá-lo acordado mais tarde que isso. Conforme ele foi crescendo, com 5, 6 meses, ele passou a dormir às 20, 20:30hs, até que... Eu e meu marido tivemos um casamento para ir, no dia 14 de novembro, saímos desse casamento as 2 da manha e o Raphael foi dormir as 5 e acordou uma da tarde. Depois desse dia, minhas noites nunca mais foram as mesmas. Raphael passou a dormir mega tarde, meia noite, uma e meia da manhã e eu não estava acostumada. Como se não bastasse dormir tarde, ele acordava 5, 6 vezes durante a madrugada e eu estava ficando muito cansada e estressada. Fiquei procurando entender porque meu filho tava dormindo tão mal, se ele sempre dormiu tão bem, tirando os períodos de pico de crescimento. Finalmente, percebi que o problema do Rapha era a rotina. Em 3 dias que eu arrumei os horários dele, ele voltou a dormir bem. Graças a Deus.

Ele acorda entre 7 e 9 horas. Mama o peitinho, tira uma soneca uma hora, duas horas depois que acordou. Acorda na hora do almoço, come. Entre duas e três horas, come alguma papinha de frutas e dorme de novo, acorda por volta das 17 e janta. E dorme mamando por volta as 20, 21hs. Eu estou tentando inserir uma mamadeira ou um mingau antes de dormir, mas ele não aceita. A pediatra disse que é por causa do bico da mamadeira que ele não gosta, porque até água e suco ele bebe no copo. Hoje, eu vou tentar numa mamadeira com bico de colher que eu tenho aqui em casa. Vamos ver... Depois que ele dorme, ele acorda as 23 e depois as 5 pra mamar.

Por tudo isso, eu afirmo, se você tem dificuldade com o sono do seu filho, provavelmente, precisa ajustar a rotina.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O medo de errar


Acho que esse é um medo presente em todas que são mães e que amam os seus filhos. Hoje, eu vejo que minha mãe errou querendo acertar, como eu posso também errar com meu filho, mas com um intenso desejo de fazer a coisa certa, de educa-lo da melhor forma, de dar o máximo de carinho. Mas há um mês ando em constantes crises. Até meu filho completar 6 meses, eu fiz o que meu instinto materno dizia que era certo. Até meu filho completar 6 meses, eu o criei à minha maneira, ao meu jeito. Porém, conforme nossos filhos vão crescendo, crescem junto com eles os pitacos de pessoas de fora, os conselhos de "gente mais experiente", as opiniões de pessoas que se sentem no direito de se meter na educação do seu filho. Tudo isso, aliado à insegurança que toda mãe sente em relação a educação do seu filho, gera uma grande confusão. Pelo menos, em mim tem gerado.

Pois bem. Como já contei anteriormente, no post "Cortando um dobrado", o Rapha tem dormido no meu quarto, entretanto fora da minha cama. Comprei um cercado, e ele dorme nesse cercado. A minha primeira crise foi essa: "É certo o bebê dormir no quarto dos pais?" Sempre tive bem claro que não. Mas não tive escolha e não tive mesmo. Eu poderia perder várias noites de sono e acostuma-lo novamente no seu bercinho, no seu quartinho. Mas, o verão está ai e eu não vou deixar meu pequeno dormindo no calor e, no momento, não há condições de comprar um novo ar condicionado e nem de pagar a conta de luz de dois aparelhos ligados a noite toda. Logo, a solução foi deixa-lo no meu quarto. E a minha crise passou, estou em paz. Da mesma forma que o meu desespero entre o Dedo e a chupeta foi em vão, uma vez que o Rapha largou o dedo menos de um mês depois de ter pegado, não vou me preocupar com isso antes da hora. Até porque, você já viu um marmanjo de 12 anos dormindo na cama dos pais? Eu nunca vi. Logo, me deixa curtir meu filho enquanto ele é só um bebê. Passa tão rápido. Parece que meu parto foi ontem e ele já tem 7 meses.

Logo depois dessa crise, estou vivendo outra, nesse exato momento. Desmamo ou não o meu filho de madrugada? Algumas pessoas me dizem que ele já esta grande pra acordar de madrugada pra mamar, outras dizem que ele é novinho ainda. Enfim, e eu fico sem saber o que fazer. Confesso que é tentadora a ideia de voltar a dormir a noite toda, mas também não quero me precipitar em me preocupar com algo que pode se resolver naturalmente na medida em que meu filho cresce. Afinal de contas, Raphael não vai mamar com dez anos de idade. (sendo exagerada, pois ele vai deixar de mamar BEM antes disso) O que são 7 meses quando falamos de longos anos ao lado dele?

Eu tentei, na noite passada, desmama-lo na madrugada. Foi um sofrimento. Para mim e para ele. Foram longas duas horas de choro intenso, até que ele se cansou e dormiu. Agora me diz, tem necessidade de deixa-lo chorar tanto tempo só porque ele mamar? Só porque ele quer carinho e conforto, mesmo que não esteja com fome? Pra que adiantar as coisas ? "Seu filho vai te dominar". Não, não acredito nisso, de verdade. Meu filho, seu filho, é seu amigo ou seu inimigo? Estou lendo um livro muito interessante de um pediatra espanhol :"Bésame mucho – Como criar seu filho com amor" Ele diz que existem duas teorias entre os profissionais de hoje: As crianças boas e as crianças más. Vou colocar um trecho.

"Todavia, e deixando de lado os méritos próprios de cada criança, muitas pessoas (pais, psicólogos, professores, pediatras e o público em geral) têm uma opinião predeterminada e geral sobre a bondade e a maldade das crianças. São «anjos» ou «pequenos tiranos»; choram porque sofrem ou porque troçam de nós; são criaturas inocentes ou «têm a escola toda»; têm necessidade de nós ou manipulam-nos. Deste conceito prévio depende se vemos os nossos próprios filhos como amigos ou inimigos. Para algumas pessoas, as crianças são ternas, frágeis, desprotegidas, carinhosas, inocentes e necessitam da nossa atenção e dos nossos cuidados para se converterem em adultos agradáveis. Para outros, as crianças são egoístas, más, hostis, cruéis, calculistas, manipuladoras e só se lhes dobrarmos a vontade logo de início e lhes impusermos uma disciplina rígida as poderemos afastar do vício e convertê-Ias em adultos capazes. Estas duas visões antagónicas da infância impregnam há séculos a nossa cultura."
E por último, quero colocar um trecho desse mesmo livro, que fala do instinto de cada mãe em criar seus filhos.


 "Como deve a coelha criar os coelhinhos? Existe uma maneira muito fácil de o averiguar: vamos ao campo e observamos qualquer coelha. Todas o fazem perfeitamente, da melhor forma que lhes permitem os seus genes e o meio ambiente em que se encontram. Não necessitam de ler qualquer manual de instruções; ninguém lhes explica o que devem fazer. Uma coelha que viva em cativeiro também cuidará das crias perfeitamente, o melhor que lhe permita a situação precária na qual se encontra. Todo o seu comportamento maternal está controlado pelos genes. (...)E as pessoas? Qual é a maneira normal de criar um bebé humano? Apenas temos de observar algumas mães que vivem em liberdade. É este o problema, porque já não existem seres humanos que vivam «em liberdade», isto é, guiando-se unicamente pelos seus instintos e necessidades biológicas. Todos nós vivemos «em cativeiro», isto é, em ambientes artificiais e no seio de grupos humanos com normas culturais. (...)muitas mães actuais parecem ter perdido a capacidade de criar os filhos seguindo os seus próprios instintos. Duvidam, têm medo, consultam livros, perguntam a especialistas... lnclusivamente, sentem-se culpadas quando, anos depois, outro livro ou outro especialista lhes diz o contrário.
PORTANTO, O MEU RECADO É: SIGAM SEUS INSTINTOS. A MÃE, SÓ A MÃE, SABE O QUE É MELHOR PRO SEU FILHO.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Curva

Como é de praxe, desde que criei o blog, todos os meses, depois da consulta com a pediatra, eu coloco a curva de crescimento do meu bebê aqui.

Rapha está pesando 9,230 kg. Ele engordou bem pouco esse mes. Só 230 gramas. Fiquei preocupada, mas a pediatra disse que ele está ótimo, super saudável e que o pouco ganho de peso é devido a adaptação à alimentação. Não sei mais o que eu faço para esse menino comer. Ele come tão pouco. Só aceita bem as frutas. Nem a farinha láctea, que toda criança gosta, ele quis comer.

Ontem ele almoçou e jantou sopa de ervilha. Hoje eu vou fazer uma macarrão com feijão e gema de ovo. Vamos ver se ele gosta.

Curva da altura
Curva do peso

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Acho que eu me enganei


Eu sempre estranhei o fato do meu filho ser calmo. Afinal de contas, filho da Débora Branquinho não pode ser calmo. (Quem me conheceu há um tempo sabe, exatamente, o que eu estou dizendo. Quem me conheceu agora, nem tanto.) Enfim, o Raphael nunca me deu trabalho. Dá trabalho como toda criança, mas nunca me AQUELE trabalho. Nunca foi chorão. Só chora quando está com sono. Sempre ficou no berço, no carrinho, na cadeirinha do carro, sempre foi risonho, simpático, nunca estranhou ninguém. Era quase um anjo. Rsrs O que é muito curioso simplesmente pelo fato de ser MEU filho. Não tão curioso por ser filho do meu marido. Já que ele é o meu aposto. Logo, por esse motivo, eu achei que ele tivesse saído com a personalidade do Renard. Acho que eu me enganei. Tenho a leve sensação de que ele não vai ser fácil.

A primeira manifestação de que ele não era tão calmo assim foi a intensidade do seu choro. Ele demora a chorar, mas quando chora parece que o mundo está acabando. Muitas pessoas já ficaram assustadas com a altura e a força da sua voz quando quer alguma coisa. Eu ficava nervosa no primeiro mês. O menino chorava tão alto que eu achei que ele tivesse com cólica. Tentava de TUDO, mas nada adiantava. Como já mencionei no post "A saga do conhecimento", o Rapha chorava de sono. Nunca imaginei que uma criança fizesse um escândalo daquele tamanho para dormir.

Depois, o Rapha começou a se mostrar bem pirracento. Você pode achar que ele é muito novo para isso, mas não é. Eu demorei para perceber que era pirraça. Nunca deixei meu filho chorando, não acho certo e é a minha forma de educa-lo, sim educa-lo. Para mim, educar é dar carinho e conforto quando o bebê pede e, apesar de suas crises de birra, ele é só um bebê e não sabe se comunicar de outra forma que não o choro. Depois que ele começar a entender, conversar é outra história. Por enquanto, ele é só um bebê. Já falei sobre isso em "Pego no colo ou deixo chorar?". Mas, voltando ao assunto da birra, eu demorei a perceber que aquele choro era birra. Pois bem, certo dia, ele estava me pedindo colo e eu estava terminando de pentear o cabelo. Ele estava no colo da minha mãe. Fui conversando, aos poucos, com ele. Expliquei que eu estava penteando o cabelo e que a mamãe já ia pega-lo. Quando eu terminei de falar e virei as costas pra ir ao espelho, o menino começou a berrar, berrar, bater as pernas, os braços... Não saia uma lágrima. Mas berrava demais. Quando eu terminei de me arrumar e pentear o cabelo, o peguei. No mesmo instante, ele calou a boca e começou a rir. Foi ai que eu vi o quanto ele era birrento e pirracento e comecei a identificar essas crises e a tentar controla-las. Por exemplo: hoje, indo para o pediatra, ele começou a fazer exatamente a mesma coisa na cadeirinha do carro, eu esperei para ver se ele ia parar de chorar. Não parou. Eu o peguei, beijei, acalmei e coloquei-o novamente na cadeirinha. E ele foi, tranquilo.

Por último (que eu tenha percebido), ele é muito ativo, muito esperto e bem atento, além disso, quer participar de tudo e observa todo mundo. A pediatra disse que é bem incomum uma criança na idade dele já engatinhar. Acontece de o bebê sair do lugar, se arrastar, barrigar e tal, mas engatinhar é bem difícil. E o meu Rapha já engatinha faz mais de 20 dias. Isso também lembra a mãe. Ele também não para um minuto. Seja tomando banho, trocando fralda, comendo, dormindo, até dormindo ele se mexe o tempo inteiro. Enfim,
quase uma mini Branquinho
. Claro que sem características que foram muito prejudiciais, mas meu temperamento extrovertido poderia ser uma qualidade desde o início se não fossem muitos fatos que prejudicaram meu desenvolvimento psicologicamente saudável. Mas, isso não vem ao caso.

Mas fico feliz que meu filho seja ativo e tenha muito vigor. Sabendo educar, amar e colocar limites, não tem problema.

Olha que cara de quietinho. rs

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Meu menino prodígio

Terça feira meu bebê faz sete meses, mas já faz coisas que, normalmente, as crianças começam a aprender com 8. Lindo, muito esperto, simpático, calmo, o  Rapha é meu orgulho, meu tesouro, minha vida.

Meu filho já engatinha desde os 6 meses e 5 dias, aproximadamente. Já fica em pé segurando nas coisas e consegue levantar sozinho na grade do berço. É uma graça. Só não falou papai ainda e mamãe ele começou a falar, mas já tem um tempo que eu não ouço. Acho que esqueceu. rsrsrs
Hoje, eu consegui fazer um vídeo dele engatinhando. Ele não é irresistível?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Aventuras na praia

Ontem, segunda-feira, 8 de novembro, levantei bem cedo e vi que ia fazer aquele sol. Acordei o Renard e propus uma ida a praia. Primeira vez que o Rapha ia brincar na areia e se molhar na água salgada.
Como meu filho é muito branco, quase transparente, e o sol estava muito forte, fiquei meio receosa. Fui mesmo assim, afinal já faz quase um ano que o último verão foi embora (rsrsrsrs).

Bom, começa a arrumação das coisas... Aquela panafernalha. Piscina, brinquedo, roupa, boné, protetor... Primeira vez que a gente leva um bebê na praia, nem sabíamos o que carregar. rs Esqueci a toalha. Nunca levei toalha para mim, sempre me sequei ao "ar livre". Nem lembrei que a criança ia sair da água e morrer de frio. Tadinho do meu filho.

No caminho, passamos no mercado para comprar a fralda de piscina, que, por sinal, é ótima. Adorei. Depois, enchi o menino de protetor, passei até nos dedos do pé. (Esqueci das orelhas, de noite a orelha do bichinho pegava fogo, que maldade).

Chegamos. Desce todo mundo.. piscina, bolsa, canga, Raphael, balde, brinquedo... Foi engraçado. Enchemos a piscininha dele e "jogamos" ele lá dentro. Você acha que ele queria ficar? Queria nada. A sensação da parada era areia. Comeu várias vezes, mesmo eu com 10 olhos em cima dele. O garoto é esperto. Fingia que tava só brincando e abaixava a cabeça, na minha primeira distração, enfiava a mão na boca. Ai ai ai... Depois de brincar bastanta na água (e na areia. rs), mamou e dormiu. Como eu NÃO havia previsto, ele saiu da água morrendo de frio, batendo o queixo. Enrolei-o na canga, enquanto mamava. Depois que dormiu, o cobri com a camisa do pai. Mesmo na sombra e enrolado na camisa, o pedacinho das costas que ficou de fora enquanto ele dormia, ficou vermelho a noite. Isso ele né? Porque a dondoca aqui está mais vermelha que um pimentão. Passei tanto protetor no menino e esqueci de mim. Vou postar a foto para vocês verem o estado da criança.(A criança nessa caso, sou eu.)

Depois que ele acordou, brincou mais um pouco. Saímos da praia e fomos pra casa. Certo? Errado. Tiramos a água de sal no chuveiro, trocamos a roupa e fomos para o shopping. Chegamos em casa quase 8 da noite. Mortos de cansados. rsrsrs






domingo, 7 de novembro de 2010

Mais um passo

Olá, pessoal!

Quem é mãe sabe o quanto nos alegra cada coisa nova que o nosso bebê consegue fazer. Acompanhar o desenvolvimentó é algo fantástico e sem preço.
Hoje, com 6 meses e 15 dias, o Rapha aprendeu a se levantar sozinho e ficar em pé. Lindo.  Cada dia mais esperto, mais levado, mais ativo e mais delicioso.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Cortando um dobrado

Olá, pessoal!

Como eu mencionei no post Cama compartilhada, eu sempre tive bem clara a necessidade de manter meu filho no quarto dele, no berço dele. Tomei isso como meta desde a gravidez. E cumpri. O dia que meu bebê completou 30 dias, ele "ganhou" o quartinho dele. E, até o início de outubro, não tive problemas. Mas agora, estou tendo e não sei como resolver. Se alguém souber, por favor, me ajude. rs

O Rapha ja dormiu algumas vezes comigo na cama e isso nunca atrapalhou sua adaptação no quarto dele. Sempre quando existia a necessidade, como uma reação a vacina, gripe, muito calor (o quarto dele não tem ar), ele dormia comigo. No dia seguinte, ele voltava para o berço e a vida seguia.

No início de outubro, nós viajamos para Região dos Lagos. Lá, o Raphael dormiu 5 noites comigo na cama. Não tinha outro jeito. Agora, já comprei um berço/cercado para essas ocasiões. Enfim, a gente já tinha ido para lá outra vez, ele dormiu comigo, e, na volta, dormiu no seu quarto sem crises. Dessa vez, foi diferente. Quando retornamos, Raphael não ficou no berço de jeito nenhum. Nem mamar no quarto dele, ele quis. Se acostumou a mamar deitado, comigo vendo TV, na minha cama. Ferrou-se tudo. Dei mama para ele na minha cama, quando ele dormiu, coloquei-o no berço. Ele acordou algumas muitas vezes, umas 6, talvez. Eu levantava, dava peito e ele adormecia de novo. No outro dia, eu estava cansada.

O dia seguinte, foi a mesma luta, com uma diferença, quando eu tirava ele da cama pra leva-lo pro berço, ele acordava. Levei quase duas horas para conseguir fazer esse transporte. rs Consegui, mas a madrugada não foi das melhores. Eu estava no caminho, sendo que dois dias depois viajamos de novo. Fomos para a casa do meu pai em Angra, conforme contei no post A Fidelidade de Deus me constrange.  Lá, aconteceu a mesma coisa, ele dormiu na cama comigo. Danou-se, né? Ficamos quase uma semana.

Desde que eu voltei, o Raphael não dorme no berço. E o pior, está calor e eu não tenho coragem de coloca-lo lá, enquanto eu e o Renard dormimos no fresquinho. Maldade. Ainda tem a minha garganta, que está muito inflamada, eu tive febre, dor de cabeça, enjoo e estava inviável ficar levantando de uma hora e meia em uma hora e meia para atender seu choro, porque estava sozinho. Você me pergunta: E o pai? Ele levantava, mas o Raphael só parava de chorar quando me via. (Será inicio da angustia da separação?) Dai, eu preferia levantar, porque de madrugada, o choro escandaloso do guri pode incomodar os vizinhos. Enfim, ele tem dormido num colchão, no chão, ao lado da minha cama, enquanto o cercadinho dele não chega. Mas eu queria muito que ele voltasse pro seu quartinho. Estava tão bem lá. Tudo bem que ele não incomoda em nada. Mas e quando ele começar a entender? Eu vou namorar como? Conversar com meu marido como? O Renard não se importa, por ele, o Raphael se instala lá e fica. Mas eu não concordo com isso não.

Alguém tem uma solução para o meu problema? rsrsrs

sábado, 30 de outubro de 2010

Miguel precisa de ajuda



Por favor, divulgue esse vídeo!

UPDATE: A mãe já deu entrada no leite que custa R$1.400,00, mas o Miguelzinho não se adaptou a esse leite. Então, mesmo que o Ministério Público conceda o benefício, ela não vai poder usar esse leite.
Miguel está usando outro leite agora, que é o UCD, mas a mãe ainda não solicitou ao MP pq primeiro tem que ver se o Miguel se adapta, pra não fazer como o outro: pediu e não vai poder usar.
Então, na verdade, ela não está precisando de advogado, no momento, pra resolver a questão do leite. Mas sim de advogado pra, quem sabe, conseguir uma vaga num grande hospital de SP ou mesmo de pessoas que conheçam médicos desses grandes centro. Eles também de dinheiro pra se pra os exames. Eu acredito que ela com dinheiro na mão, já pode viajar pra SP, pagar hospedagem e se consultar (as consultas são caras) com especialistas no assunto, enquanto não sai a internação do Miguel.
O HOSPITAL QUE ELA TEM QUE INTERNAR E TRATAR O MIGUEL CHAMA IGEIM- QUE SO CUIDA DE CRIANÇAS COM ERRO INATO DO METABOLISMO-, SO QUE PRA ELA IR PRA ESTE HOSPITAL ELA ESTA DEPENDENDO DO RELATORIO MEDICO DO CASO DO MIGUEL, EXPLICANDO TUDO, DEPOIS QUE ELA TIVER ISSO EM MAOS, SERÁ UM PULO PRA ELA VIM PRA SAMPA CUIDAR DELE, COM ESSE POSSIVEL TOPICO DE AJUDA, PODEMOS COMPRAR A PASSAGEM DELA, E PAGAR AS DeSPESAS, ASSIM COMO OS EXAMES DELE QUE O CONVENIO FEZ QUESTAO DE NAO REEMBOLSAR. (Fonte: amigas da mãe do miguel, via orkut)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Raphael dando gargalhada

O primeiro dentinho e ... a primeira mordida




Não é brinquedo não. A parada doi de verdade. Como toda mãe, pensei que meu filho fosse ser um anjinho e não me morderia. rs Doce ilusão.. Ele não só morde como puxa. Acho que pensa que o bico do meu peito é chiclete.

Quando eu vi o primeiro dentinho apontar, ele não mordeu. Mas com menos de 10 dias, eu visualizei o segundo, um ao lado do outro. Ai que a brincadeira começou. Uma brincadeira muito sem graça, diga-se de passagem. rs

Estava deitada, tranquilamente, amamentando, quando, de repente... "aiiiiiiiiiii" e ... PUM, minha mão foi automatica, dei um tapa nele. Morri de culpa. Foi um tapa leve, ele nem chorou,pelo contrário, riu. Foi tão instintivo que eu pedi desculpas umas 30 vezes.

Passado o susto, no dia seguinte, outro susto. Me mordeu de novo. Que dor!!! Eu falei bem sério: "Não pode". Ele fez beicinho e chorou, tadinho. Dei um beijo e "fechei o mamá". Só dei novamente mais de uma hora depois.

Achei que ele tivesse aprendido, mas criança... sabe como é, né? Esquece logo. Dois ou três dias depois, não lembro, ele me mordeu de novo. Fiz igual, briguei, disse que não podia e "fechei o mamá". Dessa vez, ele não chorou, deu uma risada sem vergonha. Eu permaneci séria.

Uma hora ele vai ter que aprender... eu espero.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Evolução

Em 4 dias, olha como meu pequeno evoluiu.

Agora:

Antes: http://pequenoraphael.blogspot.com/2010/10/rapha-quase-engatinhando-com-6-meses.html

LUTO

Estou bem triste e abalada com a morte do Theo. Não o conheço, não conheço a mãe dele. Mas acompanhei sua historia pelo blog e ele se foi, com 10 meses, no dia 25 de outubro.

Qualquer mãe se abala quando outra mãe perde um filho. Acho que é a maior dor que uma mulher pode sentir e só quem é mãe sabe que tipo de amor é esse. Não é justo mães enterrarem seus filhos. Não é justo.

Fica aqui meus sentimentos, minha tristeza e minha consideração pela família do Theo.

Saiba a história dele aqui: http://www.vivoesinto.blogspot.com/

Nova Consulta

Olá, pessoal!

Ontem fomos ao pediatra. O Rapha está ótimo. Pesando 9 kilos e medindo 67 cm.

Conversei com ela sobre a minha preocupação com a alimentação dele. Ele come pouco. Sabe aqueles potinhos Nestlê? O que ele come não chega nem na metade. Um potinho daquele dá pra dois almoços e ainda sobra comida.  Isso o salgado. com o doce, ele come menos ainda. Ela disse que é assim mesmo. Ele está se adaptando ainda ao gostos dos alimentos. O importante é eu não ficar ansiosa e dar uma passo de cada vez. Sem forçar e sem introduzir os alimentos todos de uma vez. Cada dia uma coisa nova.

Ele ja comeu: cenoura, abobora, beterraba, inhame, aipim, batata, batata doce, chuchu, abobrinha, brocolis, couve, músculo, peixe, frango. De frutas: maça, pera, laranja pera e lima, tangerina, banana e mamão.
Agora, a médica liberou todas as outras frutas, com  excessão de morango e abacaxi. Disse para eu fazer doces de ameixa e goiaba com um pouco de açucar mascavo. Mas, bem pouco. Acrescentou no almoço o caldo de feijão e o fígado. Eu vou iniciar a janta, depois que ele tiver bem adaptado com o almoço.

Com relação a geleias, biscoitos, danoninhos e etc, ela disse que se eu quiser dar, pode. Não vai fazer mal nenhum e ele vai adorar. O problema é que se eu começar a dar muito pra ele essas coisas, ele pode rejeitar legumes e frutas, que são mais saudáveis, já que essas guloseimas são bem mais atrativas. Então, é para eu dar esporadicamente, até que ele esteja bem adaptado com legumes e frutas.

Segue a curva de crescimento dele de altura e peso.

Altura:



Peso


sábado, 23 de outubro de 2010

A Fidelidade de Deus me constrange




É. Parece mentira, mas o nome é FIDELIDADE.

Acho que eu não contei aqui o que aconteceu com relação a data de aniversário do Raphael. Ele nasceu no dia 23 de abril de 2010, uma sexta-feira. No ano seguinte, 2011, seu aniversário vai cair em um sábado. PERFEITO para comemorar seu PRIMEIRO aninho no dia em que ele nasceu. Tudo iria correr bem se a minha irmã não fizesse 18 anos no dia 19 de abril de 2011, uma terça-feira. O sábado seguinte? 23 de abril. Dia da festa da Helena em Angra dos Reis. Quando eu soube disso, fiquei muito triste. Chorei, chorei, chorei. Tive crises com relação a meu pai. Briguei feio com ele e ele comigo. Foi uma briga horrível. Quase fui embora de Angra (cidade onde ele mora que fica a 3 horas de viagem da onde eu moro, capital, Rio de Janeiro) às dez da noite, debaixo de chuva, de ônibus, com mala, carrinho, pacote de fraldas, bebe conforto e com meu filho que tinha 3 meses na época. Aquilo me abalou muito. Oras, dia 23 foi o dia que MEU FILHO nasceu. Se o sábado seguinte é o aniversário dele, ELA que precisava mudar a data. Ele não tem culpa de nada disso. Fiquei bem chateada. Voltei para o Rio decidida a não ceder. Faria o aniversário dele no mesmo dia. Dois aniversários da mesma família em cidades de diferentes. Um de um ano e outro de 18 anos. Dane-se. A certa era eu. Meu filho tinha nascido aquele dia. Ponto final. Estava decidido assim.

Conversei com a minha mãe e ela me aconselhou a não bater de frente com o meu pai. Ele era birrento, não ia ceder e que desde que eles eram casados, era assim e, agora, com 51 anos, não ia mudar. Ela me disse ainda que eu ganharia muito mais se eu cedesse, pois era apenas uma data. Tinha muito mais a ganhar sendo compreensiva com ele do que batendo o pé e arrumando briga não só com ele, mas deixando a família inteira em uma situação complicada. Pensei bem e, com muito custo, abri mão do dia 23. Decidi comemorar o aniversário dele no dia primeiro de maio, o fim de semana seguinte. Liguei pro meu pai e comuniquei a minha decisão. Mas demorou um tempo ainda para eu interiorizar essa atitude. Fiquei magoada. Não liguei pra ele por quase dois meses e nem ele pra mim. Um dia, eu estava na casa da minha avó e ele ligou e descobriu que eu estava lá. Me chamou e disse: “Papai tá vivo heim? Não morri não”. Eu desconversei. Disse que andava muito ocupada. Mas, na verdade, estava magoada.

Levei mais alguns dias para, de fato, me “recuperar”. Decidi no meu coração não criar problemas na família. Afinal de contas, a crente era eu e precisava dar exemplos e mudar minha fama de turrona e briguenta. Decidi vir a Angra (estou aqui agora) essa semana para o aniversário da esposa dele e selar a paz e deixar de lado toda mágoa. E estou em paz, vim em paz.

Diante da minha atitude de humildade (sim, humildade e não sou soberba por reconhecer isso), Deus mudou a minha sorte. Recebi uma benção financeira e vou poder realizar a festa do meu filho numa casa de festas, como eu sempre sonhei e desejei. Uma parte da benção chegou ontem e a outra parte hoje. Eu não vou gastar com a festa do meu filho. E ainda vou poder fazer no lugar que eu desejei, que eu sonhei, que eu almejei. Estou muito feliz e grata ao Senhor por sua fidelidade, seu amor, sua misericórdia.

Fica a lição. Ceder e ser humilde são sempre as melhores opções. Obrigada, Jesus. Você é fiel, sempre fiel.


Veja meus outros posts sobre o aniversário do Raphael e se delicie com a fidelidade de Deus. Clique aqui e depois aqui. (rs, são dois)

Rapha quase engatinhando com 6 meses

Meio ano!


Faz meio ano que eu tenho meu filhos nos braços. Faz meio ano que eu não sei o que é dormir 5 horas seguidas. Faz meio ano que eu descobri o que é o amor de mãe. Faz meio ano que eu deixei de viver pra mim mesma. Faz meio ano que eu não como na hora que eu tenho vontade. Faz meio ano que tudo na minha vida tem que ser devidamente planejado, inclusive, uma ida ao salão, ao mercado, ao shopping, ao cinema... Faz meio ano que eu ouço o choro mais delicioso e, muitas vezes, mais doloroso. Faz meio ano que eu não tenho horário pra arrumar a casa. Faz meio ano que eu só posso tomar banho quando a pessoinha dorme. Faz meio ano que eu tropeço em brinquedos no meio da sala. Faz meio ano que minha casa tem o cheirinho de bebê. Faz meio ano que eu senti a dor mais deliciosa. Faz meio ano que eu me tornei a mulher mais feliz e mais realizada.

Parabéns, meu bebê, pelos seus seis meses de vida! MAMÃE te ama!

Quero compartilhar um texto que eu encontrei no blog bbpontocom que me emocionou muito:

"Quando você me olha com seu olhos enormes, buscando um abraço, um beijo, um carinho, conforto e segurança, meu coração se inunda de alegria. Imediatamente me aproximo, certa de que você precisa de mim para tudo. Tenho um prazer enorme em abraçá-lo, protegê-lo e alimentá-lo. Ao satisfazer as suas necessidades, eu me sinto completa. Mas preciso lembrar constantemente que este papel será desempenhado por pouco tempo. Você tem o seu próprio caminho a percorrer: um botão que irá desabrochar e se tornar uma linda flor.Sei que chegará o momento em que você não virá a mim para satisfazer as suas necessidades, um tempo em que buscará suas próprias respostas, um tempo em que sairá pelo mundo colecionando tesouros. Sei que terei que deixá-lo partir e aceitar que você já está maduro o suficiente para tomar suas próprias decisões. Prometo que vou permitir que você vá com liberdade para crescer e tornar-se um ser completo. Mas se você precisar do meu apoio, do meu abraço e do meu sorriso, sabe que poderá contar sempre comigo. Estarei sempre disponível para você. Às vezes será difícil me conter, mas prometo respeitar a sua liberdade e dar-lhe asas para voar livremente com confiança, alegria e segurança." Mallika Chopra

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O segredo do sucesso




Há algumas semanas que eu tenho tentado escrever sobre esse assunto. Mas Raphael, trabalho, marido, preguiça, Twitter, Orkut, Msn e outras coisinhas mais não permitiram. Meu assunto é CASAMENTO. Talvez, você ache que a minha experiência seja pequena para afirmar "qual o segredo do sucesso" por ter menos de dois anos de casada. Mas são dois anos de muito amor, amizade, respeito, carinho compreensão, sem crises e sem grandes brigas. Parece que fomos feitos um para o outro, somos melhores amigos, companheiros, conversamos sobre tudo, inclusive os nossos maiores defeitos, nossas crises, nossas dúvidas, nossas limitações. Mas não quero fazer propaganda do meu casamento porque ele não está à venda. Hahahaha Quero compartilhar ideias e comportamentos que contribuíram para que meu casamento fosse uma benção.

 
A primeira delas é a escolha certa do homem que você deseja casar. TUDO, absolutamente, TUDO deve ser pesado e analisado. Pequenos defeitos se tornam enormes quando ambos moram na mesma casa. Se existem algum defeito no seu parceiro que você NÃO SUPORTA e acha que não vai conseguir conviver, DESISTA. Ou você aceita ou você termina. O seu companheiro não vai mudar depois do casamento. Pelo contrário, a convivência com esse problema vai se tornar cada vez insuportável. Se você o ama verdadeiramente, vai aceita-lo. Por exemplo, o Renard é extremamente bagunceiro. EXTREMAMENTE. Entendeu? EXTREMAMENTE. Eu arrumo a casa hoje e hoje mesmo já tem roupa dele espalhada. Eu já sabia disso quando casei e, na minha casa, nunca houve brigas por causa disso. Eu peço, por favor, que ele tire a bermuda do sofá. Às vezes, adianta. Às vezes, não. Eu não vou desgastar minha relação por causa de uma bermuda. Eu tiro e coloco no cesto. Você pode achar errada a minha postura. Foi a minha escolha. Não brigar por pequenas coisas e sou muito feliz assim. Amo o Renard bagunceiro ou organizado. Se eu conseguir muda-lo, estarei no lucro, mas não casei com essa intenção.

Ponto número dois, observe como ele trata a família, sobretudo, pai e mãe. O Renard é de poucos amigos, pra ser mais exata, NENHUM amigo. Os amigos dele são pai, mãe, irmã, madrinha, padrinho, primo. Nunca vi o Renard levantar a voz pra mãe dele, desrespeitar o pai, gritar com a sua avó. Pelo contrário, os respeita muito, abraça, beija e tem prazer ao lado deles. Isso é muito importante. Se o homem ou a mulher não valoriza a sua família pré-casamento, ele não vai valorizar a família que ele vai formar no casamento. FATO. Meu marido é um super pai, mais chato do que eu, bem mais. Cuidadoso, carinhoso, brincalhão, paciente... Mas isso vem de família, por isso esse quesito é tão essencial.
Depois de casados, posso afirmar que 90% do sucesso do casamento é responsabilidade da MULHER. A começar pela escolha do noivo. ESCOLHENDO CERTO, depois de casada (rs) 90% do sucesso do casamento é responsabilidade da mulher (repetindo pra ficar bem claro) .
 O primeiro passo é deixar o homem ser HOMEM. Estou falando de submissão sim, que é bem diferente de humilhação. Submissão nada tem a ver com humilhação. Submissão é respeito. É reconhecer a responsabilidade do homem como o cabeça do lar. Se você não tem isso no coração, dificilmente seu casamento dará certo, porque o homem DEVE E PRECISA ser respeitado como HOMEM. Essa atitude não é forçada, vem do interior. É admirar em todo o tempo o homem que você casou. Outro exemplo: minha amiga missionária estava precisando de uma ajuda financeira. O dinheiro era meu. Eu trabalhei, eu ganhei. Poderia ter dado a oferta sem consulta-lo? PODERIA. Mas escolhi deixa-lo ser HOMEM. "Amor, sabe aquela minha amiga da Espanha? Está precisando de uma ajuda financeira. Você acha que a gente pode ajudar? Com quanto?" ISSO É RESPEITO. Depois que eu casei, o meu dinheiro não é mais meu, o dinheiro dele não é mais dele. É NOSSO. Isso é humilhação? Não. É submissão. Tudo nosso é às claras. Celular, senhas de banco, senhas de e.mail, senha de Orkut, de msn, a carteira fica na estante. E posso ser muito sincera? NUNCA, NUNCA, eu senti necessidade de investigar a carteira dele, apesar de ele, muitas vezes, deixa-la em casa. Já abri para pegar algo, mas nunca pra investigar.
O segundo passo é ceder. CEDER, CEDER E CEDER. Muitas vezes, o Renard quer fazer algo, ir a algum lugar que eu não estou afim. Daria tudo pra ficar em casa naquele dia. Mas eu sei que aquela festa, aquele almoço, aquele passeio é importante pra ele. Se é importante pra ele, se o deixa feliz, o que custa eu abrir mão da minha vontade algumas vezes? Algumas coisas, quando eu não quero mesmo, ou quando passou muito horário, eu falo, eu converso, eu argumento. Sempre explicando meus motivos. Isso funciona muito. A conversa e a exposição de fatos, o lado de cada um, os argumentos, o que já foi feito em prol do outro (SEM MANDAR A CONTA, SEM JOGAR NA CARA, É CONVERSA E NÃO BRIGAS) é sempre válido e comigo funciona muito bem. Não estou dizendo com esse texto que a gente nunca brigou. Isso é utopia. Já brigamos muitas vezes. Mas nunca dormimos brigados, nunca passamos mais de 3 ou 4 horas sem nos falar. Não custa ceder, ser tolerante, ser compreensiva. Essa atitude evita a maioria das brigas. Ceda, agrade seu marido sempre. Lembre-se: o que o faz feliz, tem que te fazer feliz também.

Lidar com os erros de forma natural, sem cobranças, é outra coisa importante. Ou você acha que seu marido trouxe azeitona verde no lugar da preta de propósito? Claro que não. Ele se enganou. Enganos e erros acontecem. "Poxa, amor, eu pedi a preta, mas tudo bem, da próxima vez você acerta." Se ele errar de novo, não brigue, não se exalte. Homem é assim mesmo. DESLIGADO. Tenha certeza: ele não erra com a intenção de te irritar e nem está "cagando" para o que você diz. Homens são assim mesmo. Desligados e não conseguem fazer duas coisas ao mesmo tempo. Para eles, a azeitona verde e a preta são a mesma coisa, o açúcar Cometa e o União são açucares, com uma diferença: o primeiro é mais barato. hahaha e por ai vaí... Essa regra não vale somente para erros de supermercados, mas para todos os erros que seu marido venha cometer. Você erra tanto quanto ele e não gosta de ser "maltratada" por causa disso. Se o seu marido te trata mal porque você salga o arroz ou por causa de outras coisas, observe como você age com ele. Se você mudar, ele também vai mudar.
Eu teria muitos outros passos para relatar aqui, mas para mim esses são os principais. E lembre-se: 90% do sucesso do casamento é responsabilidade da mulher.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Meu primeiro dentinho


No dia 12 de outubro, dia das crianças, eu brincava com o Rapha na rede da varanda da casa do meu irmão. Estavamos num momento gostoso em família. Era o primeiro almoço que o Daniel oferecia na sua casa nova. Ele se mudou pois foi chamado para trabalhar como engenheiro num concurso que passou em primeiro lugar (Sou fã do meu mano, meu ídolo). Sou tão fã dele que eu queria que meu filho se chamasse Daniel, mas meu marido não acha legal nomes repetidos na família.

Bom, voltando a história... rs Eu estava brincando com ele na rede quando ele deu aquele sorriso imenso, lindo, contagiante, que arranca outros vários sorrisos a sua volta, e eu vi... Eu vi a marca do seu dentinho, ainda interno, mas estava ali, prestes a nascer. Fiquei toda contente. É só um dente, né? rs Mas é também meu primeiro filho e é uma delícia acompanha-lo em todo o seu desenvolvimento. O primeiro sorriso, a primeira virada na cama, a primeira vez que segurou um brinquedo, o primeiro som emitido sem ser choro, a primeira birra, o primeiro carinho, a primeira vez que sentou sozinho, a primeira vez que ficou de quatro para tentar engantinhar, a primeira papinha salgada, a primeira fruta e... O PRIMEIRO DENTINHO.

Ontem, eu fiquei tentando abrir a boca dele (rs) para ver se eu tinha visto mesmo ou era ansiedade de mãe, mas, eu não estou doida, ele estava lá e um pouco mais visível. A noite, eu ja conseguia senti-lo ao passar o dedo... Hoje, eu vou ver se evoluiu alguma coisa. Assim que der para bater fotos, eu coloco para vocês.

Em relação à mudança de comportamento por conta do nascimento do dente, eu não notei nada de diferente no Rapha. Um dia antes, de madrugada, ele acordou chorando muito, MUITO. Chorou por uns 30 minutos e só parou quando dormiu de novo. Não sei se era o dente ou o que era... Durante a madrugada, desse mesmo dia, as vezes ele resmungava. Mas, nada além disso.

Só pra constar, no dia 12 de outubro, Rapha estava com 5 meses e 19 dias.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

LINDA E COMOVENTE HISTÓRIA

Sem palavras!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A lactante e o caixa preferencial


Desde a minha gestação, eu tenho problemas com o tal caixa preferencial. E, como não poderia ser diferente, durante as eleições também tive problemas, por causa de pessoas despreparadas e desinformadas. A desinformação é um grande obstáculo para conseguirmos usufruir dos nossos direitos.
Você pode se surpreender com o que eu vou dizer, mas o caixa preferencial pode ser usado por mães que amamentam seus bebês INDEPENDENTE de estarem ou não com seus filhos no colo.

O artigo 9º da RESOLUÇÃO Nº 2.878 CMN/BANCO CENTRAL, DE 26 DE JULHO DE 2001, afirma "atendimento prioritário para pessoas portadoras de deficiência física ou com mobilidade reduzida, temporária  ou  definitiva, idosos, com idade igual ou superior a sessenta e cinco  anos, gestantes, lactantes e pessoas acompanhadas por criança de colo ..." Observe que lactantes e pessoas com crianças de colo estão escritas separadamente. O que, por uma questão de interpretação, já explica o que eu afirmei acima. A lactante tem prioridade e PONTO. Da mesma que a forma que a gestante também tem prioridade, estando com 2 meses de gestação ou com 9 meses. O tamanho da barriga não está especificado na lei.

As pessoas acham isso um ABSURDO, porque no Brasil é muito mais comum bebês que mamam mamadeira ou mamam peito + mamadeira, do que bebês que mamam exclusivamente no seio. Ora, se o bebê mama mamadeira, não tem porque a lactante ter prioridade, já que outra pessoa pode oferecer o alimento para o seu bebê. Mas, no meu caso, só EU poderia alimentar meu filho e, logo, não poderia perder horas em filas. Fato. Para isso que serve a lei. Não há necessidade de levar um RN para o mercado, por exemplo, mas há a necessidade de ser atendida PREFERENCIALMENTE, já que o RN está em casa e pode chorar de fome.

Pois bem. Domingo, dia de eleição, chovendo, a escola onde eu votava não tinha estacionamento. Renard ficou no carro com o Raphael, que estava estacionado longe da escola por falta de vagas, e eu fui votar. Chegando na minha seção, uma fila enorme. Pedi licença delicadamente e expliquei aos mesários que meu filho de 5 meses estava no carro e eu era lactante, portanto tinha direito ao caixa preferencial.

- Desculpe, mas a senhora não está com seu filho no colo e terá que enfrentar a fila, pois não tem como provar que amamenta.

- Não seja por isso. Posso tirar o meu seio e espirrar o leite. Dessa forma, eu consigo te provar que sou lactante. (Baixei o nível) Saí reclamando e fui para a fila, claro.

Depois de uns 15 minutos, uma menina, de uns 24 anos, perguntou se alguém se incomodava se ela me deixasse passar a frente. Ninguém se incomodou e eu votei. Ainda tinham umas 10 pessoas antes de mim. Enfim, fui embora. Quando eu cheguei no carro, o Rapha estava chorando querendo mamar. E ai? Meu filho chorou, porque aqueles mesários despreparados não tinham o conhecimento correto da lei. Mas não os culpo. Ninguém tem o conhecimento, nem mesmo as pessoas que teriam o direito.

Ai você me pergunta: como você vai provar que é lactante? Pois é, não vou provar. Outro problema cultural num país onde a corrupção, a mentira e a esperteza prevalecem. Já pensou um monte de mulher passando no caixa preferencial se dizendo lactante? Não é de espantar se isso acontecer. Um monte de gente espertinha querendo passar na frente para não perder horas na fila. E por causa de comportamentos mal educados como esse, eu, que, realmente, tenho direito, vou pagar por causa dos outros? Não. Não vou. Eu exijo meu direito em qualquer lugar que eu vou, estando ou não com o meu filho no colo.

Assim que eu descobri que estava grávida, eu usava o caixa preferencial. Recebi vários olhares tortos, e muitos caixas me repreendiam: "Senhora, esse caixa é preferencial". "Eu sei, mas eu estou grávida." Foi uma luta, porque minha barriga só foi aparecer com mais de 7 meses de gravidez, então eu sempre tive problemas com isso. No ônibus, já pedi, educadamente, que pessoas que estavam sentadas em assentos preferenciais se levantassem para que eu pudesse me sentar. E já me estressei algumas vezes com adolescentes e jovens usando o caixa sem ter esse direito. Eu falava: "Dá licença, por favor? Esse caixa é preferencial. Obrigada!" E passava na frente.

Portanto, fica a dica. Se você não sabia dessa lei, com relação a lactante, usufrua do seu direito. Se você não tem direito, então não utilize-o. Se está sentado no ônibus em assentos reservados, levante. Se não quiser levantar para ceder o lugar, sente em outro assento. SIMPLES.

Um beijo e vamos conhecer e exigir nossos direitos.

sábado, 2 de outubro de 2010

O meu primeiro desespero! Esqueceram meu filho!




Hoje era para ser um sábado comum, mas com um evento especial. Eu ia para um Chá de Lingerie (clique para saber como foi o chá) de uma amiga que casa em dezembro e eu sou madrinha. Bom, o chá era surpresa. Combinei com o Renard de me deixar na casa dela, em Vicente de Carvalho, um bairro longe da minha casa, cerca de 50 minutos de carro. Eu ia chegar cedo e o Renard me pegaria a noite. Chegando na porta da casa da minha amiga, a Laiz, tirei o carrinho, tirei a bolsa e soltei o cinto da cadeirinha do Raphael. Nessa hora, o Renard disse: o caminhão quer passar. Eu fechei a porta achando que ele ia encostar mais à frente. Subi na casa da Laiz para deixar o carrinho e, então, voltar pra buscar meu bebê. Quando eu voltei, cadê o carro? O Renard tinha ido embora sem perceber que meu filho estava dentro do carro e sem cinto. E o pior, os motivos que me deixaram mais desesperada: meu marido trocou de celular essa semana e eu não tinha o número novo; era a primeira vez que ele ia nesse bairro de carro e não sabia direito onde era a casa da Laiz; ele resolveu ir embora por um caminho diferente, a linha amarela, que só daria pra ele voltar pra casa da minha amiga quando já tivesse quase em casa; Além de estar num caminho que não conhecia.
Enfim, voltando... Desci, quando eu não vi o carro, subi correndo: Debora (cunhada da Laiz), o Renard foi embora com meu filho. Até ai, eu ainda estava calma. Quando eu percebi que não tinha o telefone dele, me desesperei. Debora, eu quero meu filho, cadê meu filho. A Débora nervosa, sem saber o que dizer, mandava eu ligava pra ele. Liguei pro meu sogro chorando. Não queria contar o que aconteceu, só queria pegar o telefone do Renard. Mas ele viu que eu tava chorando e tive que contar o que houve.
Ele ligou pro Renard e perguntou:
- Meu filho, você está onde?
- Em Vicente de Carvalho.
- E o Raphael?
- Tá com a Débora.
Tu tu tu tu tu – acabou a bateria do celular dele.
Foi quando ele olhou pra trás e viu que o menino tava no carro. Gente, é sério. O Raphael é muito quieto. Ninguém vê que tem criança no carro. Normalmente, ele dorme, ai piora tudo.
Enquanto esse diálogo acontecia, eu estava desesperada, no meio da rua, chorando e gritando pelo meu filho. Resolvi descer para a praça de Vicente de Carvalho que fica duas ruas abaixo da onde a Laiz mora. Desci porque tinha esperança que ele voltaria e eu queria ver o carro. Eu chorando na praça, com o telefone na mão, tentando, em vão, falar com ele. Um casal no ponto de ônibus, olhando pra mim preocupado, perguntando se eu precisava de ajuda e eu nervosa... só pensava no Raphael.
Eu sei que foi exagero, ele estava com o pai. Mas, na hora do meu desespero, eu nem pensei nisso. Só lembrava que ele estava sem cinto, que o Renard ia subir pro apartamento e deixar ele no carro, que ele ia chorar querendo mamar e ia demorar muito pra ele trazer o Rapha pra mim, que ele ia se perder e não ia ter telefone pra falar comigo, que ele não tinha nem o endereço e nem o telefone da Laiz. Enfim, eu fiquei muito nervosa, fora de mim, desesperada, em pânico, quase tive um colapso.
Eu sempre fui uma mãe muito calma, desde que o Rapha nasceu. Nunca fui neurótica (tirando a alimentação e amamentação que eu sou chata). Mas, no geral, sempre fui muito segura, muito tranquila, muito em paz. Quem vê, sabe. Mas hoje, eu tive a primeira crise nervosa por causa do Raphael. Nossa, foi horrível. Eu sem saber se ele tava bem, se o Renard tinha visto ele, se ele não tinha caído da cadeirinha (porque ele ta levado, desde que aprendeu a sentar, fica se jogando pra frente quando está deitado), se meu marido ia conseguir trazer ele de volta, se ele não tava com fome...
No ápice do meu nervoso, eu avistei o carro dele. Sai correndo no meio da praça... Renarddddddddddddddd. Ele não ouviu. Aumentei a voz, até ele me ouvir. Não só ele como toda a praça. Quando ele me viu foi um alivio. Eu saí correndo, gritando: cadê meu filho... eu quero meu filho...
E pasme: o Raphael estava do mesmo jeito que eu o deixei, sem nem saber o que tava acontecendo. Quando me viu abriu um belo sorriso que me fez chorar mais.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Apresentando Rapha e o cão!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Voltamos do pediatra!


Semana passada, o Rapha me deu um susto. Ficou todo empolado e vermelho. Fiquei pensando... não comeu nada, não mamou nada diferente de peito, eu não comi nada diferente... Fui a emergência, mas no meio do caminho, sumiu... e eu voltei pra casa sem saber o que era...

Ontem, ele tomou um suco de laranja lima pela manhã e, no início da tarde, ficou empolado de novo. Não levei ao médico, porque eu sabia que ia sumir como da outra vez e também porque a consulta na pediatra dele era hoje. Tirei fotos e levei a máquina pra ela ver.Urticária. Agora, de que? Pode ser de algum tecido aqui de casa.. da cadeirinha de balanço dele, do sofá, da cadeira... alguma coisa... ou foi a laranja...  Amanhã, vou dar um suco novamente e observar.

Fora isso, o Rapha está ótimo. Pesando 8680kg e medindo 65,5cm. Só queria entender porque essa criança engorda tanto e cresce pouco. Já é o segundo mês seguido que ele só cresce 1 cm. A pediatra disse que agora eles crescem e engordam menos.

Vou começar amanha o cardápio ofical do Rapha. Suco pela manhã, almoço às 11 e papinha de frutas no final da tarde. Ela autorizou frango ou músculo triturado no almoço. Disse que só os legumes não vão sustentá-lo.

Vamos ver como vai ser essa nova fase do meu pequeno.

sábado, 25 de setembro de 2010

Minha primeira papinha

Hoje, com 5 meses e 2 dias, meu bebê almoçou pela primeira vez. Na semana passada, eu dei umas provinhas de algumas frutas para ele.. um pouco de laranja, um pouco de mamão, banana amassada. Mas, nada muito significativo... Hoje, oficialmente, o Rapha começou a comer.

De manhã, fiz uma papinha de mamão amassadinha e ele me deu o maior susto. Eu amassei o mamão, mas ficou um pedaço grandinho e eu não vi. O menino engasgou... Eu comecei a gritar: me ajuda, Renard, me ajuda. Enfiei o dedo na goela dele e ficou tudo resolvido. Não preciso dizer que morri de medo de fazer o almoço dele.

Por volta de meio dia, cozinhei com casca uma rodela de batata doce, de cenoura e de chuchu. Cortei um pedacinho de cebola, meio dente de alho, e um pouco de couve. Acrescentei uma colher de chá de azeite e uma pitada de sal. Tudo junto, na mesma panela. Depois de cozidos, descasquei os legumes e passei tudo no processador junto com um pouco da água do cozimento. Coei numa peneira. Ele comeu metade. Para primeiro almoço, tá bom. Ainda sobrou um pouco para o almoço de amanhã.





quinta-feira, 23 de setembro de 2010

E a tal rotina....

Assim que o Raphael nasceu, me falaram de uma tal rotina... dormir, mamar, tomar banho, brincar nos mesmos horários. Fiquei pensando em como colocar uma rotina num recém-nascido que tem "vontade própria".. hahaha Chora quando quer, dorme quando ta com vontade, mama se quiser e quando quiser...

Eu, que decidi amamentar em livre demanda, fiquei quebrando a cabeça pra conseguir estabelecer a TAL rotina...

Quando o Rapha fez um mês, desisti dessa idéia... Deixei meu pequeno dormir quando tinha vontade, comer quando tava com fome, brincar se tivesse afim. E não me culpei por isso. Por que raios meu filhos tem que mamar de 3 em 3 horas, se nós, dias estamos com mais fome, dias com menos fome. Ora comemos em intervalo menores, ora em intervalos maiores. Bolas... o nénem tb tem dia que tem mais fome, menos fome; mais sono, menos sono; mau humor, bom humor...

Deixei ele livre... LIVRE...

Mas, com três meses e meio, comecei a perceber que ele mesmo criou uma rotina pra ele. Acorda, mama, dorme, brinca nos mesmos horários. Menino esperto. Quando ele, o Raphael, criou a rotina dele, eu passei a segui-la. E graças a Deus tem dado MUITO certo. Às vezes, ela não funciona. Mas, digamos que 6 dias por semana, temos sucesso.

Hoje, ele fez 5 meses e a sua rotina é mais ou menos a seguite:

Entre 6 e 7 da manhã, acorda e mama.
Pego do berço, fico com ele na minha cama e brinco até às 9.
Às 9, ele mama de novo e dorme.
Acorda por volta das 11:30, 12:00.
Toma banho.
Mama novamente.
Fica brincando no tapete, na cadeirinha, no colo... depende
Entre 14 e 14:30, ele mama e dorme
Acorda por volta as 15:30, 16hs e mama
Brinca, brinca, conversa...
Às 18:30 toma um novo banho.
Às 19 hs mama e dorme já o sono noturno.

O sono noturno varia. Dias ele dorme às 18:30hs, dias 19hs e dias 19:30hs. Às vezes, eu consigo esticar para ele dormir às 20hs, mas é bem dificil.

De madrugada, tem dias bons e dias ruins.

Nos dias bons, ele dorme as 7 e acorda entre 2 e 3, mama e vai às 6 ou 7.
Nos dias ruins, ele dorme as 7, acorda 1, depois as 4 e depois as 6 ou 7
Nos dias péssimos (raramente), dorme as 7, acorda 12, acorda 2, acorda 4, acorda 7. rsrsrsrsrs

Ah, como eu amo meu pacotinho!


sábado, 18 de setembro de 2010

Bom final de semana!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Uma luz no fim do túnel


Olá, pessoal!
Depois do meu texto de ontem, recebi várias dicas. As pessoas se comoveram com o meu drama (eu tava triste mesmo) e resolveram me ajudar. Consegui diminuir bastante o orçamento, graças a vocês.

Bom, meu desejo era poder fazer pro meu filho uma big festa com show de mágico, palhaço, cachorros adestrados e tudo mais... mas, infelizmente, a minha condição financeira não permite.

A primeira dica que eu recebi foi reduzir o número de convidados e priorizar quem tem criança. Bom, priorizar quem tem criança, eu não posso. Isso porque existem pessoas na minha vida que são especiais, que não tem filhos, mas que eu queria que participasse desse momento comigo. Eu tentei reduzir a lista e consegui tirar 50 convidados. Agora, a festa do Raphael tem 100 pessoas e mais 25 crianças. Um progresso né? Diminuindo convidados, eu reduzo comidas, bebidas, lembrancinhas, mesas, enfeites... várias coisas...

Segui todas as dicas que me deram... Tirei a animação e acrescentei um pula pula. O trem de lanche também saiu da minha festa e o buffet infantil vai ser colocado em aparadores laterais para que elas se sirvam. Programei servir para as crianças batata frita, pipoca e cachorro quente. Também decidi não contratar os garçons. Vou colocar mesas com pratinhos de salgados e as pessoas se servem. Dessa forma, ninguém reclama que não comeu porque o garçom só passava na mesa da frente. Vou tirar um pouco das mesas, já que algumas pessoas não sentam. Ficam encostados da parede conversando, comendo e bebendo, principalmente porque a comida vai estar à disposição. Diminuindo as mesas, eu reduzo também as toalhas e os enfeites. Falando em enfeites, eu PRECISO de ideias baratas para colocar em cima das mesas dos convidados. A mais barata que eu encontrei foi o personagem em EVA que custa R$ 6,28. No lugar da mesa de guloseimas, eu vou colocar aqueles potinhos de vidro, da papinha Nestlé, com jujuba e as pessoas poderão levar pra casa. Eu mantive a carrocinha de algodão doce, para ficar algo diferente e também porque não é caro. Custa R$ 70,00. A fritadeira eu também deixei, porque eu não vou ficar na cozinha e nem minha sogra, nem minha mãe no dia do niver do Rapha, né? O painel da entrada, eu estou resolvendo. O banner custa 80 reais, mas eu queria MUITO um boneco com a foto dele em tamanho real. É lindo. Esse custa 150. A arte dos convites, eu ganhei. Então, vou gastar só com a impressão.

Então, vamos as contas... Se alguém tiver mais alguma dica que possa contribuir positivamente para a festa do meu pimpolho, eu aceito. Ah, quem tem experiência com festa, analisa a quantidade pra mim e vê se tem muito ou pouca comida e bebida.

Convidados: 100 adultos e 25 crianças

Aluguel do tema = 250 reais
Salgados – 1250, sendo 20 reais o cento. = 250 reais
Refrigerantes – 80 litros. Calculei 3 reais a garrafa de 2 lt. A coca é mais cara, o guaraná mais barato e equilibra. = 120 reais
Outras bebidas – 10 litros e água e 10 litros de suco. = 25 reais (Calculando pra mais)
Bolo = 200 reais.
Doces simples – 300 doces, sendo 35 reais o cento. = 105 reais
Lanches – 210. 70 de cada. = 150 reais
Fritadeira = 50 reais
Carrocinha de algodão doce = 70 reais
Aluguel do pula pula = 100 reais
Aluguel das mesas – 5 reais o conjunto com 4 cadeiras. 20 mesas. = 100 reais
Painel da entrada – 150 reais
Aluguel do salão = 80 reais
Convites e lembrancinhas = 100 reais
Despesas extras = jujuba, guardanapo, pratinhos, copos, bolas, balas... = 150 reais

Total = 1900.

Ainda faltam os enfeites das mesas. HELP-ME PLEASE. O que mais eu posso fazer?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Triste

Há dois meses que venho pensando na festa de aniversário do meu filho. Todo mundo fala que está longe pra isso, mas quem não tem dinheiro sobrando, pelo contrário, faltando, precisa planejar tudo com antecedência. E estou bem triste porque não consigo planejar uma festa que caiba no meu orçamento.

A começar pelo número de convidados. A lista está em 150 pessoas e é impossível reduzir. 80% dela são familiares. Tem poucos amigos, bem poucos. Talvez uns 20 somando os meus e o do Renard.

Por mim, por ser um ano e a criança não curtir, eu faria um bolinho na minha casa e ponto final. Só que não cabem 150 pessoas na minha casa. Logo, eu preciso fazer num salão. E fazer um bolinho num salão, não fica legal. Melhor não fazer.

Minha primeira opção, foi fazer numa casa de festa, que é mais prático, eu não preciso arrumar, nem limpar, nem me estressar... INVIÁVEL. A mais barata que eu encontrei pra 120 pessoas custa R$ 3800 e eu não tenho esse dinheiro. Até tentei calcular, apertar o orçamento, cortar gastos, mas não dá.

Meu plano b, foi alugar um salão, de prédio mesmo. O meu é muito pequeno e não tem cobertura. Resolvi fazer na casa da minha avó. R$ 80,00. ok! Preço bom.

Depois de decidido o salão, pensei eu, que fazendo assim, sairia mais barato.

Encontrei um buffet que cobrou R$ 1900 para 100 pessoas e oferece quase tudo... salgadinhos, trem de lanche, decoração, bolo, doces, refrigerantes, agua, 2 garçons, tolha da mesa dos convidados... (que eu acho pouco p/ 100 pessoas), fritadeira.

Eu teria que gastar por fora aluguel de mesas, animação, banner de entrada, convites, lembracinhas, enfeites das mesas dos convidados, os doces da mesa de guloseimas e mais uma coisas que eu não to me lembrando agora...

Aluguel de mesas =150, Animação = 400, convites = ???, lembrancinhas = 100, banner de entrada = 150, doces = 150 e mais um dinheiro por fora que sempre falta alguma coisa. total = 3 mil reais.

Não reduzi quase nada...

Não satisfeita, passei o dia no computador fazendo a lista de coisas que eu precisaria caso contratasse TUDO separado. Vela do bolo, guardanapos, copos, aluguel da mesa do tema... Encomendaria os salgadinhos que custa 20 reais o cento e contrataria tres garçons (50 reais cada um).. Enfim, coloquei TUDO na ponta do lápis, crente que conseguiria um valor acessível, mas não consegui. Acabei caindo nos mesmos 3 mil reais...

E fiquei triste... bem triste...

Se alguém tiver uma idéia de gastar menos numa festa de um ano, me dê dicas, porque eu estou precisando....

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Minha primeira frutinha

Eu jurei pra mim mesma que meu filho mamaria leite materno exclusivo até os seis meses. Mas... quebrei o juramento. rsrsrs
A ansiedade falou mais alto e hoje eu dei uma laranja para ele chupar. Estava louca pra ver como ele ia se comportar ao experimentar novos alimentos. O comportamento dele surpreendeu. Adorou a laranja e ficava nervoso quando ela caia no sofá. Está certo, ele fez uma baita sujeira, mas foi lindo ver meu filho comer sua primeira frutinha. Eu, como mãe coruja, fotografei!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

To ficando levado!

Bom dia!

Alguns dias, pela manhã, o Rapha acorda e não me chama. Ele fica brincando no berço, rodando, arrancando o lençol, "subindo" no kit berço. Eu só sei que ele acordou pelo sons emitidos através da babá eletrônica. Eu nunca levanto, só quando ele começa a chorar ou a reclamar, do contrário, ele fica lá brincando. Hoje, quando eu levantei, tive uma supresa. O menino tinha tirado a manga do casaco. Como ele conseguiu fazer isso, eu não sei. rsrsrs Só sei que quando eu o encontrei, ele estava nesse estado:


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

1 ano

A data foi 8 de setembro, mas só agora tive tempo de escrever alguma coisa sobre ela.


Foi uma terça, um dia depois do niver do meu marido, amor da minha vida. Eu já estava desconfiada que estava grávida, mas não quis fazer o exame, por achar que era coisa da minha cabeça, como todas as outras vezes.

Apesar de a gente querer um bebê, foi um susto. Na verdade, nós queríamos muito, mas tínhamos medo. Fazia apenas 4 meses que estávamos casados e estávamos receosos do nosso desejo ser precipitado. A gente não assumiu que queríamos um filho. Assumir no sentido de parar o remédio, não se prevenir e deixar rolar. Eu tomava o antibebe, mas TUDO errado. Esquecia mais do que tomava.

Na quarta-feira, dia 2 de setembro, a família inteira foi para Belo horizonte. Minha cunhada estava se formando como oficial da Aeronáutica. Eu cheguei lá a noite, umas 23:30, com uma fome descomunal. Doía a barriga. Tudo fechado e eu procurando desesperadamente um lugar para comer. Arrumei um boteco e comi um misto quente. No dia seguinte, acordei com uma dor no seio. Uma dor que não aguentava levantar os braços. Pensei por um momento que poderia estar grávida, mas me esqueci, rapidamente, dessa possibilidade. Minha menstruação deveria vir dia 30 de agosto.

A formatura foi de manhã. E a festa começou na hora do almoço e terminou quase à noite. Bebi mais prosecco do que beberia normalmente. Ainda tomei um gole de uísque, mas nada significativo. Saímos a noite para encontrar minha amiga de BH, Renata Carvalho. No dia seguinte, fomos a Ouro Preto passear. Eu estava bem cansada e chata, muito chata, de mau humor. Meus sogros inventaram de ir a São João Del Rey depois de Ouro Preto e o que eu mais queria era ir pra casa. Tive uma briga horrível com o Renard. Talvez, a pior do nosso casamento. No final das contas, eles foram pra São João e nós fomos pra casa. Antes, fomos no SESC de uma cidade do interior de Minas. Eu, sem saber da gravidez, fiz um monte de doidera. Subi numa carroça, numa vaca (escultura). Maior loucura. Vou colocar as fotos. Rsrs

Chegamos em casa na sexta e no sábado a tarde viajamos de novo. Fomos para Região dos Lagos. Renard inventou de fazer o aniversário dele, 7 de setembro, em Cabo Frio. Eu comecei a desconfiar, realmente, da gravidez. Minha menstruação não tinha dado sinal, meus seios doendo e um leve enjoo. Na segunda feira a noite, eu queria comprar um teste na farmácia, seria o melhor presente de aniversário para o meu amor. Mas, com medo da decepção, desisti.

Voltamos pro Rio, dia 8, de madrugada. Assim que chegamos em casa, deixamos as coisas e fomos ao mercado. Na volta, enquanto eu arrumava os legumes na gaveta, corri para o banheiro. O enjoo tava forte. Resolvemos comprar um teste na farmácia. POSITIVO. Eu olhava para aquelas duas linhas e olhava pra minha barriga. Sensação mais estranha. E agora? Acontecia o que? Como funcionava? O que tinha que fazer? Confirmamos com o exame de sangue e começamos o pré-natal. Minha ficha só caiu quando eu fiz a primeira ultra e ouvi o coração do meu bebezinho bater, forte, rápido, o som mais gostoso. Aquele embrião de 5/6 semanas que media apenas 2mm hoje é o meu bebê, de 4 meses e 17 dias, minha vida, meu amor, meu bem mais precioso.





Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...